Olavo Bilac

Foi aqui que descobri a chamada de atenção para a efeméride da morte de «o príncipe dos poetas brasileiros» neste dia 28 de Dez do ano de 1918 de Olavo Bilac.

Em «Nothingandall» que eu traduzo para «Tudo e Nada» e onde o próprio autor revela que ali fala-se de vida, amor, morte, poesia, política, futebol, efemérides, solidão, paz, humor, musica... tudo e nada; e muito bem, respondo-lhe eu.

Depois disto... fico-me a:

Ouvir estrelas - Olavo Bilac

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."


Nota: Podem ler-se mais sonetos de Olavo Bilac no sítio de Bernardo Trancoso. Apreciem!

1 comentário:

  1. Os poemas deste poeta assim como de muitos outros dispensam comentários. Estou me lembrando por exemplo dos poemas da Florbela Espanca; é ler e apreciar e ficar meditando. Tudo o que se disser é muito pouco.
    Fica bem.
    Um beijinho para ti.
    Manuel

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