Minha filha na foto de Fernando Pavão

Aida Borges foto por Fernando Pavão


Fonte de amor

Filha minha, querida filha,
Que olhos belos eu vi chegar,
Presente lindo de se amar,
Que se renove a maravilha.

É doce estrela que brilha
Numa visão insular
Que é da Terra e do Mar
Numa onda quase em quilha.

Os olhos dela que admiro
No terceto que os refiro
Para lhe dar grã valor.

Meus filhos pérolas são,
Mesmo olhar, mesma visão,
A mesma fonte de amor.

Rosa Silva ("Azoriana")

Amante da natureza

Costinha


(Dedicatória a Eduardo Costa "Costinha")

Por ter berço no Raminho
Que é um ramo natural
Nutre um grande carinho
Pelo seu torrão natal.

Enfrenta qualquer caminho
Como guarda especial
Mesmo que mude o ninho
Não encontrará igual.

O "Costinha" vai em frente,
Seguro, forte e valente,
Rendido à pura beleza...

Terra, água das ribeiras,
Ele dá largas a fronteiras
Como amante da natureza.

Rosa Silva ("Azoriana")

O luto interior

Aproveitem bem a hora
P'ra saborear a vida;
A morte sem despedida
É o que acontece agora.

Há o mau vírus que ignora
A grande dor da partida
A maior e mais sentida
Que num instante devora.

Vive-se numa aflição,
Parte-se na solidão,
"Até sempre" só se diz...

Apelo às boas condutas,
Com frases não se dê lutas,
Dê-se amor ao infeliz.

Rosa Silva ("Azoriana")


Descansa em Paz: António Pais, cantador "O Bolas da Graciosa".


António Pais "o Bolas da Graciosa"

Abraçando a natureza!

Maria Fagundes 2021


Força Maria
Na tua aventura
Goza o dia
Junto à frescura
Com alegria
Faz-se Cultura.

Eleva a vida
Com teu prazer
És a guarida
Do teu viver
A destemida
Sim, podem crer.

Água e vales,
Terra e ação,
Nunca te cales
Na atuação,
Foge dos males
Com salvação.

Maria é estrela,
É vento e brisa,
Podemos vê-la
Onde é precisa,
Natural tê-la
Nunca indecisa.

Recente amiga

No virtual
Não há fadiga
No seu real
Talvez consiga
Ser especial.

Cotovelada
É cumprimento
E mascarada
Faz o momento
Com tudo ou nada
Haja talento.

Rosa Silva ("Azoriana")

"Solário" de rima

Autor Paulo Gil 2021


O sol nesta noite brilha
Porque é feito de sorriso
Numa noite de improviso
Da quadra que maravilha.

Que o meu sol chegue à ilha
Porque dele bem preciso
E desde já o aviso
Que da luz haja partilha.

A luz faz-me iluminar
No verso que faz pensar
Nas horas, dias e meses.

Quero avançar nessa luz
Por isso peço a Jesus
O "solário" mais vezes.

Rosa Silva ("Azoriana")


Foto de Paulo Gil . Agradeço a autorização de ilustração da minha inspiração. Este sonetilho serve de registo para uma excelente notícia recebida neste dia.

Bom dia Amigas!

Brindemos com alegria,
[Cada qual tem a que quer],
Seja para amiga/mulher,
Ou a quem dou cortesia.

Confinemos a folia,
Como outra cousa qualquer...
Reine, como se puder,
Afagos da poesia.

Seja singular e modesta,
Muito branda nossa festa,
No aconchego do lar.

Ao invés de se sair
Bem podemos reluzir
Na intenção de louvar.

Rosa Silva ("Azoriana")

A minha série: Sentir ilhéu (10) - Sou...

Rosa Silva


Sou da ilha, sou ilhoa,
Sou do Mar (ilha do pai)
Sou da Terra (ilha mãe)
Sou, no fundo, amor de alguém
Que comigo também vai
Com a rima que apregoa.

Sou da Festa, sou do Bravo,
Sou do campo, sou da cidade,
Sou daqui, e de outra banda,
Sou do verso que me comanda,
Na dupla velocidade
Da quadra que, em mim, gravo.

Sou livre, sou ancorada,
Sou só e de cousa alguma,
Sou vento, sou verdejante,
Sou de uma ave distante,
Tão feliz na minha bruma,
Com a rima orvalhada.

