Alvarina & José Costa

♡ 29/03/2019 ♡

Aos cunhados e irmã
Temos o dia para fixar
Na memória familiar
Com a rima que é sã.

Antes da tarde a manhã
Depois da luz o luar
Estrelas p'ra festejar
Na ilha de que sou fã.

Alvarina e José Costa
Gente da gente que gosta
Do sorriso em união.

Em Fafe ou na Terceira
Estejam longe ou à beira
Alegram os que cá estão.

Rosa Silva ("Azoriana")

Com 1 ano de idade

Rosa Silva com 1 ano

Mote

O sorriso permanece
Até quando Deus quiser
A lembrança não esquece
Da menina hoje mulher.


- O sorriso permanece -
Numa carinha redonda
Em sombra que reconhece
A humidade que ronda.

A Serreta foi assim
- Até quando Deus quiser -
Às vezes tempo ruim
Mesmo se o sol se fizer.

Nada em mim se enfurece
Ao recordar esta imagem:
- A lembrança não esquece -
Estamos aqui de passagem.

Meu vestidinho xadrez
Esteja lá onde estiver
Levantou só uma vez
- Da menina hoje mulher.

Rosa Silva ("Azoriana")


rosa_bebe.jpg


 

Um “adeus” à boca da Primavera

     Estamos a ver o mar inteiro, cavado a grosso, e tapando a ilha Graciosa com um véu envelhecido pelas rugas do vento. Aqui, onde sentimos o frio que pisa os ossos e o pingo do nariz é inevitável, traz-me a saudade de menina em correrias por atalhos e canadas obedecendo aos mandados dos pais.

     Hoje só restam relíquias que no passado brilhavam e eram os luxos de uma época feliz que parecia quieta e tão longe do meio século que tenho.

     O silêncio e o pó estão de mãos dadas amparando as paredes nuas e o chão sem sombra de passadas humanas. Só resta a lembrança das vozes e o lugar da mobília que, entretanto, pereceu como os donos da minha vida. Encontro pequenas recordações que me apego e levo comigo para alguém, depois de mim, encontrar (tal como eu) e lembrar-se que houve uma menina de usos e costumes de uma serra pequena (Serreta) com o sorriso do sol, vez em quando, para iluminar uma terra que me viu nascer numa tarde primaveril (de petas).

     Que não se esqueçam que fui feliz aos bocadinhos e tive o que merecia algumas vezes.

     …

     Visto da ilha Terceira
     S. Jorge parece lençol
     Escuro na cabeceira
     A meio amarelo de sol.

     ...

     Eu amo-te por me dares quem está aqui comigo a dar-me força para encarar o fim de uma meninice acabada. Adeus casa da mãe

     23 de março de 2019.

Homenagem à inesquecível e exímia cantadeira Maria Angelina de Sousa (Turlu)

Pela Turlu 23032019


Final da homenagem com sete cantadores e eu, Rosa Silva, cada um cantando, na moda do Pezinho, três quadras.


Só por curiosidade, Angelina Sousa (a Turlu) nasceu a 5 de novembro de 1907 (centenário de nascimento em novembro 2007), faleceu a 5 de janeiro de 1987 com 79 anos. Em 23/03/2019 contam-se 111 anos do seu nascimento e 32 anos do falecimento.


Depois colocarei as quadras que proferi...


Rosa Silva ("Azoriana")


 


 


 

Porquê?

Porque é que não fui cantora
Para elevar a alegria?!
Apenas compositora
Da minha eterna magia.

Porque é que sou detentora
De uma densa nostalgia?
É porque o fim apregoa
O que de mim mais fugia.

Fugia a noite da aurora
Como fujo eu agora
De abrir a boca ao desdém.

Fugia a lei da ventura
Deixando a minha ternura
No improviso do bem.

Rosa Silva (“Azoriana”)

Dia do Pai



Há o Pai porque houve Mãe
Da mente isso não me sai
Digo a ti que és Pai também:
- Um Feliz Dia do Pai!

Não há nada mais bonito
Que o amor de S. José
Que foi o Pai favorito
Para quem nele tem fé.

Tive Pai, tiveste Pai,
Ambos noutra dimensão
A lembrança nunca sai
De nos ter dado a mão.

Hoje a eles se dedica
O pensamento do dia:
Pai é aquele que fica
No filho que bem queria.

Rosa Silva ("Azoriana")

As ilhas do "Triângulo" - Pico, Faial e São Jorge

"Cais do Pico" é um ângulo
Com temas no seu alforge
Vem nos mostrar o Triângulo...
Pico, Faial e S. Jorge.

Ficamos a admirar
Toda a sua destreza
Inquietos por visitar
Tanta vida com beleza.

Lá na terra do meu pai
Que tanta saudade tenho
Da minha mente não sai
Fixei bem o seu desenho.

Santo Amaro vai à proa
Do barco lá construído
S. Jorge, santa pessoa,
A seu lado vai destemido.

No veleiro atracado
Alguém visita o Faial
Deixa o marco desenhado
Pra nada lhe fazer mal.

