I
Pode haver quem me defenda,
Pode haver outro parecer,
Mas há de haver quem entenda,
Como foi meu renascer.
II
Eis que a felicidade,
Bordada com um sorriso,
Não é laço de vaidade,
É somente um bom juízo.
III
Viver quanto Deus quiser,
Estrada é desconhecida,
E venha o que me vier,
Já fui retalho de vida.
IV
Já não conto outros tantos,
Dos anos que já contei,
Portanto, agora os cantos,
Hão de ser menos... eu sei!
V
O que cantei vida fora,
Mesmo com a voz calada,
Foi por Amor à Senhora,
Que me fez tão inspirada.
VI
Venha A, B, C ou D,
Olhar para mim direito,
Que nem tudo o que se vê
Pode ser de Amor perfeito.
VII
Possa florir de Alegria,
Possa rir só por metade,
Que seja a foto de um dia
Toda a minha claridade.
VIII
E se me leres amiúde
Quando a noite se faz dia,
Que tenhas melhor saúde,
Que a minha em ousadia.
IX
Abro o leque do meu ser,
Abro a voz escancarada,
E fique, quem quiser saber,
Sou mulher enciumada.
X
Ah! O ciúme foi aquele...
Que me virou ao contrário;
Fui mártir por causa dele,
Mas hoje mudo o diário.
Rosa Silva ("Azoriana")
Etiquetas
Happy New Year! Feliz Ano Novo!
Que maravilha!
Ah bom mestre Luciano!
Que não erras nem à vez
És grato açoriano
Emigrante bem se fez.
Ler as quadras é querer mais
Não se vê erro algum
Esta Rosa nos Folhadais
Adora a verve incomum.
Brinca com a transição
Do "velhinho" para o "novo"
Aos anos dá diversão
E alegra o nosso povo.
Brilha, brilha, caro amigo,
Biscoitense, da Terceira,
É um gosto estar contigo...
Longe?! Sim, mas sempre à beira.
Feliz e Bom 2025 para Luciano Cardoso e família.
Rosa Silva ("Azoriana")
"Mora aqui tem coração", por José Ficher
Tenho de prestar nesta viagem
Que na brava terra passamos
Uma sincera homenagem
Às pessoas que gostamos.
Posso não ver amiúde
A pessoa que encima
Mas vi zelar pela saúde
E anda abaixo e acima.
É calma a sua garganta,
Dá o rumo à sua voz,
Confesso que quando canta,
É suave para nós.
Há que tempos conheci
O cantor autodidata
Jamais pensei vir aqui
Relembrar semana exata.
Foi a meio de dezembro
Que entrei no hospital
Dele ora bem me lembro
Do início ao final.
Obrigada a quem ajuda
Qualquer um, seu semelhante,
E que Deus também acuda,
Seja feliz, radiante.
Rosa Silva ("Azoriana")
Bom dia! 31
Última terça-feira, do último mês de dezembro, do ano de dois mil e vinte e quatro.
♡
Canada dos Folhadais, de São Carlos, da freguesia de São Pedro, concelho de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, do arquipélago dos Açores.
♡

Anexo: Única imagem com a "montanha" de escritos ("poéticos"), rimados de repentista, de alcunha inicial de blogue - AZORIANA - Z em vez de Ç, por opção de pesquisa "de cá e de lá".
♡
Mensagem: Desejo a toda a gente, quer seja familiar, amiga, conhecida e de passagem por esta rede social, o MELHOR ANO 2025.
♡
Tenham(os): Saúde. Alegria. Paz. Gratidão. Amor. Perdão. Compreensão. Aceitação da mudança etária para sénior ("velho"). Esta é mesmo para mim, porque a mudança nota-se.
♡
Para TODOS: Às crianças, jovens, adultos e seniores deste mundo alterado por qualquer fenómeno natural ou pela influência do Homem/homem, tenham a humildade, a simplicidade e a honestidade possíveis.
♡
A máxima é sempre esta: - Não faças aos outros aquilo que não queres que façam a ti!
♡♡♡♡
Feliz Ano Novo!
♡♡♡♡
Até para o ano!
Rosa Maria Correia da Silva.
A Fernando Mendonça
Um amigo intemporal
Que à rima se uniu
E na quadra de Natal
Outras mais também se viu.
Tem gosto nessa faceta
Na escrita em geral
E também tem pla Serreta
Ligação especial.
Tem Amor por suas netas
É família exemplar
Atingindo as suas metas
De um modo salutar.
Tem Amor à sua Praia,
Do Juncal é membro forte,
Que de longe já ensaia
O caminho da sua sorte.
Grande beijinho
Rosa Silva ("Azoriana")
Menino Jesus!

Pausa.
Silêncio.
Introspeção.
O Rei dos Reis está quase a chegar...
Silêncio.
☆ Glória a Deus nas Alturas! ☆
Rosa Silva ("Azoriana")
Hoje, o dia é dela...
Matilde Alexandra Borges Ormonde, e de todos os(as) menino(as) de tenra idade.
Deixem-nos Brincar, Jogar, Saltar (oops... menos), e aprender a Orar ao mano Jesus!
Boas Festas crianças, Boas Festas.
Melodia: Deixa DEUS entrar na tua própria casa...
E concede a graça de festejar com ela!
Rosa MC Silva
À Gorette do "Ti Bento"
Gorette Barcelos. Nascimento: 10 de abril; Rosa Silva. 01 de abril - dias com número em espelho = paralelos.
Fomos dupla de virtudes,
Amigas na boa aurora,
Cúmplices nas atitudes
Que permanecem agora.
☆☆
Gorette me vem lembrar
Nossos "louros" de infância
E faz tudo por mimar
Esta amiga de abundância.
☆☆
Abundância de Amor,
Amizade e Parceria
E graças ao Bom Pastor
Louva a minha Poesia.
☆☆
Renasci de grande mal;
Dei de mim tudo o que pude...
Viva, viva o Natal
Que te dê muita Saúde.
☆☆
24/12/2024
☆☆
Rosa Maria Correia da Silva
Ailaife (Flores pequenino)
Que grande Amizade existe
Entre o mar e as marés
E a gente sempre insiste
Em falar de lés-a-lés.
Eu sou Rosa, ele é Flores
E até é "pequenino"
Ricardo, Mafalda amores
Com a Graça do Divino.
Só sei que a gargalhada
Nasceu no seio da gente
Mas quase fico curada
Quando o ouço feliz, contente!
Feliz Natal Alberto Flores , Flores "pequenino" do Ailaife Blog, que fez 20 anos, mais ano, menos ano.... agora que seja mais, mais para todos, para ti e para a Rosa dos Folhadais, com o Amor todo, todo pela naturalidade: SERRETA! São Carlos, freguesia de São Pedro, ilha Terceira, dos Açores.
24/12/2024
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: a rir em todas as comunicações entre Porto e Angra do Heroísmo.
À FLOR(L)INDA ( = Florinda Morais)
Florinda da Margarida,
Sempre risonha assim,
Filha da tia tão querida,
Tão boa que foi p'ra mim.
Florinda não tinha rima
Feita de alma e coração
Merece a minha prima,
E madrinha foi então.
Quando as flores se juntam
Num ramo de Amizade
Mais tarde elas perguntam
Se, plo meio, há saudade?
Amizade, Amor, Saudade,
Arrecadam mais valores
E não quebram na idade
E vão para onde fores.
Rosa Silva ("Azoriana")
Emoções
Os campos Alegram-se
As faias se adornam
E o mar transparente de azuis
Parece voar
Nas emoções do Dia.
Ave Maria!
Rosa Silva ("Azoriana") ☆
LOUVO
Todos os Profissionais de Saúde que fazem parte dos serviços de Urgência, de Radiologia, de Análises Clínicas, de TAC; da Unidade de Internamento de Medicina - Unidade de Tratamento, número dois (T2), médico(s), enfermeiro(s), técnico(s) superior(es) de diagnóstico e terapêutica, assistentes operacionais; outro pessoal de serviço de refeições e distribuidores da refeição (manhã, ÁGUA, almoço, lanche, jantar, ceia).
O vosso valor, Amor e Vocação - Salvam Vidas - e minimizam a Dor, o Sofrimento e o Desalento para aumentar a autoestima, o Bem fazer do tratamento para se atingir a meta por objetivos.
O vosso/nosso Fiel Protetor é DEUS, JESUS, ESPÍRITO SANTO.
Feliz Natal aos profissionais e aos utentes do HSEIT.
Pai, Filho e Espírito Santo.
São Carlos, 23 de dezembro de 2024.
Rosa Maria Correia da Silva
A Euclides Cavaco
Venho com a Simpatia
A Doçura e a Vontade
Desejar com Alegria
A Santa Natividade.
Que aos Homens dê Valores
No sentido incomum
Celebrem nossos Amores
Que Amor há pouco ou nenhum.
Euclides Cavaco resume
O que de preito transborda
E sem saber até assume
Que a Poesia ele borda.
Borda sem fazer costura
Isso fica para a Mulher
Mas em termos de Cultura
Este Homem dá o que quer.
21/12/2024
Feliz Natal
Rosa Silva ("Azoriana")
Quadra do dia
Não há paga para o Bem
Porque ele não tem valor
Quem o pratica já tem
Maior ganho de Amor.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: por uma botija.... e só....
Destinatário: Zé Nandes (José Fernandes)
O SORRISO
O Sorriso da Senhora
Alegre quem O seguir
É visto a toda a hora
No que temos a cumprir.
Sorri Mãe também pra nós
Que o Sorriso ilumina
Desde egrégios avós
Sempre houve a doutrina.
A doutrina do Amor,
Da simples Humanidade,
E da Graça do Senhor
Que nos Sorri de Verdade.
Quero, quero, quero sim
Sorrir para a viva vida
No Jardim de uma Canção
Há uma flor convertida.
Rosa Silva ("Azoriana")
Irmãs
M:
Olá! Tu que estás aí,
Mesmo ao meu lado,
Vá lá, tu vem para aqui
Brincar um bocado.
R:
'Pera, só um bocadinho...
E gestua o dedo;
Nem larga o pequeno ursinho
Conta-lhe um segredo.
M:
Sou uma menina Grande,
Não vais imitar...
Que a saia se desande
Vou mas é dançar...
R:
Grande podes até ser
Mas não me apanhas
Vou-me e bem a correr....
E tu não me ganhas.
21/12/2024
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: desconheço quem seja a menina mais pequena... R:
A menina Grande tanto pode ser uma que conheço, como podia ser eu e Humberta Silva . Tenho tantas saudades de brincarmos juntas... podia era dar para o torto.... já se sabe, irmãs é um tanto de Riso, como de Amuar... Yes.
O cavalinho bailarino
Eu sou cavalinho
De verde ao comprido
Tu és cordeirinho
E tão divertido.
Queres ser peixinho
De corpo doirado
Eu sou cavalinho
De verde pintado.
O risco encarnado
Vai na cabeçada
Bem fica asseado
Para a criançada.
E vão os meninos
Da minha Escolinha
Ligeiros em pinos
Ósa se adivinha.
Desenho pintado
Por dentro do risco
É tão engraçado
E lança mais isco.
Refrão:
Lá, lá, lá, lá! Etc.
Rosa Silva ("Azoriana")
A minha nova "artista". Creio e espero. Há o dom. E o "3" é símbolo