Sou da roseira, o eco forte,
Sou da vida que Deus quis,
Sou da Terceira, ilha lilás.
Sou do que fiz e fui capaz.
O destino nada me diz...
Hei de ser pó, a minha sorte.

Rosa Silva ("Azoriana")

A minha série: Sentir ilhéu (9) - Risonha aventura

Laranjas


Um sonho anda ancorado
À ideia que me insiste
Em saber se ainda existe
«Laranja de mar salgado».

Não há trilho antecipado...
Na mente só me persiste
O sonho da cor que viste...
Hoje, só, desamparado.

Então, vem de novo, à mente
O eco de mais passadas
Entre a sombra das ramadas...

Tão pura foi a semente,
Do teu querido pomar,
Que não consigo encontrar.

Rosa Silva ("Azoriana")

A minha série: Sentir ilhéu (8) - Voa... voam...

Carnaval 2020


Este ano não há na Terceira
Como não havia outra igual
Uma alegria verdadeira
Com bailinhos de Carnaval.

Foste embora da nossa beira
E isso não foi por mal
Queres seguir uma carreira
Que seja útil e regional.

Mas a lembrança não voa
Nem sequer se fecha à toa
Com a chave da emoção.

Hão de chegar esses dias
Que as rimas e as melodias
Voam em cada coração.

Rosa Silva ("Azoriana")

A minha série: Sentir ilhéu (7) - "Tudo se vai"

Um xaile de nevoeiro
Faz-me recordar de outrora
Vizinha Nossa Senhora
No alto do seu viveiro.

Não, nesse lado, o primeiro
Santuário que agora
Chama os que estão por fora
Rendidos a um cativeiro.

"Tudo se vai" é o que sinto...
E juro-vos que não minto
No átrio da oração.

Fui feliz naquela serra,
Que hoje entre Mar e Terra:
"Tudo se vai" mas Ela não.

Rosa Silva ("Azoriana")

À jovem Presidente da Sociedade Filarmónica Recreio Serretense (Início em 2020)

Aida Borges


Talvez primeira em idade
E a segunda a surgir
Na bela Sociedade
Da Serreta a presidir.

Ama a arte de vontade
Não se pode impingir
Uma boa atividade
Que merece distinguir.

Aida B. do clarinete
Do Buffet Crampon Evette
Um asseio que se admira.

Uma honra de artista
Quinto ano já conquista
O troféu ninguém lhe tira.

22/01/2021

Rosa Silva ("Azoriana")

A minha série: Sentir ilhéu (6): A teia da vida

Por muito que a gente queira
Ter a vida controlada
Ou de tudo reservada
Há sempre uma peneira.

Da sina não há maneira
De ela ser renovada
Segue sempre a estrada
Que nos trouxe a cabeceira.

Há que saber contornar
O mal que se vai encontrar
Entre a onda mais erguida…

Por mais que a gente fuja
Da lama da terra suja
Há sempre a teia da vida.

Rosa Silva (“Azoriana”)

Em Dia de Amigos 2021: Com Filomena Rocha Mendes

Filomena Rocha Mendes


Que dia maravilhoso
Filomena hoje me deu,
Com seu falar bondoso
O melhor nos aconteceu.

"Memórias D'Água", dela,
Correm em ondas brandas;
"Duo Ilha" a sentinela
Que ouço por estas bandas.

Dia de Amigos estreei
No Programa a preceito...
Boa amiga eu ganhei.

Virão vozes, podem crer,
Como água do seu peito,
Com a leitura que correr.

Rosa Silva ("Azoriana")

Valdemar Mota - Obras Completas. Agradecimento público

Valdemar Mota


Ó que Obra preciosa
Chegou hoje à minha mão
Fica sem saber a Rosa
Como contar a emoção.

Estas Obras de um Angrense
Com história de valores,
Uma pérola terceirense,
Uma riqueza dos Açores!

Obras de Valdemar Mota
Que em vida as vê feliz;
A grandeza que ele brota
Honra bem sua raiz.

À família e ao editor,
Ao autor dos melhores bens:
Agradeço com amor
E lhes dou os parabéns!

Rosa Silva ("Azoriana")

21/01/2020

Dia de Amigos - ilha Terceira - Açores.

Ainda o FADO

Era linda a minha mãe
Porque toda a mãe é linda
Para o filho que quer bem
O amor nunca mais finda.

