"Mal-amanhados" na Terceira

30/04/2020


Ai a linda ilha Terceira,
É minha e nossa mãe,
De ternura verdadeira...
Como ela não há além.


Ai que beleza inteira,
Da ilha que a gente tem...
Podia ser de outra maneira?!
Podia! Mas assim 'tá bem!


Ai como sempre te amo,
Ilha do meu nascimento,
Com verde, vivo talento...


O mar?! A brisa que chamo?!
É vaga, é touro, é rochedo,
É ilha de amor sem medo!


Rosa Silva ("Azoriana")

Tão gentil minha cunhada

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Tão gentil minha cunhada
Alvarina Fortuna Costa
É sempre bem aplicada
Na moldura que se gosta.

Que a vida nos sorria
A ela e seus parentes
Vai a noite e vem o dia
Que cá fiquemos presentes.

Amo tanto a minha casa,
Digo melhor, o meu lar,
Que a gratidão não atrasa
Para a Deus a entregar.

Meu sorriso se inquieta
Para se abrir em pleno
Desde há muito se decreta
Que ele tem de ser ameno.

Rosa Silva ("Azoriana")

Mãos de Talento

Dedicado a Emanuel Félix:


Que orgulho angrense
Diria mesmo terceirense
Com tanto engenho e arte
Que chega a qualquer parte.


O génio que te pertence
No teu traço sempre vence
E a gente que o reparte
Sabe como louvar-te.


Em rima, quase a eito,
Num traço menos perfeito
É o que posso dar...


Para quem faz o que ama
E o nosso olhar chama
Para a tela admirar.


Rosa Silva ("Azoriana")

Os "mal-amanhados"

Dedicado a Luís Filipe Borges e Nuno Costa Santos


Uma dupla, em viagem,
Corsários da era nova,
Em episódios à prova
De uma nota de coragem.


Merecem a homenagem
Bem a jeito de uma trova
Que outra forma inova
A sua bonita imagem.


Quero à quinta relembrar
Que o segundo vai pró ar...
O primeiro foi no Pico.


Faial a ilha veleira
Com amores pla Terceira
Que amor também dedico.


23/04/2020
Rosa Silva ("Azoriana")

A João Marcelino Costa - Maestro

Dedicatória ao João Costa, marido da Helena Costa e pai de Beatriz Costa


Maestro de mente sã
Orgulho da nossa gente
É estrela na manhã
Com o seu ar sorridente.


Maestro de primazia
Dá de si tudo o que sabe
E dá honra à freguesia
É na Serreta que cabe.


Seu valor louvo agora
Com a plena convicção
Que a linda Virgem Senhora
Reina em cada atuação.


Para se servir o Povo
Há que ser como ele é
Da Banda desde bem novo
E nela segue com fé.


João Marcelino Costa
Com sua filha e esposa
É a tripla que aposta
Pelo bem, a melhor cousa.


O meu verso é pequeno
Perante a tua missão
Maestro bom e sereno:
Deus te guarde ó João!


Da prima que te estima
E da minha mãe também:
Aceita a nossa rima
Com o gosto que ela tem!


E aos meus filhos tu deste
O prazer p'la melodia;
Por tudo o que já fizeste
Bem-hajas em cada dia.


20/04/2020


Rosa Silva ("Azoriana")

Santo Amaro do Pico

Ai saudades que de ti tenho
Minha "conchinha de amor"
Que ao ver-te me empenho
No estaleiro construtor.


Ai saudades de familiares
Que se lembram 'inda de mim
Alguns ausentes dos lares
Porque a vida é mesmo assim.


Amaro, Maria, Amélia, Odete,
Margarida, cônjuges e filhos,
Netos que só vejo pela net...
Ao vivo já perdi os trilhos.


Se voltar a Santo Amaro
Sem meu avô e minha avó
É sentir um desamparo
Do grito dela: Saudade!


