Deixo voar...

Às vezes fico irrequieta
Quando me chamam de poeta
Porque isso nem eu sei se sou,
Se foi Maria que me arredou
De outra vã trajectória
E mudou o rumo à história.

Não fui muito estudiosa
Lembro de ser tão preguiçosa
Para as letras que me impunham
Disso meus erros testemunham;
Hoje a melhor parte do dia
É nelas colher alegria.

Normalmente quando escrevo
Liberto-me mais do que devo
E deixo os versos voar
Mesmo sem sequer os contar;
Depois quando caio em mim
Já fiz quase um terno jardim.

Os canteiros das minhas flores
Trazem meu gosto e minhas cores
Mesmo sem qualquer perfeição
São flores do meu coração
Que dou ao mundo para ler
Somente isso posso oferecer.

autor da imagem Luis Nunes

Confesso que fico contente
Quando na altura presente
Me sinto muito acarinhada
E por tanta gente honrada:
Membro da linda Academia
E doutros Grupos, quem diria?!

Não sei até onde vai seguir
Este dom por mim a florir
Que me dá um grande prazer
E quando a vida escurecer
Levo, então, a felicidade
De ter feito muita amizade.

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: Artigo dedicado a Katherine F. Baker que me alertou para o evento in www.diaspora.com

1 comentário:

  1. Um Roseiral a despontar em cada dia lindas rosas perfumadas!
    Adorei!
    Gostei de ver o teu rosto no meio da rosa...duas rosas!
    Muitos beijinhos
    Desta tua amiga Chicailheu

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