Dedicado a Claudine Lourenço (Planeta Mulher)

Aguentar-se ao de cima
Dessa água que até rima
Com nosso estado de festas
É mesmo pra consolar
Quem, hoje, sabe nadar,
E nem liga às arestas.

Das arestas, os Biscoitos
Livres de quaisquer introitos,
Ou leis de comparação,
Chamam o povo ao mar,
E também a vindimar
Nesta quente estação.

Depois vem uma saudade
Do recreio e amizade
Que se juntam tão audazes,
A pena é de deixar
O bailado desse mar
E os cestos e cabazes.

Se não me ligares nenhuma,
Escrevo muito, mas em suma,
Vai caindo em cesto roto...
Queria eu encimar
O palco do belo mar
Sem que me toque no goto.

Vivi perto da planície
Onde o campo em calvície
Propicia-nos ao bronze;
Hoje lembro desse vale
E do Baco rendido ao sal
Que antecede o mês onze.

Será jeitoso provar
O que faz o paladar
Surtir um globo efeito...
É o vinho escarlate,
Novo, que no copo bate,
E seduz no tom perfeito.

Rosa Silva ("Azoriana")

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