Deus e o Homem


Só Deus sabe a nossa sorte

À chegada e à partida

Sendo a cruz fraca ou forte

Cada qual tem a medida.

 



Só o Homem em desnorte

Padece de uma ferida

Nada há que o conforte

Só mesmo sair com vida.

 



Porque viver bem é tão bom

Desde aurora ao luar

Desde que se tenha o dom

Da vida saber levar.

 



Entre os vales e as colinas

Entre verdes e ou mesclados

Há as cores cristalinas

Da Vida [de ser Amados].

 



Rosa Silva ("Azoriana")

Oração


Infundi em nós, Senhora,

A vontade de Oração,

E a nossa voz decora

Com Amor e Devoção.

 



O Espírito de Deus

Nos inunde de vontade

De servir todos os seus

Exemplos de Santidade.

 



Teu nobre Grupo Coral,

Músicos e Ensaiador,

Incentivem o pessoal

A cantar com mais Amor.

 



Foi assim o bom Conselho

Do Reitor do Santuário

E que se dobre o joelho

Ao ver a Mãe e o Sacrário!

 



Salve nobre Padroeira,

Da Serreta e dos crentes,

Que tem a ilha Terceira

No seu Coro tão presentes.

 



E que salve a juventude,

A criança e o idoso,

Ao mundo dê msis saúde,

Paz, senso, valor bondoso.

 



Rosa Silva ("Azoriana")

 

O século de JAF (com Mercês & Joaquim, a 5ª geração)


Em dois mil e vinte cinco

Eis a justa homenagem:

Eu aclamo com afinco

O JAF e sua linhagem!

 



José Albino Fernandes

Em vinte e dois de janeiro

Nasceu para ser dos grandes

E foi grande por inteiro.

 



Grande no seu contributo

Para a sã Ganadaria

Que mantem seu estatuto,

Longevidade, alegria.

 



Parabéns, com euforia,

À família no ativo,

Que preza a Ganadaria

E mantém Bom nome vivo!

 



Tem a quinta geração,

Que na quinta quadra vai,

A generosa menção,

No valor que sobressai.

 



A Mercês e Joaquim

Já c'roados de afetos

Dois Bravos de Amor sem fim

Ambos ilustres bisnetos.

 



São Carlos, 22/01/2025

 



Rosa Silva ("Azoriana")

Os abraços de Verão


Quem canta dessa maneira

Já faz uma dança inteira

Sem sequer pestanejar;

Mesmo sentado em salão

Pensas nas festas de Verão

Com o emigrante a chegar.

 



Por mim fico pensativa

E lá vem rima a jeito

Se até lá 'inda for viva

Hei de prestar meu efeito.

 



É verdade, sim senhor,

Espero içar bom louvor

A pessoa inteligente:

Fez de tudo, "sem papel"

Assertivo, sempre fiel,

Nosso grande Presidente.

 



Nossa Angra do Heroísmo,

De poetas e lirismo

E de muito boa gente,

Merece, com distinção,

Abrir as Festas de Verão

Com cantiga ao Presidente.

 



E não me faço rogada

Dou de mim tudo o que posso

E na cantiga rimada

Louvo tudo o que é nosso.

 



Fábio Ourique toma assento

E programa o evento

Com a tua voz de ouro;

De cantar Fado és capaz

Nesse timbre és o Ás

Garante nobel tesouro.

 



Nesta volta, neste espaço,

Que produz animação,

Aceita o meu abraço

Junta a tantos que te dão.

 



Rosa Silva ("Azoriana")

Doce Tributo; Sidónio Bettencourt


"Doce Tributo" vencerá

Na ilha e fora dela

O conjunto brilhará

Como brilha a sua tela.

 



A tela feita cartaz

Que povoa este mural

Também pode ser capaz

De brilhar no Carnaval.

 



Parabéns caro Sidónio

Que também brilhas agora

És um amigo idóneo

Que lembro a toda a hora.

 



Viva a Antena que luz

Seja aqui ou mais além

E na ilha de Jesus

Te admiro muito bem!

 



Rosa Silva ("Azoriana")

Ao Rei do Riso e da Rima


*

A saúde também trama

Aquilo que a gente ama

Até mesmo os Carnavais.

Sei o que saudade faz

A quem não volta atrás

Pra fazer o que gosta mais.

*

Tenho agora muita pena

De não ter seguido a cena

Que o Hélio me indicou...

Dar de mim ao Carnaval

Que é o Palco sem igual

Que o terceirense fundou.

*

Viva, viva o Carnaval

O seu ato capital

A sua honra e lembrança;

O seu amor ao Entrudo

Fez de si ser mais-que-tudo

Pró Bailhinho e prá Dança.