Mãe, eis aqui o teu FADO
Na moldura mais antiga;
Oxalá seja cantado
Por uma voz tua amiga.

Amizade faz-se agora
Amizade não tem hora
É quando um homem quer.

Por isso haja quem cante
Quem hoje está distante
E continua Mãe, MULHER!

Rosa Silva ("Azoriana")

António Coelho, emigrante terceirense

Do velho ele faz o novo
Com seu dom reparador
Essa arte que eu louvo
Do forte trabalhador.

António é altarense
Dos Morros me diz então
Emigrante terceirense
Patriota região.

Faz da chapa o seu pão,
Na bandeja da saudade,
E lembra do seu torrão,
Que deixou, na mocidade.

Janeiro de vinte e um,
Ano que mal começou,
Numa conversa comum,
Com palavras nos abraçou.

Ó ilha Terceira querida,
Que vive em teu coração,
Falar dela dá-te vida
E dura como a paixão.

Na sexta quadra que faço
Com o mote da alegria
Recebe apertado abraço
Meu e tua freguesia.

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: Inspirada na conversa a 14/01/2021.

A minha série: Sentir ilhéu (11) - Cara-meia

O olhar é o sorriso
Que a gente agora vê
Nem o dente é preciso
Só a dor e sei porquê.

Porque a hora do dentista
Não se pode evitar
Para a cura é um artista
E a dor pode tirar.

O dente é necessário
Para comer e sorrir
O meu já é tão precário
Que vale mesmo cobrir.

Estou mesmo desgostosa
Pela boca estar feia
Com máscara estou formosa
Só se vê a cara-meia.

Rosa Silva ("Azoriana")

Terra abençoada

eira primos


primos


Nesta terra abençoada por Maria
A Virgem Mãe de Jesus
O trabalho era pão para cada dia
E à lembrança me conduz.

O ti Chico e o ti Manel
Com mangual na boa eira
Na parceria que era fiel
Na Serreta, ilha Terceira.

Ao rever estas imagens
Do tempo que eu era nova
Relembro dessas viagens
Que de trabalho são a prova.

E o carro que bem cantava
A batuta era a aguilhada
Junto à eira então parava
Qual a vaca mais cansada?!

Ó Serreta, ó Serreta,
Heroína de emoções,
Ó Serreta, ó Serreta,
De trabalho e orações,
De amizade e folia,
Costumes e tradições,
E de tanta alegria
Bordada nos corações.

Rosa Silva ("Azoriana")

A minha série: Sentir ilhéu (12) - Obrigada ao dia!

A mulher diz "Obrigada"
Em qualquer situação;
O homem tem a função
Da palavra ser mudada.

Que seja bem registada
Esta comemoração
Que nos move na ação:
De agrado não custa nada.

Obrigada a quem 'inda ama,
A escrita que derrama
O sentir de uma ilhoa.

Obrigada a outros mais
Que acham que é demais
A escrita que em mim voa.

Rosa Silva ("Azoriana")

Segundo sábado de janeiro

santuario flores


ovelhinha


Serreta


A Serreta bem merece
Uns retalhos de lembrança
De alguém que não esquece
Do seu berço de criança.

Paulo Borges fiz o que pude
Com o carro em minha mão
Ficou de melhor "saúde"
Falta mais uma "operação".

Depois vi imagens belas
Porque o brilho me deixou
Aqui deixo algumas delas
E outras onde se passou.

Aida Borges e Paulo Ormonde
Também vi na Sociedade
No vídeo tu verás onde
Se pinta bem à-vontade.

Santuário da Serreta
Continua um primor;
Na Mata pela valeta
Há pétalas de linda cor.

Digo agora neste espaço
Onde a saudade mora
Recebe o nosso abraço
E dissipa a tua agora.

Rosa Silva ("Azoriana")

Palavras

As palavras de um filho
Doem mais ao coração
Quando a mãe é empecilho
Para qualquer decisão.

A dor maior de uma mãe
É quando um filho se vai
É uma pena que vem
E dela nunca mais sai.

Estas quadras são minhas
Feitas de uma só vez
Voam como andorinhas
Ao 3° dia do mês.

São exemplo verdadeiro
Porque filha também fui
E com o frio de janeiro
O verso aquece e influi.

Rosa Silva ("Azoriana")