Entre partir e ficar...

Ponta do Farol da Serreta


Ausentei-me do cinza e azul-anil,

Do verde que perdura na mente

Dos pássaros e da sinfonia d’águas

Dessa terra que cura mágoas,

Da frescura que cantou Abril

Esse mês que me fez presente.



Como é possível ainda estar ali

Mesmo que esteja incolor

O resto da minha lembrança

De tudo o que vi desde criança

Mais a saudade do que então vivi...

Terá isso a ver com amor?!



Dividi o teu poema-terra a meio:

Quedei-me entre letras e cores.

Queria ficar neste tempo sem fim,

Neste silêncio que abraço em mim,

Arrancar a flor do meu seio,

Abrir o portal das minhas dores.



A terra nunca mudou... nem eu,

Continuo presa às minhas raízes

Como a garça que paira no ar

Olhando a vida da terra e mar

E toda a beleza que Deus deu

Nesses azuis e verdes felizes.



Serás sempre louvada, terra-mãe,

Enquanto avistar as tonalidades

Rainhas nesse repousante cantinho

Risonho até nas pedras do caminho

E no Altar da Virgem que sempre tem

Todas as cores e nacionalidades...

Ali no cantinho que sossega o mar

____ Estou entre partir e ficar.



A flor do sentimento



Azoriana

3 comentários:

  1. "A terra nunca mudou... nem eu,
    Continuo presa às minhas raízes"

    Como compreendo este lindissimo poema minha querida amiga. :)

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  2. Grande Poema!
    Adorei!
    Estavas devras inspirada!!!
    Beijinhos
    da amiga
    chicailheu

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  3. Adorei o teu poema - entre partir e ficar - estás a pensar em vir visitar o Porto?
    O convite está feito....
    Beijinhos e uma boa semana.

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