A vida a muito obriga

Não é qualquer um que aguenta
Uma mulher a trabalhar
Que todo o dia se senta
Dedicada pra não falhar.

Mas se ama de verdade
Sem nutrir outra intenção
Consegue a passividade
E até lhe dá atenção.

Quem isto não entender
Eu até digo que aceito
Mas também vou defender
Que não há tudo perfeito.

Quem vê bem o que eu faço
Sabe da satisfação
Contudo já não abraço
Como abraçava então.

Rosa Silva ("Azoriana")

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