*

Hélio Costa é um poema,

Um ícone e um emblema,

Que tanta gente sublima...

Hélio Costa sempre será

Na ilha, América, Canadá,

O Rei do Riso e da Rima.

*

Rosa Silva ("Azoriana")


Retalho d'Angra, ilha Terceira

A propósito de uma publicação de Rosa Fortuna Sá Pereira


 



Retalho d'Angra, ilha Terceira

 



A moldura que nos enfeita

De pedra estrutural

Que a ventos sempre sujeita

Manteve o seu capital.

 



Ruiu tudo a seu lado

Mas janela se fixou

No retalho imaculado

Do Monte que a moldou.

 



És de Angra, Monte belo,

Da Baía verde proa,

Onde prima o Castelo,

Que formou tanta pessoa.

 



E depois deste mistério

Que assume a grã Bandeira

És porta de um império

Nossa linda ilha Terceira!

 



Rosa Silva ("Azoriana")


Santo Amaro (padroeiro)


Santo Amaro era um navio,

Santo Amaro o padroeiro,

Amaro era o meu tio

Da 'vó Vieira, o primeiro.


Só não lembro nome inteiro

Do homem pacato e bom

Com navalha era obreiro

De barquinhos do seu dom.


Pai de dois filhos varões

Foi avô e tio também,

Que as minhas orações

Lhe façam hoje muito bem.


O Santo nas outras ilhas

É também comemorado,

Com promessas, mais partilhas,

Da forma que foi curado.


Braços, pernas, corpo inteiro,

Seja fêmea, ou seja macho,

Tudo dão ao padroeiro...

Linda fé pra bom despacho.


Salve o Santo da freguesia

Que tem metade de mim

Na saudade dia-a-dia

Que celebro até ao fim.


Rosa Silva ("Azoriana")

Nossos Poetas!

*

Temos brilhantes poetas,

Na ilha e fora dela

Que atingem nobres metas

Numa inspiração tão bela.

*

Somos banhados de sonhos

Maravilhas de encantar

Mesmo sendo alguns medonhos

Há jeito de os suportar.

*

Minha rima, meu suporte,

Um alívio de flor,

Mesmo para além da sorte

É sorte seja onde for.

*

E na pressa de escrever,

Cantando no meu teclado,

Algum dia há de ser

Tudo o que deixo em legado.

*

Rosa Silva ("Azoriana")

 

Gratidão


Foi hoje a minha estreia

A convite de Jorge Morais

Fiquei com a alma cheia

Ao ponto de querer mais.

 



Um grupo de bons valores

Com dignos participantes

Da Terceira, dos Açores,

Sóis poetas radiantes.

 



Sou de versos populares,

De poemas tricolores;

Hoje animei os meus ares

Só de ouvir vossos valores.

 



Espero ver-vos de novo

Seja lá aonde for

Hoje contente vos louvo

Com um verso de Amor.

 



2025/01/11

- Lar Doce Livro -

O local exato do 1° Sarau de Poesia



Rosa Silva ("Azoriana")

 

Rancho de Estrelas (brilhantes no caderno)

*

Voam vozes entoadas

De letra com Estrelas

Que vão sendo doadas

Ao povo que vai vê-las.

*

Parentes e conhecidos,

E outros em que reparo;

Que recheiam os ouvidos

Das gentes de Santo Amaro.

*

Viva a vossa harmonia

No Natal de Jesus

De grande categoria

São cantares de Luz.

*

Parabéns Casa do Povo,

E ao Rancho de Natal,

A todos vós eu louvo,

Com abraço capital.

*

Rosa Silva ("Azoriana")

 

A Leoa

*

Um dia tive uma cadela

A pensar que era um cão

Ao veterinário com ela

Deu-me a revelação!

*

De início eu pedia

Quero um cão bem ruim

Para guarda da moradia

E que fosse bom pra mim.

*

Assim foi, ela era boa,

Prós de casa e afins...

Mas mordeu uma pessoa

E teve dias bem ruins.

*

Foi tratada com carinho,

Era feliz no quintal,

Contudo, findou o cantinho...

Olhou pra mim no final.

*

Guardo essa recordação,

Da "menina", minha Leoa,

Tratei dela como cão

Mais parecia uma pessoa.

*

O "Flat" veio a seguir,

Tão pequeno que ele vinha,

Só que não vou conseguir

O mesmo gosto que eu tinha.

