Ancorada

Boa tarde a vocemecês
Que me veem nesta hora
Ando atrás de "porquês"
Sem resposta por agora.

As tremuras me assustam
Porque já passei por elas
Sei bem que elas custam
A tinta nas aguarelas.

Já cumpri o meu dever
Com grande satisfação
Muito mais resta a fazer
Bem bom ter ocupação.

Não a IA, quer é IR,
[Inteligência Real]
Aviso: tu não vais rir,
Nem na "artificial".

A terra quando respira,
Mexe nas extremidades,
Mas também ninguém admira,
Se vem das profundidades.

Desaprendo, num instante,
O tanto que me ensinaram:
Nem para trás, nem pra diante,
Nem os pés se levantaram.

Se vestida e bem lavada
Vou fixando meu rochedo;
No fundo, estou ancorada,
À grande palavra MEDO!

Se tu fores como eu sou,
Com a cabeça sismada,
Previne antes do "ô"
Esta vida é quase nada.

Rosa Silva ("Azoriana")

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