Da banda que se descerra,
A baía é um navio
Sempre ancorado à terra,
Lindo assim, hoje se viu.
E quem vê Angra agora,
Com o valor que foi dado,
Vai lembrar p'la vida fora
O trabalho realizado.
Devemos sempre fazer
O que engrandece a cidade
Bem como agradecer
Quem comanda a edilidade.
É montra de patriotismo,
É o palco de veleiros,
É glória, é heroísmo,
É trono dos marinheiros.
É perfume de maresia,
Abraço de amor salgado,
Um poema de harmonia,
Com o título gravado.
Ó Angra do meu espanto,
Que voltas a ser do mar,
Que direito a cada canto,
É canção de Poemar!
Rosa Silva ("Azoriana")
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