Isto é uma alegria
Ver Matilde a pintar
"Dentro do risco" quem diria
Que ouviu para agradar.
Pinta, pinta, sem borrar,
Pinta... ó vó está bom?
E eu só posso pensar...
Continua com o dom.
Na vida de uma criança
Que recebe um incentivo
Terá telas na lembrança
Mas será por bom motivo.
Matilde, teu pai e mãe
São delícia do teu mundo
Mas olha escuta bem
Tens vó "Ósa ao segundo.
20/12/2024
Lindo DIA.
Rosa Silva ("Azoriana")
Canção de sonhos (in [Pergaminhos])
Estou no parapeito da escrita
Com alisares da crua história,
Onde não há qualquer outra glória,
Que não seja a que me é, por vozes, dita.
A voz, em eco, se faz ora manuscrita
Para voar, em céu anil, da memória,
E, ainda, mais por novel trajetória,
Na voz de alguém que sempre acredita.
Acredita que na ilha, boa-nova,
Há sempre o tino que nos põe à prova
Nos ares prudentes de uma canção.
Uma canção de amor, sem ser cantada,
Na valsa da terra, no véu da enseada,
Nos meus pergaminhos é que os sonhos vão.
Rosa Silva ("Azoriana")
44-A
O poeta Vitorino Nemésio nasceu no mesmo ano da minha avó materna, Alexandr-in-a Cota. Ela no início do ano e ele em dezembro.
Pois... precisamente no dia da ALTA da AZORIANA da Serreta.
Se há milagres? Há. Se creio, adoro e espero? Sim....
Agora é certo e sabido que sou uma mulher com a tabuleta:
BRONQUITE CRÓNICA... e mais nada....
De 11 a 19 de dezembro de 2024, na Med.UT2 44-A HSEIT.
OBRIGADA!
Rosa Maria Correia da Silva
40
40
Este número, ai este número...
Até dá para o dobro em quadras.
Não! A sério ainda queres mais? Dorme....
Como queres que durma se a rua não me cheira, se minha casa não me vê.....
Hómessa! Querem lá saber.... a rua... a casa.... nem podes apanhar frio....
Ah! Qual frio? Eu tenho é um CALOR de AMOR para VER a MINHA NETA, Matilde Alexandra Borges Ormonde!!!!
Onde será que essa pequena CRESCIDA andará?!
A sonhar com a próxima coreografia, com a história e com..... a Minnie, aquela do "Já passou"... Matilde diz à irmã da Ana e ao boneco de neve (esqueci o nome?!) que diga a "Ya..s" que diga "Yes!"
E o nome da princesa qual é? Ai que memória de patinha amarela tem a tua avó ÓSA.
Meu próximo livro bem podia ser....
"As patinhas da avó "Ósa". O "R" de Rosa Silva ("Azoriana") tu vais desenhar com uma das tuas mãos e colocas a idade da data que tiveres essa FLOR na mão...
Bom dia e OBRIGADA a Todos, Todas, que tiveram a Piedade, o Estudo e Ação (ao o tal da ação se lê isto, estou tramada... 🙂 )
Não faço ideia se tenho alta hoje, mas, de uma forma ou outra até apetece voar, voar, com a minha Ave de Rimas.... Parou, irra!
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: menino Jesus, vá lá alivia as tormentas a todas as pessoas e animais doentes, dá-lhes a Tua Mão Direita. Um BEIJO.
Mãe...

