Ando tão devagar ao compasso da vida
Piso um golpe de água em conversa perdida
Vejo o monte cerrado à vista de menina
Nascida ao parapeito de bruma neblina.
Sinto a pele viva à tona do mar
Mesmo que me doa não saber nadar
Vejo o monte aberto com cara de cão
E falta-me tudo na palma da mão.
Acho o corpo verde vestido de sol
Finjo que adormeço na tez do lençol
E vem-me à lembrança teu sorriso brando.
E sonho contigo com laços de chumbo
Na mente um deserto em que hoje sucumbo
Só a rima me salva até não sei quando.
Rosa Silva ("Azoriana")
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