A vida de cão é latir
A vida de gato é miar
A vida da gente é fugir
De quem nos atrofiar.
Perguntaram se eu escrevia...
Escrevo quando apetece
Conforme a cor do dia
Ou se a ode acontece.
Neste caminho exato
Quando olho para mim
Sinto que tenho um fato
Nem de seda, nem cetim.
Estou num barco à deriva
Com a proa sem se ver
Se virem que estou viva
É fuligem podem crer.
Tanto erro que já vi
Nesta minha caminhada
Com o lápis escrevi
Sem a ponta apontada.
Escrita grossa em direto
Num papel alvo de neve
Com o toque do afeto
Que também me chega leve.
Não foi em par que acabou
A escrita espontânea
Nem importa o que soou
Importa é a coletânea.
24/08/2021
Olho a fuligem da serra
Prós lados da Ribeirinha
Que se espalha pela terra
Um areal se adivinha.
Estranho os novos ares
Em repentino avanço
Enquanto em outros lares
Há um risonho mar manso.
30/09/2021
Rosa Silva ("Azoriana")
Etiquetas
Quase um mês depois... [Escrito tirado da gaveta]
Poema do Amor (30/09/2021)
Amor é dar-se sem retorno
Amor é tudo o que sinto
Deveras e não vos minto
Amor é mais que um adorno.
Amor é o melhor contorno
Do rosto que ora pinto
O sonho sai do recinto
E amar assim sem suborno.
Mãe ama de coração:
Os filhos, a filha e neta...
Querida flor predileta.
Mãe abraço de oração
Na hora matriz d'aurora...
Grata à Nossa Mãe Senhora!
Rosa Silva ("Azoriana")
Salve-se o prazer d'artista
Abrem-se as portas da vida
Tropeça-se noutras entradas
Verdes tingem a guarida
Que venham cantar as fadas.
A bruma é passo gigante
A alma não se renova
O futuro é elefante
O presente ora se aprova.
Unem-se traços da história
Maquilha-se a nova onda
Caem lápis da memória
Só se apanha o que ronda.
E o que ainda me resta?
Uma beleza de vista!
Se não se cumpre tal Festa
Salve-se o prazer d'artista.
Rosa Silva ("Azoriana")
Quando minha rima cala
Quando minha rima cala
No meu livre estandarte
É quando algo não fala
E meu coração se parte.
A hora não me regala
Nem no sonho nem na arte
Nem no quarto nem na sala
Nem em qualquer uma parte.
É uma sorte rimar
Conjugando o verbo amar
Numa palete de amores.
É na falta que preciso
O amor do improviso
Que brilha nos cantadores.
Rosa Silva ("Azoriana")
Que a vela Luz brilhe
Que a vela Luz brilhe
Na vida de alguém
Na frente da Mãe
A força a seguir-lhe.
Há uma flor sem água
Que aos cravos croché
Parece que a fé
A mantém sem mágoa.
Mui feliz é a cena
Que eu enfeitei
A flor encontrei
E trouxe serena.
Que seja humilde
O maior desejo
Que é dar-te um beijo
Em breve Matilde...
Rosa Silva ("Azoriana")
Aos vinte e três (23) dias do mês de setembro (09) do ano de dois mil e vinte e um (2021)
Olá! Ainda me visitas?! Não sei. Os comentários são, diga-se, o sinal de interatividade entre os que ainda geram escritos, sejam em prosa ou poesia. Não sou muito de paragráfos estendidos à velocidade cruzeiro. Gosto mais de umas estrofes e quadras a combinar a rima. Enfim, não foi bem para isso que, hoje, me abeirei do meu querido e estimado blogue, que já conta com uns bons anos e outros tantos artigos...
É só para deixar registado neste artigo que vou de mudanças em termos de mesa de trabalho. A Covid-19 levou-me ao teletrabalho durante uns meses que me foram benéficos, para depois do gozo das férias, voltar ao sítio do costume, precisamente a 9 de agosto de 2021.