Mãe na terra há só uma
Outra não podia ser
A minha (e mais Alguma)
Tanto que veio a ler.
Se poetisa me chamas
Não dobres muito a dizer
Diz apenas que tu Amas
O alívio de escrever.
Rosa Silva ("Azoriana")
Bom dia #9°DI-H
Repito a que me deu prazer reler, várias vezes, após a criação:
Quando tiveres saudade...
Ah! Porque a saudade vem!
Pensa que é só metade
Do tamanho que ela tem.
Rosa Silva ("Azoriana")
Ânsia de voltar a casa
Quando as noites duram anos
E os dias duram meses
Cometo alguns enganos
Cometidos outras vezes.
O desejo de voltar
Às "pedras' do meu jardim
Pode não ser salutar
Mas é tudo para mim.
Ilha nossa, terra linda,
Que de Cristo se lotou,
Como Deus não vi ainda
E por Ele aqui estou.
Da janela à minha beira,
Vi o Monte do Castelo...
E os ilhéus da Terceira
Quase, quase em paralelo.
E as noites não duram anos
Nem os dias duram meses
Alguns só se for em danos
Que não passei outras vezes.
E esta cousa de rimar
Pra me fazer companhia
É que faz alimentar
O dom da Rosa Maria.
Rosa Silva ("Azoriana")
♡ Perfume de Bondade ♡
Ó lindo Altar do Menino,
Qu'Abençoa com dois dedos;
Olha por nós, Pequenino,
E nos livra de degredos.
Mão direita da Bondade,
Que hoje se deu em Missa,
E a outra à-vontade...
Mão esquerda de Justiça.
Unidas juntam o Bem
À Palavra que apregoa...
E Deus sabe de quem Tem
O Espírito em Pessoa.
Há a Fé e há a Luz,
Há o Santo Salvador,
E há a Mãe de Jesus
Mãe Perfeita de Amor.
Há o Anjo da Conceição,
Há a Estrela de Belém,
Há Jesus numa Canção
E o Coro de quem A tem.
Abram vosso Coração
Haja GLÓRIA para o Céu
Abram pois a Destra Mão
Um Sorriso - EXCELSIS DEO.
18/12/2024
Rosa Silva ("Azoriana")
Bom dia #8°DI-H
Quando a vida for injusta
Para um pobre pecador
Certamente que lhe custa
Carregar o seu andor.
◇
Quando em triste se pensar
Vai atrair a tristeza
Ao invés se vai rezar
Como reza a natureza.
◇
Quando tiveres saudade...
Ah! Porque a saudade vem!
Pensa que é só metade
Do tamanho que ela tem.
◇
Quando em "rio" tu te lavas
Numa onda matinal
Lembra-te que só tu cavas
Um jardim que já não vale.
◇
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: são as rimas que me salvam. Deixem-me ser o que sou. E quem não gosta não estrague o prazer de alguém.
Para TODAS as Crianças do Mundo
☆ Feliz Natal 2024 ☆
♡
Que uma noite escura
Nunca negue a luz
E se porventura
Fizer tal rutura...
Traga, traga Menino... JESUS!
♡♡
Palhas, estrelinhas
São o condimento;
Pasto e ovelhinhas
De bom tratamento
Levam tudo a jeito
Para receber
O Menino feito
Para quem vai ver.
♡♡♡
Que lindo é o burro
Na sua alegria
Não lhe dá "a murro"
Como é que seria?!
A ovelha tonta
De tanto correr
Já perdeu a conta
E não quer perder.
♡♡♡♡
Rosa Silva ("Azoriana")
Poetas e Cantadores
Quero os poetas todos
Da arte da poesia
Quero alegria aos rodos
No átrio da luz em dia.
☆
Os que foram e os que estão,
Aqueles que me conhecem
E até aqueles que são
O que ainda não parecem.
♡
Deixem-me, deixem-me ser......
O que a vida me doou......
Para hoje vos escrever
Com a caneta que reinou.
☆
Se me leres e gostares;
Se me deres tua voz;
Irá longe, ao declamares,
A minha ode veloz.
♡
É veloz e tão teimosa,
Repentina e insistente,
Que até mesmo vem bondosa
Tentar curar a doente.
●
Uma doente que rima,
Para colher alegria...
É como comer a lima
Sem o sumo da agonia.
♡
Não sei, caros cantadores,
Quando se fecha o canteiro......
Mas sei que sóis meus Amores
Neste reino verdadeiro.
☆
Falem! Cantem! Improvisem!
Não me deixem só, [quebrada]......
Mas também JAMAIS avisem
Que me fui sem ser AMADA.
♡
24/12/16
Rosa Silva ("Azoriana")
A Helena Costa
Minha querida Helena
Que tanto gosto de ti
Linda flor de açucena
Nas vezes que já te vi.
Não há palavras em massa
Para a ideia expressar
Mas Helena a tua graça
É teu jeito exemplar.
Tanto de bem que tu fazes
És uma irmã para nós
Nos teus rosas e lilases
Alegras de uma só voz.
Da nossa Serreta querida
És amparo e és luz
Dedicaste a tua vida
Fizeste bem por Jesus.
Que na data especial
De brindá-Lo na Igreja
Que tenhas Feliz Natal
Mais quem contigo esteja.
Linda, linda, boa amiga
E gosto de chamar prima
Ofereço esta "cantiga"
Com laços de muita estima.
*Beijos*
Rosa Silva ("Azoriana")
Feliz Natal ao Presidente da CMAH extensível à sua Equipa TODA
Mensagem em Flor
Se minha graça bramir
No declínio evidente
Que ainda possa ouvir
Mensagem do Presidente.
Um Presidente de brio,
De saber sem ler papel,
E que tanto conseguiu
Mudar Angra e seu painel.
Álamo Meneses é
A marca de edilidade
Que seguro e com fé
Renovou nossa Cidade.
A Cidade de Heróis,
Heroínas, construtores,
E de tantos nobres sóis,
Da Rainha (*) dos Açores.
Rosa Silva ("Azoriana")
(*) Angra do Heroísmo é mesmo uma Rainha 🙂
Bom dia #3°DI-H
Obrigada, Senhor, por mais um dia, amanhecido, de esperança!
Estou a aprender a conhecer-me mais um bocadinho. Está-se em contínua aprendizagem.
De facto, diga-se em boa voz, que somos nós mesmos que talhamos as tabuinhas do tamanho exato para a fase que vem sem qualquer agenda.
Mas... também acho que cada pessoa é como é, tem a genética, tem facilidade (ou não) de captação de novos conhecimentos e tem os delírios ou atitudes naturais para que da queda consiga levantar e seguir. Pode repetir, porque é humano.
Por isso, vocês que andam por aí, alegrem-se, cantem, dancem, sorrisos abertos... Vivam tudo enquanto podem!
É que todos temos um livro em branco ao chegar e as páginas vão sendo coloridas conforme o tom que cabe a cada peça.
♡♡♡
O meu livro é em tons
Que adorei acolher
Sobretudo pelos dons
Que alguém me quis ceder.
♡♡♡
O meu livro eu delego
À vista de quem quiser
E à vida eu me apego
Mesmo se deixar de a ver.
♡♡♡
Já ficam bem a saber
O que desejo somente
Um cato a florescer
Quando eu já não for gente.
♡♡♡
Os catos são o adorno,
Suculenta de encanto,
Espinhosos no contorno,
E tão belos de espanto.
♡♡♡
14/12/2024
Rosa Silva ("Azoriana")
Mãe dos Milagres e o Natal do Seu Menino

Espera por mim, Mãe [Milagres],
Estando eu noutro cenário,
Onde me vejo em "vinagres"
Para ir ao Santuário.
Espera por mim, Santa Querida,
No pensar que tenho agora,
De não ser a despedida,
De contar mais tanta hora...
Não esqueço o Teu Altar,
Tanto pertinho do céu,
Entre a Terra e o Mar,
Que já tanto se moveu.
Linda imagem restaurada
Pelas mãos do Bem-Fazer
Para ser tão Adorada
E a Saúde oferecer.
Rosa Silva ("Azoriana")
Prosa textual
Não interessa migalhas ou pão inteiro;
Não se conformem com o ter sem ser;
Não se vê nada, nada ao virar o pano de mundo.
Não se deve negar um sorriso ao benfeitor. É apenas abrir os cantos ao rosto e deixar o olhar sorrir também, mesmo que rajado de lágrimas, quase ocultas, para não parecer fingimento.
Ah, a prosa textual que não calha bem na minha felicidade. Ao invés, a rima é o véu da minha alegria.
Jamais digam que a minha rima é triste.
Rosa Silva ("Azoriana")
Dedicatória à prima Rosa Fortuna Sá Pereira e irmãos
♡À tua e à Nossa Mãe♡
♡
Ser mãe é ser aprendiz
Por uma vida inteira
De certeza que está feliz
A tua junto à verdadeira.
♡
Maria da Conceição,
Maria celestial,
Uma que te deu a mão
Outra deu a Portugal.
♡
Cinco dedos têm as mãos,
Unidas dez Ave-Marias,
São cinco filhos, irmãos,
Que oram em tantos dias.
♡
Te mando flores, amiga,
Colega e prima também,
E tudo mais que consiga
Honrar o dia da tua mãe.
♡
Rosa Silva ("Azoriana")
Visitar Maria e receber o Sorriso em vespertino dia
Logo pela manhã senti o chamamento de Maria. Não hesitei e fui visitar a Rainha. Estava tão solene, bonita e ornada de alvas cores.
Notei que alguém também visitava a Padroeira. Um cumprimento e um sorriso acolhedor fizeram-me bem. Às vezes, para sabermos que Ela nos agradece a visita, basta recebermos um cumprimento e um sorriso.