São três ilhas, três amores,
São três cais de maravilhas,
Trio dos nossos Açores
Que do mar são redondilhas.

Rosa Silva ("Azoriana")

Caminhos do pensamento

Matilde Correia


Perdida no pensamento
Olhando a cor da amizade
Somente a flor da bondade
Dá alívio ao tormento.

Perdida além do momento
Que privo na intimidade:
O ser flor natalidade
Para ser flor sem alento.

O corpo fica sem alma
Se torna osso de calma
No fundo da sepultura…

Quando penso me arrepio...
Todo o caminho é um fio
Onde se passa e não dura.

15/03/2019
Rosa Silva ("Azoriana")

Canteiro de Amor

Matilde Correia




Se fosses viva, ó mãe,
Hoje estarias em festa;
Teu aniversário também...
Há anos que não se presta.

Farias setenta e nove
(Foste aos sessenta e três)
E hoje só nos comove
Dezasseis anos que fez.

Bendita e louvada seja
A tua alma com Deus
É o que a Rosa deseja,
Irmã e os parentes teus.

É um canteiro de Amor
Onde floresce mais rima
Para aliviar a dor
Que tinhas sempre ao de cima.

14/03/2019
Rosa Silva ("Azoriana")


Ao Zé Pastor (José Freitas)

De raízes na Terceira
Ilha do teu coração
És Pastor de alma inteira...
Filho da nossa Região.
Nunca esqueces de cá
Do tempo de brincadeira
Vives bem no Canadá
Com a mente na Terceira.
Pastor que eu acarinho
Meu cunhado e amigo
Se te sentires sozinho
Canta um verso antigo.
Canta a tua paixão
Pelo querido S. Bento
"Capital" da tua emoção
E berço do teu talento.
Tu adoravas a festa
Carnaval era contigo
Da ilha tudo o que resta
Tens saudade meu amigo.
Não quero a tristeza
Nestas linhas que te dou
Quero só ter a certeza
Que delas alguém gostou.
Teu sorriso encantador
Fica bem no teu retrato
Um abraço ao Zé Pastor
Inspiraste o meu relato.
Se havia amizade
Ela agora é maior
Porque junta a saudade
Que dizem que é pior.
Não quero que fiques triste
Nem uma lágrima a rolar
Quero que saibas que existe
Gente que te quer louvar.
Um abraço apertado
Da cunhada e teu irmão
Estás sempre ao nosso lado
Em qualquer ocasião.

Ricardo Ávila (dedicatória)

Ricardo Ávila / Dedicatória:

Ricardo Ávila






Sabes? Gostei muito de vos ver
Naquele salão, podes crer,
Fizeste o melhor de ti;
Com gestos ou com a voz
Ao trabalho bom e veloz
Meus aplausos ergo aqui.

Sabemos que és vedeta
(Eu vi-te foi na Serreta)
E a Serreta de ti viu:
Belo papel para cantigas
No bailinho sem raparigas
Que a gente tanto aplaudiu.

Brilhou tua sapiência
Que é melhor que a ciência
Porque nasce de um dom;
Fazes bem a tua arte
Vais também a qualquer parte
E investas qualquer som.

Ricardo nem sei que diga
Em prosa ou em cantiga
Dás-nos contos, prosa e pão
Lembro do Júlio que foi
Mas continua herói
Dentro do teu coração.

Nossa luta continua
P'la Serreta "minha" e "tua"
Podia se construir
No reino da Sociedade
Uma nova variedade
Para o Povo atrair.

Deus te dê inspiração
Sejas tu crente ou não
Sejas um moço ator
Não deixes esvaziar
O dom que tu sabes dar
No palco como autor.

Viva o Carnaval da Terceira!

4/5/2019
Rosa Silva ("Azoriana")





Santuário de Fátima

A minha forma de rezar
É rima como se fosse
P'ra melhor embelezar...
Senhora de Amor tão doce.

Ao mundo fé exemplar
Pelos pastorinhos trouxe
Não mais pararam de orar
O Amor além fixou-se.

Nossa Mãe, Senhora minha,
És de Portugal Rainha,
Teu altar é a Nação.

Aumentai a minha fé
Para vincar que assim é:
Rainha da Salvação!

Rosa Silva ("Azoriana")

Sociedade Filarmónica da Serreta. "Sábado Gordo"

Agora Sim, é CARNAVAL!


A "MALTA DA SERRETA"
Nesta hora se apronta
Para tirar da "gaveta"
O Safari que nos conta.

Agora me sinto "em casa"
Vos digo com muito gosto
Minha rima não se atrasa
Mesmo com chuva e sol-posto.

O salão está mui galante
Bela obra de quem fez
Viva o nosso e o emigrante
Povo que deu por sua vez.

Ó Serreta encantada
No altar de uma montanha
Com a Senhora amada
Com pouco tudo se ganha.

Meu troféu de alma crente,
Meu amor, rima doada,
Pelo meu povo ausente
Digo que estou consolada.

Como é lindo o Carnaval
Foi com ele que nasci:
Viva o grande Festival
Como o nosso nunca vi.

2/3/2019

Rosa Silva ("Azoriana")