Convém vos revelar
O que me aconteceu:
Em papel a rimar
A escrita se rompeu.
Para vos ser sincera
Não escrevo no papel;
A tecla é que me espera
Seu toque é como mel.
Caneta não desliza
Com maior rapidez
Para quem improvisa
A tecla é que se fez.
Parece que cantando
A rima sai direta,
A minha é teclando
Como do arco a seta.
Bem bom que assim é,
Se não fosse assim,
Jamais viria de pé
O que saiu de mim.
O teclado é meu forte,
A fonte de escrituras,
Com ele tive sorte
Não me deu desventuras.
Sei as letras de cor
E a sua posição;
Assim é bem melhor
Tive boa lição.
O ano que repeti
A História no liceu
Teclado eu aprendi
E o futuro me deu.
A história que vos conto
Creiam que é verdadeira
Escrevo ponto por ponto
Sem usar lapiseira.
Teclado é dia-a-dia
Constante e preciso,
Com ele a alegria
Mais o dom de improviso.
Rosa Silva ("Azoriana")
História verdadeira
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