Pode o céu virar inferno
O inferno virar água
Num dilúvio eterno
Que me faz sentir a mágoa.
Pode o lixo ser estrume
O estrume ser alimento
Mas a fúria vira lume
Atiçada pelo vento.
E a bondade vira lava
De um ser abominável
Que na minha casa entrava
Com mentira intragável.
Antes abraçar a fome,
Solidão e isolamento,
Do que estar com quem consome
Tudo, tudo a cem por cento.
Rosa Silva ("Azoriana")
Cardápio de malfeitor
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