Às ilhas

A Santa Maria e a São Miguel,
À Terceira e Graciosa,
A São Jorge vou de batel,
Ao Pico via amorosa.

Ao Faial e às lindas Flores,
Ao Corvo do Caldeirão,
São nove de nobres cores
Que enfeitam a Região.

Bom Ano à população,
Com Estrelas coroada,
Da Ave no seu Brasão,
Na Bandeira alvorada.

Atlântico que a todas una,
Com a Montanha altaneira,
Os Açores são a tribuna,
E o coração da "Roseira".

Viva quem está comigo! BOM ANO.

Rosa Silva ("Azoriana")

Para ti a dobrar...

Bom dia de fim de ano
Já com o Novo a chegar
O que desejas a sicrano
Vá para ti a dobrar.

Que a inveja se encerre
E se abra o Amor
Todo o mal se desterre
P'ra Saúde ser a flor.

Saúde, Paz, Alegria,
Tripé de muito valor,
Meu Deus será utopia
A raiz do pensador?!

Todos queremos o Bem,
Os que não querem, então,
Merecem hoje também,
Que se lhes dê o perdão.

E o que desejas a mim,
Redobro o desejo a ti,
Das flores rubras carmim
Partilho algumas aqui.

São flores de coração,
São laços de amizade,
São lírios de oração,
Rosas de felicidade!

Feliz ANO 2022!

Rosa Silva ("Azoriana")

Abracei a onda

Uma onda de nevoeiro
Paira por cima de mim
Seguinte ao domingueiro
Dando à chuva outro fim.

Aos poucos ela se desfaz
Para abrir o céu ao dia
Por certo também capaz
De nos dar nova alegria.

Alegria também eu tive
Numa noite especial
Peguei na onda que vive
O seu primeiro Natal.

Nova onda é somente
Uma nova parte de mim
Com sorriso florescente
Num abraço de cetim!

27/12/2021

Rosa Silva ("Azoriana")

Pai

Mestre Carlos


Mestre Carlos, picaroto.

"Entre duas alas de edifícios, abria-se larga e longa praça. Ao entrar na Praça, os edifícios do lado direito, estavam reservados a carpintaria e outros misteres, enquanto que os da direita acabaram por cobrir todos os misteres de escritório, onde eu" - António Teixeira - "me encontrava. Foi daí que se fizeram ouvir por toda a praça os gritos do Mestre Carlos, cuja mão serrada ainda foi levada para o hospital numa tentativa de a juntarem à mão, o que afinal não pôde acontecer. Mesmo assim Mestre Carlos, usando uma doméstica prótese continuou a trabalhar no mesmo ofício. Era muito estimado por todos, inclusive pelos americanos."

Finalmente, passados tantos anos, encontrei o senhor que conheceu tão de perto o meu pai que estimou os amigos ou colegas, deixando recordações de espantar.


Quero ver seja onde for
Quem conheceu o meu pai
Que às filhas deu valor
E da mente não me sai.

Tinha seu temperamento,
Tinha génio e virtude,
Também teve tal tormento
E lesou sua saúde.

E no fim da sua vida
"Prisioneiro" no hospital
Fez-me ficar tão sentida
Como nunca vi igual.

Ao meu pai eu respeitava
Por medo que também tinha
Só agora sei que amava
Uma parte que é minha.

26/12/2021.
Casa de São Carlos, freguesia de São Pedro. Angra do Heroísmo.

Rosa Silva ("Azoriana")

Natal é isto!

A cada hora é Natal
Quando partilhas a vida
A cada dia é igual
Se para ti fores querida.

Não digas é só mais um
Há tantos e muitos mais
Dois mil e vinte e um
É um dos especiais.

Dá-te na melhor parte
Sorri mesmo sem querer
E nessa hora reparte
Um tanto do teu viver.

Vive feliz! É só isto
O que te quero dizer
Na taça de Jesus Cristo
A ternura vais beber!

Rosa Silva ("Azoriana")

É Natal!

Natal 2021


Bom Dia de Natal para parentes, amigos e conhecidos!

Lembro de uma amiga de Góis que partiu neste dia. Clarisse Barata Sanches.

Que o Menino Jesus abençoe a todos que creem, adoram e esperam.

Rosa Silva ("Azoriana")

Novecentos (900) sonetos/sonetilhos e outras recordações

Se fosse para fechar o ano 2021 com chave de ouro apostava nos 900 sonetos/sonetilhos, de longa data e à medida da inspiração.

