a um plátano serretense

A uma imagem inédita e com autoria do residente serretense Alfredo Lemos, a quem recorri e que aceitou a partilha.


platano_por_alfredo_lemos.jpg




Muito lhe agradeço, com a maior das simpatias. Aqui vai o que a inspiração me ecoou, para moldura ou seja o que for, que o seja MESMO. Eis:


quero escrever o que não escrevo
debulhar versos de trigo
dizer mais do que até devo
a um plátano tão antigo.

quero ser troféu de enlevo
na Canada, sem castigo,
louvar-te, também, me atrevo
ó plátano, ó grande amigo!

és templo de brincadeira,
plátano de cantadeira,
que se quis em tom maduro.

quero que sejas emblema
decorado de um poema
do passado com futuro.

* Canada da Vassoura *
A um plátano serretense


Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: Paulo Borges cuida muito bem desta homenagem póstuma a um avô quem te amou e deixou um "barco" artesanal de recordação.

Nem é preciso sapato

sapatos


Nem é preciso sapato
Na ordem da brincadeira
Isto assim é o retrato
Da criança da Terceira.

Deviam fazer bailinho
Com "desenhos animados"
Darem asas ao caminho
Sem chegarem atrasados.

É que as crianças, meu Deus,
Nunca param um minuto,
Atentos só estão os seus,
Desde que tenham conduto.

O conduto nestes dias,
Antes de vir o jejum,
Bifanas e iguarias,
Que nem fazem mal algum.

E o balão, mais serpentinas,
Cirandam de mão em mão,
Os meninos e as meninas
São o centro da atenção.

Rosa Silva ("Azoriana")

Gostas da Serreta, ou da Milagrosa?

Se queres ter incentivo
Para a vida correr bem
Vem manter o palco vivo
Vem honrar a doce Mãe!

Dá um verso convertido
Dá o melhor que se tem
Já e hoje te convido
A vir à Terra d'Além.

A Terra se rege ao Mar
Ao palco vem atuar
Para um sorriso que emana...

Vem comigo, estou a sério,
Vem visitar este Império...
E a Rosa - Azoriana!

21/02/2023

Serreta. Rosa Silva ("Azoriana")

Rimad'eira

Carnaval 2023


Se sou uma mulher feliz?
Ó sim! E disso não duvides...
Porque sou sempre aprendiz
Do que somas e divides.

Vou reinar no Carnaval,
Mesmo não sendo rainha,
Porque rir nunca fez mal
Esta é a ideia minha.

Mas se chorar a seguir
Porque chorar é comum
Farei tudo por me unir
Às graças de cada um.

Só se vive uma vez
E esta já vai na conta
Para quem sabe o que fez
Nem é caso para afronta.

Vive, vive, o que tens,
Mesmo que não tenhas tudo,
Vive e dá os parabéns
A quem ama o Entrudo.

Eu - Rosa Silva ("Azoriana")

O Juncal veio à Serreta

Joe Fagundes e Juncal 2023


O Juncal veio à Serreta
Com a voz de mãe e filha
Uma heroica opereta
Com rimas de maravilha.
O Bailinho já me cativa
A melhor das atenções
É uma relíquia viva
Que percorre os salões.
Tem o primo Joe
De Fagundes, apelido,
Também ele um herói
Deste palco divertido.
Viva, viva o Carnaval
Com as belezas do Juncal.

Rosa Silva ("Azoriana")

Mascote do Carnaval

mascote de carnaval

mascote de carnaval


Na maré do festival
Numa onda que não cansa
Há brilho tradicional
Paraíso que nos dança.

Serreta eis o postal
Que do palco já avança
Mascote do Carnaval
No sorriso da criança.

Há quem diga que o sorriso
Não se faz de improviso,
Mas sem dor é que se ateia.

Só se cura a dor da gente
Com um sorriso cadente
No vale de uma plateia.

Rosa Silva ("Azoriana")

Ai o Carnaval...

Que ninguém me leve a mal
Ou me queira esquecer
Nos dias de Carnaval
Há que ir e espairecer.

Que alguém em especial
Seja alado no seu ser
Viva um mundo desigual
Até o sol escurecer.

Acho que tem outra graça
Darmos cabo da desgraça
Mesmo que seja a fingir...

Que hoje e nos dois dias
Se misturem alegrias
No que toca a divertir.

Rosa Silva ("Azoriana")

Carnaval 2023

Por incrível que pareça
E se questionem por mim
Antes que perca a cabeça
Vou andando assim-assim.

Que nada me arrefeça
Nem cedo chegue o fim
O que quer que aconteça
Seja bom e não ruim.

Ao Carnaval terceirense
Ainda não fui chamada
P'lo Momo da sã risada.

Hei de ver quem é que vence:
Se a dor de quem partiu
Ou o riso que anda frio.

Rosa Silva ("Azoriana")

A Irina Rodrigues

Neste dia, nesta hora,
Encontrei esta memória,
Elogio hoje a senhora,
Que içou a minha história.

À Serreta e sua Mata
Veio Irina com sorriso
Ora a rima se desata
Agradecer é preciso.

Seja lá de onde for
Ou em que lugar esteja
Deus lhe conceda valor
Porque ele não sobeja.

Venha mais vezes à ilha
Que favorece o pulmão
Com a Mata, maravilha,
E a ilha em coração.

Rosa Silva ("Azoriana")

Gosto de um palco (in Maré da Poesia, Jornal da Praia)

Como é lindo de ver
O povo lá de cima
E no palco estender
A corda de uma rima.

Como é belo de ter
Um sonho com estima
Que é ver acontecer
O dom da obra prima.

No tempo já passei
E já algo deixei
Para o palco da vida.

E gosto já senti
Quando ao palco subi
Por ti ó Mãe querida!

Rosa Silva ("Azoriana")