Aos 23 de setembro de 2021, deparo-me com informações novas para mudanças de local. No mesmo edifício mas em patamares diferentes. Tudo por causa de uma alínea (k), de um ponto (1), de um artigo (18º) de um Decreto Regulamentar Regional n.º 24/2021/A, publicado no Diário da República, I Série, 173/2021, de 6 de setembro, e, quem sabe, outras alíneas que possam surtir efeitos novos.
Por hoje é só. O futuro é um ovo por cozer...
Rosa Silva ("Azoriana")
Onda na encosta
Xaile de espuma
Mar de espelho
Terra de bruma
De um céu velho.
Onda é em suma
Vaga e conselho
Vem uma-a-uma
Como em retelho.
Bravo na encosta
Quando em mexida
Sinal de vida.
Manso se gosta
Na rima e prosa
Na maré goza.
Rosa Silva ("Azoriana")
À amiga Leonilde Almeida
Companheira de viagem
Na bela camioneta
Destino à mesma meta
Como ordem de homenagem.
É bonito e de coragem
Quando se aceita a seta
Para a ida predileta
Graças à camaradagem.
Que linda coincidência
Sem recorrer à ciência
Para o rumo que Deus quer.
Leonilde e Rosa Maria,
Frederico neste dia,
Vão ver a Santa Mulher.
Rosa Silva ("Azoriana")
Sempre o SIM
Quando a Mãe nos chama
Ao Altar onde festeja
Santuário foi Igreja
《SIM》 é o valor da chama.
Quando não se quer o drama
Por mais leve que ele seja
Afastam-se mal e inveja
E mais nada se reclama.
Vejam alegria aos molhos
No candelabro dos olhos
Com reflexo ao coração.
É p'ra Serreta que vamos
Porque a grande Mãe que amamos
Jamais vai dizer que não!
Rosa Silva ("Azoriana")
P.S. Inédito para gravação ao querido amigo da Mãe dos Milagres e da Serreta - Manuel Ivo Cota.
Virgem Santa do "SIM"
Penúltimo da Novena
Que chegue a quem não está
Nossa Mãe linda e serena
Seu sorriso a todos dá.
Com o Filho nos acena
Brasil, América, Canadá,
Até à ilha mais pequena
Abençoa mesmo de cá.
Avé ó Mãe da ternura,
Concebida sem pecado,
De Sant"ana e Joaquim.
És da Santa Escritura
O exemplo imaculado
Da Virgem Santa do "SIM".
Rosa Silva ("Azoriana")
Senhora eu não sou digna...
Senhora eu não sou digna de ir ver-Te ao Santuário
Com uma Palavra Tua e o perdão necessário...
A pé corro perigo de ferida ser a mazela,
O transporte pessoal anda a pedir cautela...
Eu gosto da freguesia
Eu gosto de Maria
Eu gosto do que lembro
Eu gosto de setembro.
Eu gosto do Santuário
Eu gosto do Sacrário;
Eu gosto do que digo,
Eu gosto do Amigo.
Eu gosto da Senhora,
Eu gosto da Aurora,
Eu gosto da Estrela
Eu gosto de ir vê-la!
Eu gosto dos odores,
Eu gosto das flores,
Eu gosto da Nossa Mãe
Eu gosto de querer Bem!
Rosa Silva ("Azoriana")![]()
A fé de setembro
É por quem está a sofrer
E quando a vil dor ataca
A força se torna fraca,
Vale orar pró bem do ser.
Em setembro quero crer
Que em mim a rima atraca
Numa corrente pacata
Para alegrar meu viver.
Abro então o meu sorriso
À razão do meu juízo
Na audição da novena.
E da Serreta querida
Ouço a Mãe da casta vida
Que nos tira a dor e pena.
Rosa Silva ("Azoriana")