Se fosse para recordar o que mais me animou em 2021, vem logo o nascimento da neta Matilde Alexandra (30/09).

Outras recordações... basta navegar no arquivo do blog que, ainda, faz parte das minhas emoções e criações.


Faltam nove dias para virar a página do calendário. Atrai-me rever o que foi escrito, recorrendo ao arquivo 2021.

Obrigada, em primeira instância, à equipa do nosso SAPO, e a quem tira um bocadinho do seu tempo para me ler.


Hoje recebi uma visita que me encheu de alegria. Um dos primeiros que conheci no meu local de trabalho e que muito me ajudou com a sua calma e paciência. Um homem cuja reforma abonou em prol da sua alegria de sempre. Bem-haja! Verifico que a saudade dos bons é uma patente.


2021 RS FFF


Antes saudades deixar
Do que tristeza medonha
Só me resta saudar
Quem seu olhar em mim ponha.

E se algo houver que deixe
Em alguém ao meu redor
Não tenha escama de peixe
Nem a espinha maior.

E a quem tenha ferido
Com palavras ou ações
Fica o ser arrependido
Por dar tantos trambolhões.

Cada qual tem seu feitio,
De nascença, podem crer,
Depois há um arrepio
Para a paz acontecer.


Abraços e beijos da
Rosa Silva ("Azoriana")

Cartaz de sensibilização no âmbito da Campanha da Segurança Rodoviária

ANSR_Cartaz A3 Gov Acores.pdf


 

21/12/21. Sociedade Filarmónica Recreio Serretense

211221 natal SFRS

Eu não moro na Serreta.
A Serreta mora em mim
Seja verde ou seja preta
Irá ser "minha" assim.

Sociedade é vedeta
No seu mote um querubim,
Sax, trompa, mais na maleta
E outrora um cornetim...

Todos se unem num só
E fá-sol-lá-mi-ré-dó
Seja timbre sazonal...

Para este povo eu espero,
O bom desejo sincero,
Em coro: Feliz Natal!

Rosa Silva ("Azoriana")

Lindo sol dourado

15_12_2021

Ó que bom dia de quarta
Abraço de sol nascido
Do nascente destemido
Da solidão nos aparta.

Em dezembro que não parta
Não se faça escondido
Nem distraia seu sentido
E seu consolo reparta.

E viva um dia assim,
No solar deste jardim,
À beira d'água plantado.

Uma estrela a navegar,
Que nos sorri ao chegar,
Como lindo sol dourado.

Rosa Silva ("Azoriana")

Raminho da Terceira

Verde manto retalhado
Sem flores, beirado a sal;
O Raminho assim deitado
É mapa de Portugal.

Leva corte, acidentado,
"Rio Tejo" é o sinal,
O campo bem alinhado,
E tratado por igual.

Com cobertura de céu,
Agora levanto o véu,
Da planície raminhense...

Do plano se fez Raminho,
Ao poeta deu carinho:
O Álamo terceirense,

Rosa Silva ("Azoriana")

12/12/2021. Já viram esta data?

mãe e filhos

Já viram esta data?
Não se repetirá...
Espelho que retrata
Quem vive ainda cá.

A família se ata,
Na união que há;
Da raiz não desata
E para onde irá?!

Eu amo, digo a vocês,
Meus filhos que são três,
Com o mar no olhar.

Tiveram minha cor,
Nos olhos do amor,
Que um dia vi chegar.

Rosa Silva ("Azoriana")

08.dezembro.2021

Senhora da Conceição 08/12/2021

Imaculada Conceição
Abençoa toda a gente...
O mais triste e o doente
E quem Te tem afeição.

A Festa é de eleição,
Para o nosso povo crente,
Dos Bombeiros igualmente,
Com zelo p"la perfeição.

Avé Mãe especial
De Manto celestial
Coroada de Estrelas.

'Tou feliz por puder vê-las,
No Altar-mor da cidade,
Resplendor da humanidade!

Rosa Silva ("Azoriana")

Desfile de Filarmónicas - Angra do Heroísmo 08/12/2021 (O riso no olhar)

2021/12/08

São as rugas de um rosto
Velas da felicidade
Que mesmo com o sol posto
Trazem cores de saudade.

A saudade de criança
Numa mesa de fartura
E tudo no olhar dança
Como que dela à procura.

É no riso do olhar
Que habita uma mulher
Só se alaga se molhar
Só se perde se quiser.

