Há 30 anos: 25 de Abril de 1974 (História)


Salgueiro Maia Salgueiro Maia
(1944 - 1992)
25_4_74


"Militar de méritos reconhecidos, dotado de uma inteligência superior e de uma coragem e lealdade invulgares, dele se diz "ter sido o melhor de entre os melhores dos corajosos e generosos Militares de Abril". Nasceu em Castelo de Vide. Fez os estudos secundários no Colégio Nun'Álvares, em Tomar e no Liceu Nacional de Leiria. Entrou para a Academia em 1964 e em 1966 ingressou na Escola Prática de Cavalaria de Santarém. Combateu na Guiné e em Moçambique, já com a patente de capitão. Foi um dos elementos activos do MFA. No dia 25 de Abril de1974, comandou a coluna militar que saiu da EPC de Santarém e marchou sobre Lisboa, ocupando o Terreiro do Paço. Horas mais tarde comanda o cerco ao Quartel do Carmo que termina com a rendição de Marcelo Caetano. Foi membro activo da Assembleia do MFA, durante os governos provisórios, mas não aceitou qualquer cargo político no pós 25 de Abril. Faleceu em Santarém, a 3 de Abril de 1992, vítima de cancro." - in Centro de Documentação 25 de Abril, Universidade de Coimbra.

Hoje, dia 24 de Abril de 2004, faz 30 anos que "alguns militares derrubaram a ditadura. Foi o movimento das Forças Armada (MFA). Ficou conhecida como a Revolução dos Cravos porque não houve lutas nem mortes e as espingardas dos soldados começaram a aparecer enfeitadas com esta flor. Os presos políticos foram libertados. Os portugueses que se encontravam no estrangeiro, por razões políticas, voltaram. Acabou a guerra do ultramar. Em pouco tempo deu-se a independência aos povos de África. Portugal renasceu. Agora os portugueses escolhem os seus governantes e o seu presidente em eleições livres" - in "Pequenos Curiosos 4", Estudo do Meio do Ensino Básico do 4º ano, de Conceição Marques e Nelson Timóteo, pág. 53.

Porque Hoje é o DIA DA LIBERDADE, pode ouvir-se a canção do José Afonso, "
Grândola Vila Morena" (ver extracto) que era a senha escolhida pelo MFA, como sinal confirmativo de que as operações militares estavam em marcha e seriam irreversíveis.

Azoriana

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