O sonho é uma irrealidade

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Paróquia em aniversário - 31/08/2023

Cento e dezasseis aponta
O alto do campanário
Em alegria se apronta
O eco do aniversário.

Era sábado, festa pronta,
Assentou o breviário,
Antevéspera hoje na conta
E véspera do novenário (*).

Filarmónica é também
Um brilharete de agosto
No nome que ela contém.

É Recreio Serretense
Por alvará lhe foi posto
E em justa festa vence.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


(*) No primeiro dia de setembro 2023 (dedicado à Filarmónica Recreio Serretense e Grupo Coral do Santuário Diocesano de Nossa Senhora dos Milagres) inicia-se a novena a Nossa Senhora dos Milagres, preparatória da sua Festa que é de 1 a 14, segunda semana do mesmo mês.

Artigo relacionado

Novenário e Festa de Nossa Senhora dos Milagres, da Serreta. 2023

Novenário e Festa de Nª Sª dos Milagres. 2023

Clique na hiper ligação acima

Vai crescendo devagar...

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Vai crescendo devagar
Quando o sol lhe dá de frente
É como a gente a chegar
Do passado ao presente
Convém é sempre lutar
Pela vida tão somente.

Rosa Silva ("Azoriana")

"A vida tê-lo-á ensinado a caber no seu próprio mundo" - António Teixeira

sobre mestre Carlos

Muito obrigada, António Teixeira!

Vamos até Maria!

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Clique na hiper ligação acima e fique a par do que a minha mente engendrou. Uma mente que não para de pensar e faz uso dos dedos todos no teclado que canta a cada toque.

Estamos perto da festividade religiosa e profana que é, por excelência, a minha predileta. Não sou de ir a muitas festas de paróquias que não são da minha habitual presença, exceto se por motivos muito fortes.

Já sinto o cheiro da massa sovada, da alcatra, e outros perfumes naturais que asseiam os nossos olhares e olfatos. Vamos até Maria? Ela nos espera na freguesia da Serreta, na segunda semana de setembro/2023. Uma festa para Todos, sem exceção.

Rosa Maria ("Azoriana")


P.S. Oferece-me um artigo teu (com ou sem imagem, ou só imagem)? Fará parte de uma bonita coletânea, sem fins lucrativos ou outras intenções que não sejam apenas de louvor e glória!

Louvo António Couto...

... por este e outros artigos alusivos à minha freguesia natal.
Eis um comentário que partilho, novamente:

Tinha precisamente sete anos de idade. Corri para ver passar aquela maravilha de viaturas em direção à nobre Estalagem da Serreta. Não sei bem o que se pensava sobre isso, na altura, mas tudo o que desse movimento diferente à freguesia, para mim, era motivo de correria para ir ver passar. Lembro de outras correrias para ir ver um senhor com os olhos vendados que resolveu (não sei bem motivo) dar a volta à ilha de carro, fazendo a delícia de acreditarmos nessa proeza nunca vista por estes bandas iluminadas de paz e sossego (antigamente).

Também corri para ver os soldados em viaturas pesadas a levar escombros e outros materiais das freguesias vizinhas para o lado, também da Estalagem, para depositar onde tinham ordem de despejar.

Corri para ver tanta coisa diferente que, na minha tenra idade, causava espanto e admiração. Jamais pensei que viesse a escrever tanto sobre tanto. Seria o meu destino? E o destino de tantos que se debruçam no papel com a esferográfica composta de tinta, ou sobre um teclado melodioso ao toque de dedos ligeiros?

E será que os nossos jornais diários (poucos) vão-se debruçar num bom artigo que exponha um século e meio da efeméride musical da Sociedade Filarmónica Recreio Serretense, que vai completar 150 anos de atividade ininterrupta? Com alguns solavancos, com alguns toques conhecidos, mas, atualmente, é garante de toques taurinos, festivos, marchas, e um "pedir por boca" o que as forças humanas quiserem ou puderem?

Quem se habilita a fazer derramar em mim lágrimas de alegria pela surpresa de uma escrita inovadora, acompanhada pela imagem de Lira, da Mãe padroeira, e do instrumento que mais caracteriza a alma serretense?

Quem me proporciona um encontro de estreitar abraços e beijos de saudade que se apaga com um sorriso ou riso estridente?

Quem vai à Serreta no ano que terá a prenda de ver o nosso Bispo Novo, tão querido e jovial, dar palavras de Amor à Mãe?

Quem sabe se a data de nascimento é maior que a data de falecimento? Não te deixes "falecer" em vida e ficar arredado(a) de um festejo que tanto é religioso como profano.

VAI! CAMINHA! REZA! ALINHA! MAS VAI...

Porque a uma Mãe não se diz não, diz-se o SIM, como forma de agradecer o SIM que Ela sempre disse, na ocasião do pretenso Nascimento de Jesus. Portanto, para mim Nascer é muito melhor que... não vou escrever, porque mesmo que tal me aconteça, fui muito feliz por tudo o que já vi, fiz e dei.