E me perdi de amores
Por seguir um novo membro
Minha neta traz as cores
Para colorir dezembro.

Por ela o bem que faço
Penso não será esquecido
Quando a levo no regaço
Fica o dia enriquecido.

Rosa Silva ("Azoriana")

O dom

Nã' Alguém me conhece a fundo
Sem o vulcão de improviso?!
Sou um verbo nauseabundo
Na calçada do juízo.

Sim! Este sentir é profundo,
Na Terceira é preciso;
Porém invade o mundo,
Na varanda que eternizo.

Não e Sim, porém talvez
No olhar do Português
Justa açorianidade...

Quero florir sem cansar
O sol que vai emb'lezar
O dom da natalidade.

Rosa Silva ("Azoriana")

"Biodiversidade cultural"

"Biodiversidade cultural", na Vela de Estai, in "Meter a viola num saco", DI 04.12.2021, pág. 10.


Dia seis acolhedor
De um sol madrugador
Ponho a vista à "janela":
À janela do jornal
E paro em especial
Numa "Vela" qual é ela?!

Hei de ver o que ela é
A ignorância até
Faz-me ler o artigo junto:
As violas e os mantos
Capelo e Capote, tantos!
Fazem parte do assunto.

A riqueza cultural
Tende a ser regional
Cousa que agora ataco...
Cada ilha com seu uso
"Cada roca com seu fuso"
Não vão todas no mesmo saco!

Quero, agora, terminar
Esta cousa de rimar
Que também não é igual...
Seja esta a minha prece
Que da Festa não se esquece
Com votos de Feliz Natal!

Rosa Silva ("Azoriana")


P.S. Azoriana porque a cedilha não cabe em todos "os sacos", digo, carateres de outras línguas. Interessa, sobretudo, que se leia Açoriana de raiz e terceirense de gema, ou vice-versa. Aqui tanto faz porque sou mesmo é da Serreta, residente em São Carlos para me considerar uma "emigrante" cá dentro.

148 Anos. Banda Pioneira!

Ó Senhora do Planeta
Madrepérola da Terra
Abençoa a Serreta
Do Queimado até à serra.

Sua Banda é vedeta
E no Salão se descerra
Que a Festa se cometa
No simbolismo que encerra.

Majestosa e tão antiga,
No cantinho triunfal
De onde sou natural.

A oferta de seguida:
Viva! Viva a Padroeira!
Viva a Banda, pioneira!

Rosa Silva ("Azoriana")

Festas Felizes

Aos parentes e em geral:
Desejo um Feliz Natal,
Com Saúde e Harmonia!
Preservemos a liberdade,
O Amor à Comunidade,
No tempo de sinfonia.

Sinfonia de sorrisos,
Coroada de improvisos,
Nas quadras do nosso povo...
Sinfonia de afetos,
De avós, pais, filhos e netos,
E a quem chega de novo.

Haja a luz da esperança,
Na árvore que o céu alcança,
No trajeto do caminho...
E haja muita alegria,
Na família que 'inda cria
A ternura do carinho.

Em dois mil e vinte um,
Segundo ano incomum,
Para a lusa tradição...
Mesmo assim é natural,
Lembrar em cada mural...
A Festa da Conceição.

Rosa Silva ("Azoriana")

Dez quadras madrugando

Eu não consigo dormir
Mesmo na cama deitada
E até estava a ouvir
Uma cantoria asseada.

Escrevo versos com empenho
Mas a voz não ajuda nada
Nem sequer tenho engenho
Para cantar ser chamada.

E se fosse ao estrangeiro
Com alegria em suma
Não só ganhava dinheiro
Ou talvez coisa nenhuma.

Com Matilde, minha mãe,
Por Matilde, minha neta,
Cantaria tanto bem
Atingia a grande meta.

O sonho comanda a vida
E de sonhos haja quem
Tenha a meta garantida
Deixando o mal pelo bem.

Podes não gostar de rima
Nem talvez me dês valores
Se me deres só estima
Junta também teus amores.

Quando desta vida for
Para outra dimensão
Guarda todo o meu amor
Dentro do teu coração.

E fala de mim à filha
Que tanto gosta de ti
Já sabe tal maravilha
Que foi o que eu senti.

E ser mãe é dar o fruto
Que o amor concebeu
É o alto estatuto
Que a mulher conheceu.

E para não maçar mais
Quem está quase dormindo
À Canada dos Folhadais
Um verso sempre é bem-vindo.

Rosa Silva ("Azoriana")