Parecem corpos longos abraçados,
Erguidos das águas temperadas,
Quantas vezes de espuma salpicadas?!
Só os rostos não vejo desenhados.
Corpos à beira-mar enfileirados,
Imersos nas correntes mui salgadas,
Sentindo as vagas brancas sublimadas,
De beijos que são sempre renovados.
Se fecho os olhos, perco-me no som,
Sinto-me rocha que segrega o tom,
Que, muitas vezes, faz canção de mar...
De outras, faz lágrimas derramar.
De repente, os corpos harmoniosos,
Parecem corpos longos tenebrosos!
Rosa Silva ("Azoriana")
Lindo poema, com um tema lindo. Só uma imaginação prodigiosa nos consegue contemplar com algo tão bonito.
ResponderEliminarFica bem.
Beijinhos.
Manuel
Lindissimo e subscrevo o comentário anterior! Beijos poetisa
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