Dei de mim tudo o que pude...

Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: Escrita para António Couto e para quem o ler (e me ler).

A idade da "Inocência"

A "Inocência" não tem mais de dois anos. Vai fazê-los brevemente. Até lá diz sempre a verdade. Não mente. Acredita nos que Ama. Nesta idade, Amar é saber que tem o papá, a mamã, a madrinha, o padrinho, a titia, o titio, a tia, o tio, a madrinha nova, a avó, o avô, a outra avó, o outro avô... e quando acertam no que a <Inocência> tem na sua pequenina ideia, diz sempre: É! E ri-se, como que feliz por terem ido ao encontro da sua expressão com uma mistura de palavreado aprendido e dito com redução silábica.
Interessa é que a "Inocência" não tem qualquer indicador de maldade, traição, mentira e falsidade. É pura e cristalina como a água.
Pena que, mais dia, menos dia, a "Inocência" perceba todos os males que dão cabo da humanidade.
A "Inocência" sabe quem lhe quer bem como ninguém.
A "Inocência" cura uma queda com um beijo da avó.
A "Inocência" entende tudo à velocidade maior... pena que já tenha aprendido a fórmula mágica de fazer valer a sua própria vontade.
Vai ter de mudar de nome para... (qual será?)

Rosa Silva ("Azoriana")

Começar a ler do fim (antes que o verbo mude)

Não sei se é normal
Ou antes paradoxal
Escrever sobre a Serreta;
O que penso e vos digo
É que sempre anda comigo
Essa primeira faceta.

Às vezes estou calada
De noite ou madrugada
Dentro da minha conchinha...
Então algo me ressoa
E é para lá que voa
A escrita doce e minha.

Vivo, assim, neste retrato,
Sem papel, nem acetato,
Até que chegue o tal dia...
Até lá vou escrevendo
O que sinto e vou mantendo
Só para minha alegria.

Se comigo tu comungas
De empatia e não resmungas
Por me leres amiúde
Então converte a saudade,
Que possas ter de verdade,
Vem antes que o verbo mude.

Rosa Silva ("Azoriana")

Ó Serreta linda joia

Ó Serreta linda joia
Minha terra preciosa
Meu teto de claraboia
Que me deu nome de Rosa.

Ó Serreta sentinela
Paragem obrigatória
Cada vez estás mais bela
Memorável na história.

Festeja século e meio
A musical harmonia
Banda que tocou de enseio
À Mãe que a protegia.

Serreta da "estrelinha"
Que voa perto da serra...
Se a vires, é da Rainha
Que abençoa toda a Terra.

Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: Maria Esteves (Milagres do ti' Manuel Franco)

Gostos (não se discutem?!)

Gosto de sestas e das sextas-feiras. Queria colar as manhãs de sábados e as noites de domingos. O resto podia estar à solta.
Gosto de panelas com comida feita por outrem. Não gosto de pan(os) sujos e jogados ao deus-dará.
Gosto de gavetas todas bem arrumadas. Não gosto de roupa misturada (suja com lavada).
Gosto de dar, pese embora, não puder dar tudo como gostaria. Há que receber também, mas nunca se espere dar para receber na mesma conta, peso e medida, porque quem dá deve dar sem esperar receber, logicamente, digo eu.
Bom fim de semana para quem trabalha, para quem folga e para quem não para de pensar (como eu).

Rosa Silva ("Azoriana")

Sol & chuva

Se não fosse a q'rida chuva
Prós nossos campos regar
Não se tinha boa uva
Para espremer no lagar.

Nem o sol seria bom
Sem a chuva a controlar
Cada qual tem o seu dom
Mas ambos podem queimar.

E não há quem lhes resista
Numa força tão renhida:
O sol nos regala a vista
A chuva regala a vida.

Mas se a vista for de mar
Que em terra queira ser
Mais vale sol apanhar
Que o trovão a correr.

Rosa Silva ("Azoriana")

Genealogia (aproximada)

genealogia rosa silva em quadro


Com alguma dificuldade, mas consegui aproximar-me mais um pouco dos ramos de uma árvore de vidas e da minha.


rosa silva genealogia outra versão

Senhora d'Agualva (Dedicatória a João Mendonça)

Que linda que Ela é
De mãos-postas para o Céu
Assim soma Amor e Fé
Oferta do povo ilhéu.

Guadalupe soberana
Mãe de um Povo que adora
Da Agualva que se irmana
Aos pés de Santa Senhora.

É a Terra do João
Mendonça, bem conhecido,
Que vive em cada refrão
E em Arte tem vivido.

No meu coração tu já tens
Mais do que te ofereço
Renovo os meus parabéns
E em rima te agradeço.