*

Rosa Silva ("Azoriana")

Árvore de vida

arvore.jpg


 


Era tão frágil e pequenina. Desenvolveu-se bastante ao ponto de já a ter podado algumas vezes. No entanto, permanece com a beleza que lhe é característica. Não sei o nome dela, mas gosto de a admirar nas tardes serenas e apaziguadoras. Esta "árvore" ou planta (?) era da minha falecida sogra, mãe do atual marido. Que descanse em Paz, sob a Luz do Altíssimo!
Rosa Silva ("Azoriana")

Sismo de Oitenta (aos 45 anos)

1
Ponto alto de habitação,
Na Serreta freguesia:
Vi tudo em ondulação...
Gritei tanto... ninguém ouvia.
2
Tanto que me vi à rasa
Com um frio de rachar
Vestida no meio da casa
Com medo e sempre a rezar.
3
Avó, pai, mãe e irmã,
Titios (primos antigos),
Sem luz até de manhã,
Tão à prova dos perigos.
4
As notícias, boca-a-boca,
Chegavam da redondeza;
A lágrima não foi pouca
Pela Zita... em pedras presa.
5
E a mãe de duas filhas,
E a Aida dos Altares...
Foram chegando as partilhas,
De tristezas em tantos lares.
6
Não ia a lado algum,
Tinha a frieza constante,
Até ao WC comum
Levava a acompanhante.
7
Minha madrinha do Crisma,
Era sempre a contemplada...
E eu sempre numa cisma,
Medrosa por tudo e nada.
8
Minha mãe era doente,
E continuou a ser,
Ao hospital foi presente,
No Liceu a foram meter.
9
Óh! Não tardou, fez-se voltar,
Por não ser uma urgência,
Quando o táxi ouvi chegar:
Alegrei-me! Óh Providência.
10
Liceu, semi-hospitalar,
Pra doentes intermédios,
Os urgentes, a bradar,
Internados com remédios.
11
Descansem os falecidos,
No reino da eterna glória,
Mais sorte prós renascidos
Que seguiram na história.
12
E perdoem fugir à norma,
Da escrita em boa prosa,
Mais tarde foi esta a forma:
Rima?! Grande ajuda à Rosa.
13
Pós sismo, foi profissão,
Aos dezoito anos de idade,
No Gab. de Reconstrução,
Que ajudou a Comunidade.
14
Da falecida dos Altares,
Depois casei com o irmão,
Pós alguns anos nesses ares,
Mudei para Angra então.
15
Três filhos, minha alegria,
Meu orgulho e descendência,
Do ex-falecido, um dia,
Restou?! Paz em evidência.
16
Quarenta e cinco passados,
Os anos que contam agora,
Jamais por mim olvidados,
Os terrores da má hora.
17
"Eram vinte para as quatro, nos Açores,
Quando tudo aconteceu,
Era dia de Ano Novo, nos Açores,
Quando a terra estremeceu"...
18
Ouvi canção tanta vez,
Com rubra dor presa ao peito,
E garanto a todos vocês,
Que ela ainda faz efeito.
19
Deus proteja em linha reta,
E a Sua Santa Mãe,
O destino da minha neta,
Mais os que destino têm.
20
Pai, Filho, Espír'to Santo!
Me benzo, neste jardim,
Que do tanto que foi pranto,
Renasceu de Amor sem fim!
21
É um Amor intermitente,
Que nos chaga desde outrora,
Tem morrido tanta gente,
E nascem poucos agora.
22
Faço vénias, em geral,
Aos que tanto trabalharam,
E ao forte pessoal
Que mais lágrimas secaram.

Rosa Silva ("Azoriana")

In [Pergaminhos] , de Rosa Silva. Dezembro/24

In_pergaminhos_rosa_silva


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Epifania

Bom dia de Epifania!
Dia de Reis,
Dia de Alegria,
Dia antes de seis.

Dia de visitação,
Dia de Nações,
Dia de boa canção,
Dia de orações.

Dia de aniversário,
Dia do afilhado,
Dia extraordinário,
Dia de sol animado.

Parabéns Saulo Miguel Diniz
Conduzido pla ☆ estrelinha ☆
Hoje e sempre sejas Feliz
Te deseja a madrinha!

Rosa Silva ("Azoriana")

45 anos do sismo d'oitenta

Neste dia e momento
Pareço uma sentinela
Ao manter o pensamento
No Sismo e na sequela.

Podem correr muitos anos
Que nada fará esquecer
O maior de tantos danos...
DOR teima em reacender.

A imagem que flutua
Quando fecho os olhos então
É o som que ouvi na rua
E a terra em ondulação.

E a Zita?! Ó que bonita!
A Paz tenha encontrado
Só com fé se acredita
Na Estrela do seu lado.

01/01/2025

Rosa Silva ("Azoriana")