
Avó!
Só neste patamar da minha vida é que percebo o que sente um coração de avó, no seu verdadeiro bater... Perdoa-me! Perdoa-me, não te ter tratado como devia ter tratado... ou talvez tratei, como uma neta trata quem lhe ensina, prepara e educa para o bem e para o mal. Deste-me tanto de ti e eu que será que te dei?!
Deste-me o colo, as mãos, os olhos de atenção redobrada, choro curado com a calma da tua mansidão, alegria com a tua visita após ter deixado o teu perfume do campo que te guardou para sempre o que de ti já nem resta... apenas a alma.... Seja tudo pela tua Alma de abnegada mulher, seguidora de todos os dogmas e doutrinas.... seguidora dos trabalhos dos antepassados até ao ponto do "nunca mais"...
Avó! Avó! Perdoa-me não te ter dado o último beijo... esse beijo que falta sempre dar e o que mais falta faz em vida...
Tenho uma saudade tremenda de ti, Avó! Por ti, vou ser a avó que tu foste para mim.... Beijos eternos!
Rosa Silva ("Azoriana")
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