♡♡♡
O sorriso de Maria
Encarnou no Seguidor
Que nos dá a cortesia
Como quem rega uma flor.
♡♡♡
Ó Maria, Imaculada,
Na solene Conceição,
No Santuário adorada
Por quem lhe tem afeição.
♡♡♡
Estava a Senhora e nós,
Três pessoas, de vontade,
O sorriso, uma só voz,
Serena hospitalidade.
♡♡♡
Obrigada ao bom Amigo,
Que talvez me conheceu,
A Senhora está consigo
No sorriso que me deu.
♡♡♡
Rosa Silva ("Azoriana")
Feliz Natal 24 e Próspero Ano 25 à tutti!
O Natal é um presente
Que Jesus tem para dar:
Tem o coração da gente
Para nele o colocar.
*
O Natal não se reprime
Nem se pode ocultar;
Há muito quem o estime
E não o pode festejar.
*
Que festejem sobretudo
Como fazem as crianças,
Sorrindo ao conteúdo
Das pequeninas lembranças.
*
Inocente a meninice,
Ativa é a juventude,
E àqueles que não disse,
Digo pois - Haja Saúde!
*
Rosa Silva ("Azoriana")
Proteção Civil e Bombeiros dos Açores

Eis o plano de verdura
Quase no altar da ilha
Que roda a nomenclatura
De civismo e de partilha.
Louvo os profissionais
Nesta hora e de antemão
Que sendo nossos iguais
Fazem mais pela proteção.
Dão a luz aos seus formandos
Com o exemplo e a ação
Nos seus postos e comandos
São mestres na proteção.
Rosa Silva ("Azoriana")
Se vivo, era o seu 95° aniversário [pai]
Saudade não sei se tenho
De lhe dar milho prá "burra" *
Nem de ir noutro engenho
Numa espécie de "empurra".
Saudade não tem tamanho
Tem dose que deve ter
Do pai que já não tenho
Eterna sempre há de ser.
Vinte e três conta a partida
Que foi aos setenta e um,
Deixou a terrena vida
Como deixa o ser comum.
E bendita seja a hora
O minuto e o segundo...
Oxalá veja a senhora
Que o trouxe a este mundo.
Rosa Silva, filha de Carlos Cândido da Silva. Não tenho culpa de lhe terem retirado, tardiamente, o verdadeiro apelido "da Silva".
Nota: * = espigueiro
Asas de rimar
No conforto de rimar
Entra o consolo da paz
Sinto que estou a voar
Na ode que sou capaz.
Bendita e louvada seja
A grande inspiração
A alguns ela sobeja
A outros nem faz pensão.
Não se lese nem reprima
Quem faz da ode seu canto
Nem quem eleva a rima
Ao altar que nem é santo.
Pode haver outro caminho
Pode haver outro pensar...
Voar sem sair do ninho,
Só nas asas de rimar.
Rosa Silva ("Azoriana")
A Verdade
Matilde era o alto coro
De chamar por tantas vezes
Lembro mais dos seus revezes
E do riso, seu tesouro.
*
Matilde em tom sonoro
Redobra em novos meses
É dito por portugueses
É um nome que decoro.
*
Matilde digo a verdade,
Preciso pedir perdão,
Por não ter cuidado mais.
*
Matilde é eternidade
É estrela, é meu cordão,
É Luz de versos jograis.
*
Rosa Silva (“Azoriana”)
Quero que a Matilde seja...

Sempre o Amor da avó,
Rosa... sim, que neta queria,
Em vontade não está só,
E que a vida lhe sorria.
Matilde Alexandra é
O reviver de outra era
Na paz de nova maré
E na flor de primavera.
O meu Amor por ela é tal
Que nem se pode descrever
É como voltar a ter igual
O colo onde vi a mãe crescer.
Aqui reside o que irás ler
Na tela de Amor tecida
Porque assim tenho prazer
De deixar o poema em vida.
Rosa Silva ("Azoriana")
Estamos perto...
É tão simples e linear
Projeto de pouca monta
Apenas para que o meu lar
Tenha Deus em boa conta.
Que o Natal seja a rodos
Uma linha de esperança
E que traga para todos,
Uma maior confiança.
Sejam felizes a eito
Sem a descriminação
E que produza efeito
A quem governa a Nação.
Para bom contentamento
Saúde e satisfação
Que se dê a todo o momento
Um abraço de irmão.
E abraços mando agora
Para quem me quiser bem
E o dobro sem demora
Para outros que invés tem.
Creio na Virgem Maria,
Em José e Deus Menino,
E creio que chegue o dia
Do Bem ter o são destino.
Rosa Silva ("Azoriana")
Letra sem papel
Cai-me a alma da letra
Tão vazia de papiro
Parei... ó mas que tetra!
Sem papel já me admiro...
Se me faltar douta via
Como esta que aqui vedes
Manca fica ode-mania
De letrar por estas redes.
Quem, sem a letra de brio,
For registo oxigenado,
Nem sabe se conseguiu
Que ele seja folheado.
Porque livro, meus amores,
É a letra coroada,
Com a alma dos Açores,
Ao sabor do cais talhada.
Rosa Silva ("Azoriana")
A corrida sobre o tempo

Se vos digo, nem vos minto,
Que a vida é contratempo;
Hoje, aqui, neste recinto,
Amanhã vamos no tempo.
O tempo?! Só ele fica,
À margem de todos nós,
Porque não se identifica
Se é vida curta ou veloz.
Só os que estão na real
Calculam cada distância;
A idade temporal
Só começa na infância.
Ao tempo se dá afeto
Quer acreditem ou não,
O tempo nasce com o feto
Que surge do embrião.
Rosa Silva ("Azoriana")
Foto: Rosa Silva (nem sei com que idade).
Criada na ilusão (uma obra que podia ser de arte)
Olho os prados circundantes
Na mira de bandos sóis,
Como se fossem viajantes
Os olhos de girassóis.
*
Nascida em berço cru
No alto cimo do mar
Onde o rosto vem a nu
E o corpo a soluçar.
*
Canto de serra entoado
(Só tu me dizias ter)
Valsa de sol temperado
Sem o mundo puder ver.
*
Na tela, sonho de couro,
Ternura de mansidão,
Sou museu, tecido de ouro
Criada fui na ilusão.
*
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: sonho por um desenho de artista, cuja arte seja a vista. A propósito de uns livros de arte, lindos, lindos, de muito valor, que me foram oferecidos.
Os lados da Fé

Sorridente a Virgem Mãe,
Destra, que é à direita,
Mais triste é o que advém,
Da esquerda, que é feita.
Já vos disse em outra hora
Deste dueto que vejo
A nossa linda Senhora
Renasce com novo ensejo.
Mas o Rosto não se pode
Refazer de outra maneira
Porque nasceu para ode
Dos que chama à sua beira.
Tanto se vai agradecer
Uma graça alcançada;
Mas se triste lhe parecer
Deve a oração dobrada.
Rosa Silva ("Azoriana")
Festiva

Ornamento da mesa do jantar de S. Martinho, no Império do Cantinho, da Vila de São Mateus da Calheta
Minha ilha que te enfeitas
De multi festividade
E que te levantas e deitas
Sem dormir quase metade.
Minha ilha tão divertida
De vozes bem entoadas
Que partilhas destemida
O labor das madrugadas.
Digo minha, mas és nossa,
És mesmo de toda a gente,
E linda para que possa
Ser um lar alegre e quente.
A ilha é e com razão
Valsa de duas cidades
Terceira é um coração
É flor de festividades.
Rosa Silva ("Azoriana")
09/11/2024. O desenho da neta


Dia da pintura feita pela minha neta, exposta na parede do meu quarto preferido.
Ficou tão feliz com a ideia da avó que até deu pulos de contente.
Com tanto que a gente quer
Tão pouco há para dar
Mas no traço que se fizer
Há tanto amor singular.
Beijos, Matilde Alexandra, amor da avó Rosa.
Arte visual
Poderia ser tão bela
A "menina dos meus olhos"
Para ver através dela
A beleza dos teus folhos.
*
Folhos de água e de luz,
Cor de pele e tom de rosas,
Que a miragem conduz
A valas maravilhosas.
*
Tens no olhar um queixume,
Com nuance dos cabelos,
Que me fere quase a lume
O sonho [em atropelos].
*
Não me olhes com desdém
Porque de ti não desdenho...
Fala mais aquele que tem
Do que eu que não te tenho.
*
Rosa Silva ("Azoriana")

Quem tivesse...

