Prosa lisa

Nós, que no nosso cantinho (digo, blogue) fazemos e escrevemos tudo (ou quase) de graça (menos a conta para aqui estarmos) mas graças à boa vontade de uns quantos que passam horas, dias, semanas, meses, anos, também, a depender de nós que aqui estamos, vamos escrevendo e lendo, neste vício saudável. Há vícios muito piores e maiores, acreditem! Portanto, cá estamos e continuamos.

Digo-vos: - Venho de um sítio (blog) que, de vez em quando, dou uma olhada para ver como estão os humores e se "largaram" muito "fogo" na interactividade habitual. Às vezes, saio de lá com a alma acabrunhada com tanto ferroada e quase com um raio de ira a aflorar por mim. Há pessoas que escrevem tão bem, mas tão bem, que quando as lemos criamos uma reacção imediata tempestiva ou carinhosa (depende do escritor ou do dia). Ainda não tenho a certeza absoluta se os dias tem algo a ver com isso ou se são apenas as tonalidades do artigo (post). Por causa destes post's já me vi estrangeira e açoriana com "i", como deve ser mesmo. Esta sim a minha raiz: açoriana!

As ilhas, quer digam o contrário, ainda são e serão um paraíso, onde se encontram lugares como os nossos que inspiram tanta vontade de deslizar em tinta ou, melhor ainda, em "toneladas" de bytes, em megabytes e por aí abaixo.

Acreditem também que a prosa lisa assim não é o que mais gosto de escrever (nem se gostam de a ler com este alongamento todo). Prefiro aqueles golpes rápidos que me ecoam, de vez em quando, mesmo nas tarefas domésticas, e que me fazem clamar por um papel e uma esferográfica e depois, em horas mortas, passar tudo na velocidade de dez dedos sobre as fileiras de teclas, para esta blogosfera gigantesca.

Isto tudo para, também, vos revelar que há artigos (post's) que me fazem chorar de emoção porque tocam profundamente.

Hoje li um desses, algures pela blogosfera, dita regional. São coisas da açorianidade, dizem. Fizeram-me lembrar da ilha do Pico e pregaram-me uma saudade medonha das gentes de lá.

Talvez um dia volte para vos visitar, meus parentes na grandiosa ilha do Pico.

"Olha a montanha do Pico" - Há mais quem o escreva mas noutro contexto de texto pleno de sentidos.

Tenho saudades da ilha que há muito não piso... com amor. Os meus avós ficaram lá eternamente... e outras saudades.

E nesta coisa de saudades... deu-me cá uma saudade de um tal encontro bloguista e de rever os nossos conterrâneos de textos em prosa e rima ou qualquer outra forma.

1 comentário:

  1. A terra que vimos e nos fez crecer também sofre alterações com o tempo, e mesmo que nada mudasse e todos os objectos e naturezas fossem eternos os olhos que se espantam com o mundo já seriam outros. Talvez do passado só guardemos as boas recordações (ou as más): os meios pequenos são encantadores e sufocantes, pelo controlo social e a intolerância face à diferença. É bom ir e voltar. Nunca permanecer.

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