A seguir, um belo soneto oferecido por Francisco Monteiro:
SONETO DAS RAÍZES
Meu pensamento desfaz-se em ilusão
Alado e veloz este mundo sobrevoa,
De minha boca em silêncio, nada ressoa
(Só as batidas do meu aflito coração!)
Ah! Sonhei, voei, cheguei a Lisboa
Depois, fui ao Porto, Leiria, Portimão
Apressado, eu mudei de direção
(Precisava deixar de andar à toa!)
Contornei o cabo das minhas tormentas
Impulsionado nem por remos ou motores
Apenas com a força de minhas mãos lentas...
Achei um lugar onde posso esquecer as dores:
(Onde a força do mar não arrebenta)
Viverei e morrerei em paz nos Açores!
Francisco Monteiro
Caro poeta, tens a força da inspiração e aceita um abraço com emoção.
Muito obrigada!
Azoriana.
ResponderEliminarQue inspiração e quanta emoção perpassa por todas estas quadras. Poetas que criam um belo de forma muito espontânea. Muitos parabéns.
Vim aqui também para te dizer que o sêlo para a Amazónia já está a votação. Se puderes dá lá um saltinho.
Beijinhos e boa semana.
Ler sonetos é sempre uma doçura.
ResponderEliminarManuel
Como deixar ler e reler os sonetos meus e teus que tanto me fazem bem?
ResponderEliminarBeijos mil
Francisco Monteiro