Quem tivesse a nobre sorte
De me ver antes da morte
Em lugares passageiros:
Sair numa asa branca
Nem que fosse de tamanca
Sem lugar para ponteiros.
**
Vestir a alma de festa
Que a hora já se apresta
Para ser o que então sou:
Uma mulher sonhadora,
De mais versos fundadora,
Profecia do avô.
**
Manuel Gonçalves Correia,
Que me ouviu volta-e-meia,
No choro des(afinado):
Certamente não pensou
Na volta que ele levou...
Condão de me ter amado.
**
Venha daí quem quiser
Ter a rima da mulher
No invólucro renhido,
Há de haver quem já consiga
Ter uma tela amiga
Com traço de Amor tecido.
**
Rosa Silva ("Azoriana")
Parabéns, Saul Vicente!
Hoje é do Saul Vicente
Melo, tem de apelido,
Que celebre bem contente
O dia de ter nascido.
Quem nasce na terra mãe
A leva consigo ao peito
Quando volta sabe bem
Que é seu amor-perfeito.
Mas se a volta não dá
Nem pode fazê-la agora
Que festeje o Canadá
Pela sua vida fora.
Canadá a nova terra,
Que floresce sua vida,
Normalmente não encerra
Terceira, terra querida.
Rosa Silva ("Azoriana")
O Amor é tão difícil
Nada na vida é eterno
Nem eterno é o Amor
Mesmo que se ande terno
Por vezes falta o humor.
*
Há quem passe toda a vida
A voar no pensamento
Sonha com palavra querida
Mas no real é cinzento.
*
As cores que são mais quentes
Encobrem sempre as frias;
Não basta ser sorridentes
Para fingir-se alegrias.
*
Difícil é a gente rir
Quando o choro transparece
Mais tarde vão descobrir
Que a noite nos amanhece.
*
Tentemos manifestar
O condão de ser verdade
Mesmo que seja a chorar
De alegria pla amizade.
*
A amizade duradoura
Não se quebra com ausência
Se a base fundadora
Deu a mão à Providência.
*
06/11/2024
Rosa Silva ("Azoriana")
Residente em São Carlos (pela segunda vez, desde novembro de 2008), da freguesia de São Pedro, da ilha Terceira, dos Açores.
Que linda é... (a ilha Terceira)
Que linda é a ilha
Que canta e que brilha
Pelo mundo fora
Que abre o sorriso
No seu improviso
Que cria na hora.
Que linda é a voz
Que canta veloz
Em tom arrojado.
Que leva a cantiga,
De bravos amiga,
Ao povo emigrado.
Que linda é a fama
Da gente que ama
Ter brio na festa
E na noite longa
A ceia prolonga
No valor que presta.
Ó ilha Terceira,
Mote na Bandeira
Heroica e leal,
Da serra ao mar
E à volta a rodar
Tens um festival.
Prendada e garrida
Tens amor à vida
No verso guião
Enfrentas o perigo
Fazes um amigo
Na ocasião.
Atalhas a mente
E o coração sente
Vibrar a cultura
Que está sempre viva
E a todos motiva
A saudade futura.
Rosa Silva ("Azoriana")
Foi Deus que me acalmou
*
Deixei Deus entrar
No meu coração
Para me ensinar
De novo a oração.
1
Uma oração de paz
Para hoje me animar
Que, de novo, então faz
A minha mente pausar.
2
Embrenhada no que fui
Mesmo estando esquecida
E o que mais me influi
Pró resto da parca vida.
*
Deixo Deus entrar
E peço-Lhe perdão
Por não triunfar
Junto aos que meus[Teus] são.
☆
Rosa Silva ("Azoriana")
O hino da natureza
Queres ser meu "companheiro"
Numa relíquia sem par
- A densa de nevoeiro,
Serreta que é solar -.
Solar da Virgem Maria,
Que se vestiu de novo,
E de obras que um dia
Fascinarão nosso povo.
A Serreta de onde vim
De um denso nevoeiro
Lembro do que foi pra mim
Em oitenta, de janeiro.
Foram muito duras cenas
Para tantos moradores
Por entre as dores e as penas
Enalteço os seus valores.
E quem me dera 'inda ver
A limpeza em redor,
Da Estalagem, para ter
Uma vista bem melhor.
Tanto que a gente faz,
Recorrendo a quem pode,
Porque não voltar atrás
E o trabalho que rode.
Envolver o voluntário
Envolver digna pessoa
Por dar beleza ao cenário
Que do alto o hino entoa.
Rosa Silva ("Azoriana")
A Serreta antiga (dedicatória a Guilherme Reis Toledo)

Tem valores de outrora
[Que estou certa ainda há]
E que nos diz sem demora
O que se passava por cá.
☆
O sr. Guilherme Toledo
Fala com José M. Gabriel,
Foi e é homem sem medo
Que bem fez o seu papel.
☆
Moinhos, palheiros e eiras,
Gente, obras e artigos,
Homem de boas maneiras
Que conduziu amigos.
☆
Do Farol (que foi "casino"),
Filarmónica primeira,
Do aço que deu destino
Aos arados prá "biqueira".
☆
As lembranças tão reais,
Dos ingleses e americanos,
E de nossos que são pais
De tantos açorianos.
☆
Nado em S. Sebastião,
Essa relíquia oral,
Veio pra ser nosso "irmão",
Órfão de pai natural.
☆
Lembro que a sua esposa,
Me dizia alegremente,
Que meu pai, que já repousa,
"Tava lá no meu nascente.
☆
Avisado que eu nascia,
Naquele dia de petas,
Em abril se descobria
Uma verdade sem tretas.
☆
Digo, no fim, em primeiro,
Porque em vida é um presente:
Um abraço verdadeiro,
Ao motorista competente.
☆
É relíquia do Bem,
Aquilo que faço e posso...
É Amor o que se tem,
Por tudo o que é tão nosso!
☆
Rosa Silva ("Azoriana")
Ilha - cem linhas de ti

Ó ilha de Vitorino,
Dos Milagres e de Jesus,
E de outros cujo ensino,
Fez-se com sinal da cruz.
Da ilha que foi Terceira,
Na ordem de descobrir,
Para tantos a primeira,
Popular e a divertir.
Ilha de duas Cidades,
Onde o sol nunca desmaia,
Com Catedral e Trindades,
Dois altares de Angra e Praia.
Foguete sempre a estoirar,
Colorido de folguedo,
Tanto brilha ao luar,
Como se espanta mais cedo.
Anuncia uma tourada,
Em seis meses quase a eito,
Duas vezes para a entrada,
Que à saída um faz efeito.
Halloween e o Pão-por-Deus,
Antes de vir São Martinho,
Festejos que nem são meus
Mas do bom copo de vinho.
Ao basalto chega, então,
Um frio de aconchegar,
No Natal com um serão
Da família aproximar.
Vira a página ao Novo Ano,
Com mais foguetes no ar,
Bem ao modo Açoriano,
Erguendo o brinde ao luar.
E para não ser metade
Porque metade já foi…
Abre o verso que então há de
Ser da ilha o grande herói.
Quatro dias o Carnaval,
[Cinzas são só de um dia],
Património cultural,
Criativo em Poesia.
Lindos trajes tão brilhantes,
Pandeiro, varinha ou espada,
Chamam nossos emigrantes,
A dar a sua gaitada.
Pelos palcos em geral,
Nos salões, sempre apinhados
De gente cujo ideal
É nunca ficar cansados.
O momento da Paixão
Também se vive intenso,
Na Quaresma a Procissão,
Traz a mente em suspenso.
Quando a Páscoa arriba
A Santa Ressurreição,
Por vezes, o ato de escriba
Traz de volta animação.
Ó ilha do Espír’to Santo,
Dos Impérios, de Coroas,
Do Hino, que amamos tanto,
Das Bandeiras e das pessoas.
Um Reino de Amor tecido,
Partilha que o Povo trouxe,
Vinho, Carne e Pão benzido
Sopa, Alcatra e arroz doce.
Rosquilhas, massa sovada,
Fazem dourar os terreiros,
Rodas de carne assada,
Presenteiam forasteiros.
Ó ilha que já avistas,
Em junho, teu São João:
Sanjoaninas dos artistas,
Das Marchas e do Balão.
De Angra se vai à Praia,
Em agosto, às suas Festas,
Que a sua Marcha ensaia
Pela areia, sem arestas.
Cada qual, em estandarte,
Zela pelas suas Bandas,
Em Angra e Praia reparte
Quem vê em chão e varandas.
E o mar na ondulação,
Temperando nossos ares,
Vai virando para o Verão
Pautando outros cantares.
Em cada lar e cada Igreja,
Catedral ou Santuário,
Há um Santo que deseja,
Ser Louvor extraordinário.
À Mãe, a Rainha nossa,
De todos, tem primazia,
Faz-se tudo pra que possa
Ouvir nosso: Ave-Maria!
Santo António, outrossim,
Que não perde a jornada
E presenteia no fim
Merendeira abençoada.
Ilha! Mais não sou capaz…
Capaz sou de apenas isto:
Ilha nossa, Amor lilás,
Terceira de Jesus Cristo!
Rosa Silva (“Azoriana”)
No meio...