Rosa Silva ("Azoriana")

Lágrimas ocultas (de menino)

Dedicatória a todas as pessoas que choram sozinhas e/ou aquelas que sentem a dor e não a podem exteriorizar.


menino_da_lágrima.jpg


Lágrimas ocultas


Há lágrimas que se ocultam
Num estado de grande dor
Muito mais então machucam
O ramo do corpo interior.


Há lagrimas que nos sepultam
De tristeza, quando há amor;
E muitas delas me culpam
Tal como uma murcha flor.


Não chores "ó meu menino",
[Porque só choras na arte?!],
O choro também é ensino...


A lágrima se destruiu...
[A obra não se reparte]
À minha fez luto frio.


19/04/2020


Rosa Silva ("Azoriana")

Hino da emoção

A saudade é um repente
Que me sai do coração
Para alegrar o presente
Toca o hino da emoção. (bis)


I
Minha terra é uma flor
Perfume da vida inteira
Ela é o meu amor
É a minha padroeira
Mãe de fé e alegria
Onde eu quero voltar
Ó que linda freguesia
Minha ilha verbo amar.


A saudade é um repente
Que me sai do coração
Para alegrar o presente
Toca o hino da emoção. (bis)


II
O hino te faço agora
Minha terra imortal
Lindo sol brilha lá fora
E faz de ti um postal
Um postal primaveril
Num sorriso de criança
No regaço de abril
Haja o sol da esperança.


A saudade é um repente
Que me sai do coração
Para alegrar o presente
Toca o hino da emoção. (bis)
E dá voz ao coração!


Rosa Silva ("Azoriana")


Música do primo Joe Fagundes

Nova e Feliz Páscoa

Sou humana me confesso
Ter tanto de bem e mal
E a Deus agora peço
O Perdão sem outro igual.


Perdoa, não sou perfeita,
Na vida nem nas ações...
Sem a Hóstia estou sujeita
A partir sem atenções.


Atenções do Pai Eterno
E da Sua Mãe puríssima
Parte de Seu corpo terno
De Espírito Santíssima.


Entra em meu coração
E de quem vive comigo
Por meio desta oração
Vem e sede nosso Amigo.


Pai Nosso que és Amor,
Amas o mundo infinito,
Limpa a sombra desta dor
Dá-nos teu Braço bonito.


Seja feita a Vossa vontade
Na Terra como no Céu;
Salva a Humanidade
Entrega-lhe o Bom troféu.


12/04/2020


Rosa Silva ("Azoriana")

16º Aniversário do blogue Azoriana - terceirense das rimas

Antes que o dia se apague
Para acender o escuro
Nesta hora se divague
Sobre o blogue e o futuro.

Dezasseis anos ele faz...
[É "Quinta de Lava-Pés"]
O blog ainda me satisfaz
E quer ver-te como és.

Se és amigo ou amiga
Da minha quadra rimada
Que se alguma vez castiga
Em outra fico obrigada.

São flores da minha alma
Que espalho pelo mundo;
Se não receber a palma
Fica a semente no fundo.

Obrigada a quem visita
Este humilde casarão
Só quem vê é que acredita
Na escrita de paixão.

A paixão não é Paixão
Uma alegre e [outra Triste]
A paixão é de coração
Para o blogue que persiste!

Obrigada!
Parabéns para azoriana.gifo original desde 09/04/2004
Rosa Silva ("Azoriana")

16º Aniversário do meu blogue Azoriana e (uma história verdadeira de entrada)

