Ausentei-me do cinza e azul-anil,
Do verde que perdura na mente
Dos pássaros e da sinfonia d’águas
Dessa terra que cura mágoas,
Da frescura que cantou Abril
Esse mês que me fez presente.
Como é possível ainda estar ali
Mesmo que esteja incolor
O resto da minha lembrança
De tudo o que vi desde criança
Mais a saudade do que então vivi...
Terá isso a ver com amor?!
Dividi o teu poema-terra a meio:
Quedei-me entre letras e cores.
Queria ficar neste tempo sem fim,
Neste silêncio que abraço em mim,
Arrancar a flor do meu seio,
Abrir o portal das minhas dores.
A terra nunca mudou... nem eu,
Continuo presa às minhas raízes
Como a garça que paira no ar
Olhando a vida da terra e mar
E toda a beleza que Deus deu
Nesses azuis e verdes felizes.
Serás sempre louvada, terra-mãe,
Enquanto avistar as tonalidades
Rainhas nesse repousante cantinho
Risonho até nas pedras do caminho
E no Altar da Virgem que sempre tem
Todas as cores e nacionalidades...
Ali no cantinho que sossega o mar
____ Estou entre partir e ficar.
Azoriana
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Entre partir e ficar...
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"A terra nunca mudou... nem eu,
ResponderEliminarContinuo presa às minhas raízes"
Como compreendo este lindissimo poema minha querida amiga. :)
Grande Poema!
ResponderEliminarAdorei!
Estavas devras inspirada!!!
Beijinhos
da amiga
chicailheu
Adorei o teu poema - entre partir e ficar - estás a pensar em vir visitar o Porto?
ResponderEliminarO convite está feito....
Beijinhos e uma boa semana.