No meio da minha escrita
Deito sempre o bom desejo
Que alguém a faça dita
Muito além do que eu vejo.
**
Seja à frente ou seja atrás
Seja aqui ou seja acolá
Que alguém seja capaz
De dizer o que a verve dá.
**
A verve é entusiasmo
Que prolongo na matéria
Se não o fizer eu pasmo
E a cara fica séria.
**
O meu rosto se ilumina
Quando o coro me aparece
Bendita a Graça Divina
Que dá o que se merece.
**
Já na quinta quadra vou,
Ares de segunda-feira;
Foi na quinta (*) que encetou
E findou em terça-feira (+).
**
Matilde Rosa, de dois C's,
Apelidos de alma cheia
Que me doa para vocês
Verve de Cota Correia.
**
28/10/2024. São Carlos, freguesia de São Pedro, de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, dos Açores.
**
Rosa Silva ("Azoriana")
Duas décimas
Falta tanto pró Natal
Que até eu acho mal
Já se ver bolas à venda.
Deixem estar as prateleiras
Com as "velhas" feiticeiras
Para nos servir de emenda.
É que se fala por aí
Que as bruxas vêm primeiro
Mas eu prefiro aqui
O Pão-por-Deus pioneiro.
Na falta de alguma saca
Ou a "burra" com a estaca
Para o cão não se soltar.
Mais valia a criançada
Avançar e de mão dada
Bater à porta ou chamar...
Soca vermelha ou soca às cores
Venham eles cá pedir
Só se eu não tiver dores
É que lhes vou acudir.
Rosa Silva ("Azoriana")
Valsa de lirismo
Capital das capitais
Inspiração dos jograis
És tu ó Angra querida!
Pode haver outra tão bela
Mas Angra é somente aquela
Que a Saudade convida.
Ao centro a Catedral,
Ao cimo de um pedestal,
Ilumina o nosso olhar;
Ancorada pelo Monte
Que define o horizonte
Dormitando sem cessar.
É assim que eu te quero
E nada mais eu venero
Numa valsa de lirismo.
Doutrinaste o meu viver
E hoje só posso dizer:
Salve Angra do Heroísmo!
Perfumada pelo mar
Vai a Sé abençoar
O quartel que liga ao mundo:
Angra, Angra, linda Angra,
Por ti meu coração sangra,
Ao milésimo segundo!
Rosa Silva ("Azoriana")
Está a chuva a cantar
Hoje estou como uma uva
A padecer de sequela
Que consolo é a chuva
Se não se passar por ela.
Chove abundantemente
Lavando nossos lugares
Coitada da nossa gente
Quando molha os calcanhares.
Gosto de ouvir chover
Se à chuva não estou
Daqui a pouco vou ver
Até onde me molhou.
Porta pra dentro há pouco
Para a gente se molhar
Gota a gota em pau oco
Está a chuva a cantar.
Rosa Silva ("Azoriana")
A quem servir
Há uma parte que anda
À volta do sacerdote
Parece que é quem manda
Ou que vai deixar o dote.
À classe que é mais antiga
É preciso ter atenção
Dê uma volta à cantiga
E ponha jovens em ação.
A juventude se afasta
E dou alguma razão
A igreja não é nefasta
Nefasto é quem não dá Pão.
Relembro eu que já vi
Levar a Nossa Senhora
Ramos de flores e senti
Ser prémio pra quem adora.
Quem ama a Virgem Mãe
No símbolo tão natural
Acredito que já tem
Um lugar especial.
Eu pecadora me assino
E na rima repetente
Que siga em bom destino
Meu abraço tão somente.
A santa da minha mãe,
Matilde, que Deus levou,
No martírio foi além
E uma missão me deixou.
P'ra falar mais da Serreta
E dos Milagres sem fim
Da capelinha só preta
Sem ter tido um Jardim.
Quem vai à zona das Vinhas
No Queimado, ao Farol,
Percebe as quadras minhas
Na despedida do sol.
Bendito e louvado seja
Quem me lê com alegria
E quem serve a Igreja
Tem Deus sempre em cada dia.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nascida na freguesia da Serreta e residente em São Carlos há 15 anos
Re(começo)
O que te fiz, minha planta?!
Como foi que sucedeu,
Perderes da folha tanta
Vitalidade que deu?!
Ora vai recomeçando
A vinda de nova folha
Que vejo e já vou rezando
Para renovar a recolha.
A planta é como a vida
Que atinge a sua meta
Só que esta é renascida
A outra fica completa.
Se olhares fixo nela
Deseja que cresça bem
Pois continua à janela
A planta que morre e vem.
Rosa Silva ("Azoriana")
Sereno ar
Ó grande terra de estrelas
Marejadas de magia
Somente se pode vê-las
Na serena paz do dia.
Ó grandioso mar anil
Numa ode a soluçar
Pelo meu olhar de abril
E no meu berço ao chegar.
E o pico do toureio
Altar-mor da natureza;
E a serra do nevoeiro
Que não dorme, de certeza.
Nos prados a voz do vento
Gosta tanto de cantar
Que se abre em talento
Para a palma alcançar.
E quando o sol se descai
No plano atrás do monte
O nosso olhar atrai
Para o ouro do horizonte.
E a valsa das marés
Vai de par em todo o lado
Na ilha que a seus pés
Tem o mar apaixonado!
Rosa Silva ("Azoriana")
Ao Ti' João e linda Fonte
![]()
Foto da autoria de: Fernando Pavão, ilha Terceira, Açores
Ao Ti' João e linda Fonte
Aquele olhar pequenino
Como quem pede amor
Agora está com Divino
Em todo o seu Esplendor.
Grande bom Tio João
Que por São João nasceu
Agora faço questão
De lhe dar o verso meu.
Um verso de coração
Bordado de amizade
Que guardo em recordação
P'ra toda a posteridade.
Cantava para toda a gente
Que lhe prestava atenção
Numa verve docemente
E humilde atuação.
Não há palavras bastantes
Para bordar a Amizade,
Mas, tanto agora como antes,
Bordam suma eternidade.
Que a mira das cantigas
Traduzida no olhar
Sejam eternas espigas
De ouro no seu altar.
Delega também seus dotes
O exímio lavrador;
Coroada por dois potes
A Fonte do Cantador!
Viva a São Bartolomeu
De Regatos, da Terceira,
Viva o que o Povo deu
Ao ti' João Ângelo Vieira.
Rosa Silva ("Azoriana")
João Ângelo Vieira
É com esta foto, de Fernando Pavão, que se pode verificar a semelhança quase perfeita do maior cantador de "Velhinhas", Cantigas ao Desafio, Pezinho e outras culturas de cariz popular que marcam soberanamente a sua passagem (de 85 anos) pela vida terrena.
Que este nosso amado, idolatrado e respeitado Amigo repouse em Paz.