Rosa Silva ("Azoriana")

Alguns escritos meus para olhares teus (sobre a Serreta)

Tudo (ou quase) sobre a freguesia da Serreta
que antes estava em página pessoal, entretanto fora de uso:


serreta_documentario


Um pouco de história, em acontecimento real:


Serreta 150 anos de história


Outros escritos para a posteridade:


Serreta_Festas2015


Serreta_em_rimas


Falar_da_Serreta


Reliquia_do_queimado_capelinha


sobre a autora:


azoriana_panfleto


e mais algumas curiosidades:


Azorianapublications01_201507


doces momentos rimados


Caderno de recordacoes 1977


Queres alguma? Escreve-me e eu dou... sem pedir não vale e a lei não permite.


Rosa Silva ("Azoriana")

Palavras açorianas (relembrando)

Palavras açorianas


 


Livro por editar, mas existe!


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 

Procura-me...

No sorriso do mar
No perfume das flores
E quando vires voar
Grande ave dos Açores.

Sou da ilha em suma
Sou do campo em festa
E sou de coisa alguma
No que vai e não [nos] resta.


Já que a vida é assim,
Um sopro... mais nada diria,
Que eu seja até ao fim
Memória de um DIA.

Um dia para nascer
Outro para ser mãe
E outro ainda pra ser
Uma avó que quer bem.

Rosa Silva ("Azoriana")

O tacho a cirandar

Ninguém diz que eu estive
Na cozinha a cozinhar
Mas se houver quem me incentive
Volta o tacho a cirandar.

Traz arroz, manteiga, leite,
Porque água eu cá tenho,
Ovos, açúcar e há quem deite
O limão de bom tamanho.

O "truque" eu não vos conto,
Assim não tinha piada,
E quando estiver no ponto
Vai mesmo à colherada.

Digo isto a quem quiser,
Hoje ao tom de brincadeira,
Gosto muito da colher
Bem à moda da Terceira!

Rosa Silva ("Azoriana")

Coração terceirense, ilhéu e Açoriano

Viva estas ilhas mansas
Irmanadas de beleza
Agora, enquanto descansas,
Olha a bela natureza.

Olha o mar e olha o céu
Num combinado feliz
E diz sempre: Sou ilhéu!
É esta a minha raiz.

Não te percas pelo mundo
Deixa um pouco do que é teu
Nem que seja um segundo
Lê o que deixo de meu.

E se não gostas de ler
Nem por mim tens afeição
Guarda... um dia pode ser
Que mudes de opinião.

Grão de areia movediça
Sou aquilo que eu sinto
À Rima não dou preguiça...
Juro, juro que não minto.

E em par vou rematar
Porque a lei é a vantagem
Um abraço possa voar
Para ti em homenagem.

Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: A um mês da festa da Mãe da Romaria e dos Milagres. Está quase, quase. Que seja o Ano da enchente de canadas, ruas e caminhos. Todos, mesmo todos vamos LOUVAR e FESTEJAR na terra quem nos PROTEJE sempre e seja onde for.

Hoje vivo ancorada...

Rosa Silva
Já fui "anjo", fui 'demónio"
Já bradei a Santo António
E a outras coisas mais;
Hoje vivo ancorada
Não em rua mas Canada,
Cujo nome é Folhadais.

Quando trajava de 《anjo》
Havia sempre um arranjo
Para o traje bem ficar...
Mesmo quando mais crescida
Lá tinha que ir vestida
E com asas no lugar.

Se não fosse a imagem
Talvez fosse uma miragem
Que quase ninguém lembrava...
É uma recordação
Da santa educação
Que outro tempo me dava.

Os confeitos em embrulho
Era prémio, com orgulho,
Que se recebia então;
Quantas vezes fui? Não sei...
Mas nem sempre eu gostei
De me ver nesta missão.

Rosa Silva ("Azoriana")

O lindo sino a tocar

Para quem está no hospital
À procura de melhoras
Tenha fé porque o mal
Irá sair sem demoras.

Basta que a fé tome conta
E à oração te consagres
À Mãe que a gente aponta
Como Senhora dos Milagres.

Senhora linda e serena
Que acolhe o cristão
Junto à serra pequena
Nos dá o Filho como Irmão.

E depois quando saíres
No regresso ao teu lar
Alegra-te quando ouvires
O lindo sino a tocar.

Rosa Silva ("Azoriana")

Para ficar tudo bem

Para ficar tudo bem
E o bem ser por inteiro
Era ter mais que vintém
Mesmo sem haver dinheiro.

Ter uva branca e da preta,
Figos, cereja, ananás,
Ir de muda prá Serreta
Buscar um lugar de paz.

Ir à serra para ver
Se fico perto do céu
Mesmo só para saber
A força de ser ilhéu.

A ilha é toda a gente
E de gente se anima
Com calor daqui pra frente
Venha água para cima.

Seja em duche ou no mar
Se refresca igualmente
E depois é só deitar
À sombra qu'é menos quente.

Tenho tanto pra fazer
Que ainda não foi feito
Logo depois de comer
A preguiça faz efeito...

A galinha do Dinis
Mais a loira "cervejola",
É como aquele que diz:
Ai, tão boa que consola!

Porque a vida é mesmo assim
De luta, sem arma ter;
Quem não sabe o que é ruim
Tomara nunca saber.

Rosa Silva ("Azoriana")