De ti, um dia, há-de alguém lembrar
não faltará um mote p'ra lhe cantar;
Toda a rima e labuta no seu verso
concerteza não vai ficar submerso.
Eu também gostava de alguém plantar
as pequenas sementes deste voar
que atravessa, num traço, o universo
enfim nada ficará vão e disperso.
E se um dia, de ti, alguém escrever
que seja em moldura, qual quarteto,
no segundo terceto luz o soneto.
Soneto só é belo, com ventura,
se no rascunho já crescer em ternura:
Não vai morrer quem nesse Amor viver!
Rosa Silva ("Azoriana")
Ao "Semeador de Poesias" - Francisco Monteiro
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Muito bonito, parabéns...
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