João Ângelo no seu jeito modesto, humilde, inteligente, observador e sempre pronto a dar o sorriso de olhar "miudinho" e simpático a todos sem exceção.
Conhecer de perto o ti' João foi o melhor que me aconteceu e penso que todos podem afirmar o mesmo.
Agora e quando me apetecer falar com ele e beber da Fonte do Cantador (ideia maravilhosa) vou ao Largo de São Bartolomeu de Regatos e presenceio o seu Busto, como quando, em vida, o via sentado, quase no mesmo sítio, nas suas horas de sociabilizar ou apenas estar no seu local de identidade.
A saudade é infinita, mas a lembrança é tão bonita!
Momentos de inspiração
Eu canto uma Ave-Maria
Por alma da minha mãe
E por ti'João um dia
Ter cantado a ela também.
Em maio de dois mil e quatro
No Pezinho da Serreta
Pena que o "anfiteatro"
Nem dela viu silhueta.
Rosa Silva ("Azoriana")
Ponto de situação - 2024/10/19
Trago cravos, trago rosas,
Trago tudo a dobrar,
Trago rimas deixo as prosas
P'ra Ti João me ouvir cantar.
Hoje os bustos descerraram
Para a gente os mirar
E o Pezinho ofertaram
Pra bem homenagear.
E depois de um manjar
À moda dos terceirenses
Três desafios a honrar
Os sanbartolomenses.
Veio Jorge Sebastião
Com o que dizem "tirano"
Pico que deu a mão
A São Miguel açoriano.
Rui Santos a despontar
Que até nem conhecia
Ao meu lado a cantar
No Pezinho eu o ouvia.
No momento no salão
Novamente São Miguel
Com Esteves em união
Cada um faz bom papel.
A seguir vem os oportunos
De São Miguel e de São Jorge
Na Terceira os dois Brunos
Cada um com seu alforge.
As "Velhinhas" irão ter
O momento singular
P'ra que todos possam ver
Muitas palmas para içar.
Finalmente, se Deus quiser,
Termina o dia honrado,
Se não cantar a mulher,
Talvez seja perdoado.
Rosa Silva ("Azoriana")
A Fonte do Cantador
Amei estar entre os dons
Dos cantadores ilhéus
Que seguiram passos bons
Da homenagem aos céus.
João Ângelo Vieira
Tem o busto permanente
Um ilustre da Terceira
Um herói da nossa gente.
Em S. Bartolomeu dos Regatos, 19/10/2024. Festa dos Cantadores e Tocadores dos Açores.
Nota fixa: João Ângelo de Oliveira Vieira, nascido às 23 horas e falecido à mesma hora em 17/04/2021.
Rosa Silva ("Azoriana")
Pressa e Pausa
Treze anos eu contei
Do Pezinho de Victor Santos
Nesse dia eu cantei
Com rapidez pelos cantos.
Hoje tenho menos pressa
De proferir minha cena
E mantenho uma promessa
Sem saber se vale a pena.
Ir ao lado de cantadores
Pelos caminhos cantando
Podem surgir outros valores
Ou os "velhinhos" quebrando.
Gosto do canto veloz
Para apanhar a memória
No Pezinho não estamos sós
Há que dar a palmatória.
Seguir com pausa e medida,
Se a medida for boa,
Porém ao longo da vida
A pressa é que me ressoa.
Em par eu vou terminar
O que hoje nem começou:
Ti' João Ângelo a escutar
O povo que o Amou.
Rosa Silva ("Azoriana")
Lembrar Ganadaria Bruno Rocha
![]()
Eis-me aqui encantada,
Sem palavras, quase oca,
Pra louvar vossa tourada
Com água a cair da boca.
Uma bonita tourada
E a casa com bela vista
Uma mesa recheada
Que o 5° toiro conquista.
Há de haver muita iguaria
Ao redor da ilha inteira
Com BR ganadaria
Houve festejo à maneira.
Admirei vasta paisagem,
Admirei terra e mar,
Admirei a camaradagem
Na arte de tourear.
Avós, pais, filhas e filho,
Tios, primos e amigos,
Foram lestos a dar brilho,
E não se viram em perigos.
Agradeço o convite
Da Patrícia Valente ,
Que anima o apetite
E alegra toda a gente.
Que a vida vos sorria,
Vos deseja esta "Roseta"
Pra sempre a ganadaria
Tenha senha em camiseta.
Um abraço a rematar
A ordem destas cantigas
Pró ano se volte a atar
Laços de boas amigas.
Rosa Silva ("Azoriana")
Será?
Será que alguém me Ama?
Será que tenho Amigos?
Será que alguém reclama?
Será que lêem os artigos?
Será que vale a pena?
Será que sabem de mim?
Será que não estou serena?
Será que sou de alfenim?
♧ Eu tenho o grande flagelo:
Tingir o feio com o belo ♧
Rosa Silva ("Azoriana")
Meu Bem-querer
Ti' João Ângelo Vieira
Foi ídolo para mim
Quando estive à sua beira
Rendi-me até ao fim.
Só que o fim não acontece
A quem no mundo deixou
Tanto que ninguém esquece
Pelo muito que cantou.
Cantava à boa maneira,
De Homem bom e sensato,
O cantador da Terceira
Que vive sempre em retrato.
Meu Amor por ele expresso,
Porque Amar é Bem-querer,
E a Deus também eu peço
Que um dia o volte a ver.
Rosa Silva ("Azoriana")
![]()
A saúde
Não peço pra ir embora
Mas gostava de saber...
Eu não sei dizer a hora
A hora é que vai dizer.
A saúde não é rocha
Nem ponte de atravessar
Simplesmente uma tocha
Que reluz pra anunciar.
Quem na saúde trabalha,
Mesmo sem médico ser,
Só sabe quando ela falha
Na hora de acontecer.
E nesta hora vos digo
Que me anda a rondar
Uma onda de perigo
Pra saúde me quedar.
Minha cabeça insiste
Na sinusite presente
De mim ela não desiste
Está mal atualmente.
Sempre que muda a estação
De quente para mais frio
Os sinais voltam então
Na tocha do arrepio. 🙁
Rosa Silva ("Azoriana")
Ter ou não ter, eis o versátil
Ter uma arte nata
Ser autodidata
É deter o dom
Por isso te digo
O que tens contigo
É deveras bom.
*
Não pode teimar
Em querer singrar
Sem nada deter
Porém se treinares
E o dom captares
Um dia vais ter.
*
Na realidade
A bem da verdade
Tu nunca serás
O fruto da vida
Talvez parecida
Só conseguirás.
*
Agradeço a Deus
Pelos ares meus
Em algo reter
Mais tarde quem sabe
Outro valor cabe
Podem até me ler.
*
Mas dá-lhe bom jeito
Nesse tom perfeito
De leitura fina
Autoria diz
E serás feliz
Por veres quem assina.
*
Rosa Azoriana
Que até se engana
Aqui e ou acolá
Mantém pensamento
O sonho d'evento
Onde quer que vá.
*
Rosa Silva ("Azoriana")