Uma história verdadeira de entrada
1
Ó Justina vou-te contar
Uma "história" real
Isto de estar no lar
Acaba por fazer mal.
2
Por causa de uma receita
Que tinha para aviar
Tentei fazê-la direita
E acabei por "avariar".
3
O pedido pelas tecnologias
Fiz eu com todo o requinte
Mas a demora nestes dias
Já explico na seguinte...
4
Enganei-me no "endereço"
Que é coisa que estraga;
Para já e no começo
Foi direitinho a... Braga!!!!
5
A chamada fez-se ouvir
De volta por outra via:
Não estavam a conseguir
Descobrir a moradia...
6
- O senhor é cá da ilha?
Perguntei um pouco aflita
(Pela voz uma maravilha
Só quem ouve acredita…)
7
Ele vai e diz, então:
Da ilha? De Braga sou,
Não vivo na Região...
E minha voz se talhou...
8
Mas que ideia esta minha
De andar a divagar
Para fila e à noitinha
Tenho que ir devagar.
9
Isto só mesmo a mim
Acontecem destes azares,
Pareço uma velha, enfim,
Sem atinar nos lugares.
10
Ó Justina que és brava
Para contar este enredo
Vê se a tecla não encrava
Tens o Carnaval a dedo.
11
Agora eu estou a rir
Mas a rir mesmo a sério
Já deu para divertir
E desvendou-se o mistério.
12
Sem remédio e sem sorte
Porque a coisa é mesmo assim
Se o vírus não me der morte
Vem outra morte para mim.
13
É que preciso mesmo medir
O nível da glicemia
Acabaram por fugir
As tiras… Ai! Rosa Maria!
14
Boa Páscoa te desejo
E a toda a minha gente
Não dou abraço nem beijo
Dou em virtual somente.
15
Que Deus na sua Paixão
Desvie o mal de todos
Para que haja Ressurreição
Toiros e também os Bodos.
16
E mais uma eu te digo
(Sei que farto estás de ler)
Dezasseis anos de artigo
Meu blogue conta hoje ter.

09/04/2020

Rosa Silva ("Azoriana")


P.S. Depois de escrever as quadras é que as contei. Precisamente dezasseis, tal como o nº de anos do blogue. Coincidência ou não, eis a questão?!
Nota: Eu já ri o suficiente por hoje. Agora tá bummm…. Não se deve rir numa Quinta-feira de Lava-Pés.

Silêncio audível de Azoriana

Vício de escrita


Todos iguais. Todos na mesma luta. Todos para salvar todos.


Jamais (em tempo algum) se viu tanta aderência às redes sociais e à partilha do "isolamento" através das tecnologias avançadas, ao ponto, de uma divisão das nossas residências chegarmos a outra extremidade externa.


Jamais ouvira tão bem a leitura do Evangelho do Domingo de Ramos (portas para dentro) e através da VITEC com o nosso Bispo com as vestes singulares. Ouvi sem distúrbio de gente à minha volta...


E porquê? Porque agora ouço tudo melhor no sossego. Bastava de tanto correr, vira-que-vira.


Sou filha da solitude. Gosto de apreciar o que o silêncio me diz.


E o silêncio diz-me que quem me criticava por ter as tecnologias sempre à mão, agora está em mão de igualdade. Todos queremos saber a onda da salvação. Todos somos um e por um vamos todos.


Ouçam "n" vezes "Andrà Tutto Bene" - "Vai ficar tudo bem" se a palavra de ordem se cumprir até que não hajam recidivas.


Silêncio audível de Azoriana


No silêncio sou ave
Inspirada no seu canto
Sou a vida de uma clave
Pai, Filho, Espírito Santo.


No silêncio sou saudade
Na batuta do teclado
De uma parte sou metade
E tenho metade a meu lado.


No silêncio sou a voz
Que em coro proclamamos
No Domingo tudo a sós
Somos Hosana de Ramos.


Tenho já descolorida
Numa parede ancorada
A palma (rama) benzida
No tempo de outra morada.


Venha a nós o Vosso Reino
Seja feita a Vossa vontade
O silêncio serve de treino
Para voltar à Comunidade.


Se a gente ficar bem
Depois da Ressurreição
Silêncio também tem
Uma parte na ORAÇÃO!


05/04/2020


Rosa Silva ("Azoriana")


Veja aqui