Minha escrita não debulha
Tudo o que me vai no ser:
Há ‘inda muita faúlha
Que teima em alvorecer.
Reza o credo e a fagulha
Do que tenho por viver…
E por tudo vem à bulha
O que gosto de escrever.
Tenho a valsa da ternura
Pelos laços de cultura
Que nascem na Região.
Na ilha que gosto tanto
Nasceu todo este espanto
Nas letras que minhas são.
2017/11/30
Rosa Silva ("Azoriana")
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