12/10/2024. Recordar
![]()
De um tempo já distante
O tempo da mocidade
Recordo hoje triunfante
A nossa localidade.
A Nélia da tia Genoveva,
A mãe dos quatro "Dês" *,
Mesmo assim ainda leva
Melhor cara que eu e mais três **.
Gosto de me ver assim,
Debruçada e muito atenta,
O melhor que há em mim,
Nem em vídeo se tenta.
Ai tanto que eu gostaria
De ser parte da história
Do que me dá alegria
Pelas linhas da memória.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: * David, Daniel, Diogo, Dulce.
** Luís Borges , Aida Borges , Paulo Borges.
Carlos Alberto Alves Silva - Aniversário (dedicatória)
Feliz aniversário!
No dia em que Portugal
Celebra a celeste Mãe
No Brasil e sem igual
Carlos Alberto Alves Silva tem
Um momento especial
De um novo ano também.
☆
Que seja muito festivo,
Tenha sempre tenha saúde,
Na escrita bom motivo,
Pra seguir em juventude,
Se mantenha mui ativo
E alegre em plenitude.
☆
É uma pessoa querida,
Estimada e nos conquista,
Que mesmo estando emigrada,
Nunca nos perde de vista,
Seja hoje encimada
Na sua bela Revista.
☆
Só me resta neste espaço
Que é montra pioneira,
Dar flores do meu regaço
Na sextilha derradeira,
E um apertado abraço
Da amiga da Terceira.
Rosa Silva ("Azoriana")
Do meu jardim
![]()
Filha e Neta
A flor mais alta
é saber que
a pequena existe.
O flor não dobra sozinha.
O palco do ser
é o aplauso da mente.
A vida é um licor de graça. E eu... eu bebo de um trago a saudade de ontem.
Rosa Silva ("Azoriana")
♡ amor ♡
Recordação da desgarrada - Serreta 2024
![]()
O farol e o archote
Fazem noite iluminada
A brindeira deu o mote
À noite da desgarrada.
Rosa Silva ("Azoriana")
Achas que sou vaidosa?! (3º aniversário da neta de Rosa Silva)
![]()
Eu aqui nem tinha três
Anos que cheguei ao mundo
Mas olha para o que vês
Nem que seja um segundo.
Gosto muito de vestidos,
Saias, blusas e bandoletes,
Óculos de tons garridos,
Elsa's, Minnie's em cassetes.
Malas, brincos e cordões,
Pulseiras e bugigangas,
Também gosto de calções,
E podem até ser de gangas.
Mas a música para mim,
É toda a minha herança,
Oxalá que toque assim
Quando houver outra festança.
Foi minha avó que cantou
A escrita que me deu
Se ela desafinou
Não será problema meu.
Agora vou-me prezar
Com algo extraordinário,
Para mais logo festejar
Meu terceiro aniversário.
Rosa Silva ("Azoriana")
para Matilde Alexandra Borges Ormonde, sua mãe Aida Borges e toda a família materna e paterna.
O negrume
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Há um céu tão encardido
De negrume, escuridão,
E o trovão, por mim, temido,
Alastra esse algodão.
Os "bordões" são tão valentes,
Que molham a nossa pele,
Depois dos sons estridentes
Que Deus pela gente zele.
Mas para quê agonia
Se o vento amainou?!
Só o negrume do dia
Ainda não terminou.
Esta é a realidade,
O Verão já foi embora,
Dá lugar à tempestade
Que despe as árvores agora.
Rosa Silva ("Azoriana")
A moradia de Fernando & Ana Marques. Dedicatória
Parece a casa do barco
Com vista de maravilha
Um verdadeiro arco
De amor e sã partilha.
Que Jesus e a Virgem Mãe
Protetores infinitos
Vos concedam todo o bem
E os dons favoritos.
São da ilha, são do mar,
De uma terra festivaleira,
Que possam sempre animar
Os amigos da Terceira.
Terceira, ilha de fé,
De festas e romarias,
E de quem sabe o que é
O trabalho nesses dias.
Parabéns e muita saúde
Para tudo bem gozar
E à bonita atitude
De quem vos quis ajudar.
O vosso lar tem à proa
A grandeza da janela
E do alto já ressoa
Uma mensagem tão bela.
Rosa Silva ("Azoriana")
A caixinha de rapé (boceta)
I
Para bem me distrair
Dos males que atormentam
Pensei que podia rir
De outros que bem assentam.
II
No tempo da minha avó
Em amena cavaqueira
Que não se tivesse dó
Da caixa na borralheira.
III
A caixinha de rapé,
Do tabaco de cheirar,
Andava sempre ao pé
Do nariz e do nosso lar.
IV
Era vício tão comum,
Nas horas de uma pausa,
Não se compara a nenhum (?)
Que hoje seja uma causa.
V
A pitada era bem fina,
Na pontinha de dois dedos,
Essa "arte" nem se ensina
Para se evitarem enredos.
VI
As vizinhas e conhecidas
E quem até se visitasse
Narinas mal coloridas
Se acaso se derramasse.
VII
O rapé era uma festa,
Entre avó e a "Raimunda",
Se dissesse que não presta,
O sorriso logo inunda.
VIII
Agora vejo fumar
Seja homem ou mulher
Sem boceta a cirandar
Cada qual faz como quer.
Rosa Silva ("Azoriana")
Eu também sou de mudanças (... e gosto de catos)
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Mudo de lado para lado,
Desde os meus tempos finitos,
Por não querer tudo selado,
E não me causar atritos.
*
Gosto de grande mudança,
Das peças do dia-a-dia,
Sem manchar a confiança,
Nem perder a cortesia.
*
Gosto de ver a limpeza,
A ordem, de bom preceito,
Vou moldando a natureza
Quando me dá algum jeito.
*
Quando eu for a sepultar,
Só se muda a terra fria,
Com os catos a enfeitar
A ossada tão vazia.
*
E se escreverem de mim,
Só quero que haja respeito...
Digam apenas assim:
«O bom também tem defeito».
*
E os defeitos que tive,
Não lhes dei muita guarida,
Em alguns nem me detive
Ao longo da minha vida.
*
Rosa Silva ("Azoriana")
Saudade (JAOV. 24/06/2022; e 26/09/2024)
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Ti'João Ângelo Vieira
Está em festejo no Céu
Uma Palma à sua beira
E palmas do povo ilhéu.
Continuo com afinco,
Zelando o que me compete:
Foste com oitenta e cinco
Farias oitenta e sete.
Até na conta é dif'rente,
Há um ano que partiste;
Dois sem estares c'a gente...
Ó que saudade mais triste.
E por bem te canto eu,
Com a minha inspiração;
E que o São Bartolomeu
Cante com teu São João.
24/06/2022
Rosa Silva ("Azoriana")
Ti'João Ângelo Vieira
Que bom festejo no Céu
Uma Palma à tua beira
E palmas do povo ilhéu.
Continuo com afinco,
Zelando o que me comove:
Foste com oitenta e cinco
Farias oitenta e nove.
Até na conta é dif'rente,
Há três anos que partiste;
Quatro sem estares c'a gente...
Ó que saudade mais triste.
E por bem te canto eu,
Com a minha inspiração;
E que o São Bartolomeu
Cante com teu São João.
26/09/2024
Rosa Silva ("Azoriana")
Homenagem (Festas de São Carlos 2024)
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Ei-lo com Cetro na mão,
Que Homenagem não dispensa:
Hoje pelo Ti'João
Seja dada recompensa...
Chora, em pranto, o coração,
Numa saudade imensa.
Tal imagem nos comove,
Com misto de alegria,
Se vivo, os oitenta e nove,
Feitos em junho, teria,
Que haja alguém que nos prove
Melhor dom p'ra Cantoria.
Nas "Velhas" foi o herói,
Décimas de rico humor,
Sarcástico também foi,
Refinado observador,
A saudade até nos dói
Pelo excelso Cantador.
Elogio a Comissão,
Que tem a boa atitude,
De elevar a União
De Zelo e também Virtude,
De louvar o Ti' João
Com tamanha amplitude.
Rosa Silva ("Azoriana")
Carta a um filho "ressuscitado"
Olá filho!
Tudo bem contigo? Acho que sim. Tu gozas de um humor nato que te faz dizer coisas que fazem os outros rir até quase às lágrimas felizes. Que o diga a tua irmã, após a saída da escola do Alto das Covas. Lembras?
Hoje é o dia de 37 + 1. Isto porquê? Porque "ressuscitaste" de um susto grande. Como diz a tua sobrinha, minha neta, "Já passou!".
Agora relembro pequenos "grandes" episódios como se fosse em revista. Brincadeiras do "faz-de-conta", festas além das horas, momentos em família festivaleira, carnavais, "acampamentos" sem licenciamento, infância na companhia de animais de estimação de outrem (familiares) e a "continência" sem autoridade, com alguma curvatura de rosto 🙂
Que tudo isto somado te deixe muito feliz hoje e para todo o sempre. É isso que sempre desejei quando quis ser tua mãe. Oxalá tenhas gostado (e gostes) da mãe que tiveste com preocupação desmedida para que tudo fosse certinho e direitinho. Não sei da avaliação global, mas fiz o que podia e sabia. Mais do que isso, foi o amor pelos meus descendentes naturais e legítimos.
Beijinhos aos molhos de
Rosa Maria C. Silva
Debruçada no Queimado (analogia)
Ponta da Serreta ou Ponta do Queimado | Angra do Heroísmo, 25/09/2024.
No dia de aniversário do primogénito, Luís Borges
Não te debruces no mar
Sem medires o azedume
Pode até te encantar
Mas é lesto desde o cume.
Na ilha há um lugar
Que venero loucamente
Que se pode naufragar
Se em debruço tangente.
No entanto, sem desconto,
É um local adorado,
Adoro ponto-por-ponto
Bela Ponta do Queimado!
Mais aquém, nas tardes minhas,
Sem dureza, nem vinagres,
Vou à Canada das Vinhas,
À Capela dos Milagres.
Outrora um homem deixou
Ermida, por suas mãos,
Que tanto me cativou
E cativa alguns cristãos.
Ide lá, sem pressa alguma,
Visitar o que vos digo,
Enquanto a vida é só uma
E se fora de perigo.
Rosa Silva ("Azoriana")
Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo
Cheguei. Entrei. Sentei. Espero o 7.2 que vivi intensamente, até hoje. Não é fácil esquecer escombros, feridos e mortos. Não é fácil perder o frio gélido no corpo e alma. Onde estarão as almas dos corpos caídos entre pedras, ombreiras, pilares de pedra talhada à mão? Tudo ruía sem dó nem piedade. E o relógio maior fechou-se em si, às 20 para as quatro de uma tarde amena, sem chuva. Depois restaram apenas casacos (o grande e amarelo da minha mãe), mantas, cobertores e roupas tristes. O que será que vou ver hoje, pelas 21 horas de uma terça-feira, do mês de setembro/2024, passados 44 anos da catástrofe... tinha os meus 15 (em abril fazia os 16) anos e hoje 60.
[Pausa]
Dez para as 23 horas. Regresso ao lar. Dei os parabéns. Batemos palmas. Excelência de obra. Jorge Silveira Monjardino merece os maiores louvores e agradecimentos. Todos os intervenientes foram maravilhosos.
Uma tragédia que arrepia e, no entanto, fez-me viver tudo de novo, como se fosse o primeiro de janeiro de 1980, 15:40.
Rosa Silva ("Azoriana")
Ser cantadeira
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Rua dos Moinhos, freguesia da Agualva, ilha Terceira. Setembro de 2011
A cantiga não é da voz
Vem da mente a galope
Por isso ela é veloz
Nem precisa de xarope.
O xarope é o amuleto
Para quando a branca surge
E se a branca cometo
Contorná-la também urge.
Há a branca da memória,
Há a branca do momento,
Fazem parte da história
Mesmo em torno do talento.
O talento não se faz,
Nem se cria obrigação,
É saber se é capaz
De colher a inspiração.
Há dias bem inspirados,
Outros que há uma falha,
Porém ficarão lembrados
Sobretudo aos que lhes calha.
Só não calha a quem não canta,
Nem sequer experimenta,
Só tenho alegria tanta
Na voz que a escrita aguenta.
Rosa Silva ("Azoriana")


