Riem-se de mim milhões de vezes
Das rezas que decoro sem pensar
Na bruma ou na aurora dos meses
Que vejo e deixo por mim passa
Eu creio na infinita bondade
Do Santo que venera a grã Lisboa,
Por ser tanta a Santidade,
E risos que a cada pessoa.
António, de tantos o preferido
Por via do que faz aparecer,
Seja o que for que desaparecido
Acaba por nos dar a fé de ver.
Responsos esses que aqui vos deixo
De rima pura em sã lealdade;
Dessa reza nunca me queixo
Nela vejo alva flor da caridade:
“Se milagre desejais
Recorrei a Santo António.
Vereis fugir o demónio
E as tentações infernais.
E por sua intercessão
Foge a peste, o erro e a morte,
O fraco torna-se forte,
Torna-se o enfermo são.
Recupera-se o perdido,
Rompe-se a dura prisão,
E não auge do furacão
Cede o mar embravecido.
De todos os males humanos
Se moderam, se retiram,
Digam-no aqueles que o viram,
Digam-no os Paduanos.
Glória ao Pai,
Glória ao Filho,
Glória ao Espírito Santo!
Rogai por nós, bem-aventurado António,
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Amen!”
Confia nesta oração
Pela tua vida fora
Agradece cada quinhão
Que obteres dele agora!
E que os Responsos deslizem
Pelos lábios que os ouvi…
Adoro quando me dizem:
Lembrei-me agora de ti!
2017/07/14
Angra do Heroísmo
Rosa Silva (“Azoriana”)
Nota: Ver aqui também.
Santo António dos perdidos
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