Bênção das Pastas - Geologia (3°ano) - Paulo Borges

28/05/2017 - Domingo

Dia de Nosso Senhor
É para sempre louvado
Que Ele esteja a teu lado
Sim! Sejas merecedor.

Que voe o digno louvor
Do sino e o seu brado
Na hora em que foi criado
O verbo com mais Amor!

Ao nosso querido filho,
Somente e agora aqui
Estamos agradecidos.

Venha do céu vasto brilho,
Dos que mais querem de ti,
Alegres sorrisos tidos!

Rosa Silva ("Azoriana")

Balada de mãe

"Adeus" açoriano
Da ilha Terceira
Reina hoje o pano
Da tua bandeira.

Que a felicidade
Seja sempre o lema
Da maternidade
Te lego o poema.

Contigo a Cultura
Da ilha dos Bravos
Na Pasta pendura
Meus beijos e cravos.

Lembra a tua irmã
Teu irmão também;
E pela manhã
Lembra a tua MÃE!

Coimbra, 28/5/2017

***

Sei que vou partir
Querendo ficar
P'ra cá vim a rir
P'ra lá a chorar.

Rosa Silva ("Azoriana")

Paulo Borges

Obrigada filho
Por tudo:
Pela paciência
Pela prontidão
Por seres o guia
Da ocasião.

Obrigada filho
Pela Pampilhosa
Por Coimbra
Pelos passeios
E as loucuras
Tantas as festas
De encantar
A ensaiar
Com teus amigos
Novos e antigos.

Obrigada filho
Pelo "santuário"
Do senhor Manaia
P'lo aniversário
Pampilhosense
Pelo Daniel Vieira
(Tem de ir à Terceira)
Também pelo Quim
Amigo sem fim...

Obrigada filho
Por todos os dias
De mais alegrias
Mesmo que o cansaço
Acabe em abraço.
Tinha de escrever
Para o mundo ver
Que estar presente
Faz tudo diferente.

Que Deus te abençoe
E alguma falta me perdoe.

Rosa Silva ("Azoriana")

Bodas de Perfume

Nesta data nosso enlace,
Civil açúcar da festa,
Com perfume já se apresta
No carinho em cada face.

A alegria então dá-se,
Não se perde por ser lesta,
Bela recordação é esta
Não queremos que deslace.

O perfume de uma flor
Perfuma o nosso desejo
E adocica longo beijo...

Um brinde ao nosso Amor
E que o Amor não esfume
A doçura do Perfume!

Rosa Silva ("Azoriana")

Espelho de mim

Ampliado ou reduzido
O espelho me reflete;
Contudo não me compete
Mudar o que tenho vivido.

Se me tenho divertido
Como cousa que promete?!
Foi dois mil e dezassete
Pelo bem de ter nascido.

Como é bom ter-te a meu lado
Meu amor, tanto cuidado,
Nem tanto sequer mereço...

És o espelho de mim,
Um cravo do meu jardim,
Sol da escrita que agradeço!

Rosa Silva ("Azoriana")

Ao Fernando Mendonça

Ambos fora da nossa ilha,
No mês de Virgem Maria;
Teu livro a maravilha
Que conheceu luz do dia.

Portanto peço à Senhora
Que o queiram admirar
E não levem muita demora
Para com ele ficar.

Um poeta da Terceira,
Do Juncal, e bom praiense,
Merece de toda a maneira
O gosto que lhe pertence.

Viva, viva, o Fernando,
Mendonça de apelido,
Que louvo de vez em quando
Muito mais lhe é devido.

Rosa Silva ("Azoriana")

Amor brilhante

Ó estrela citadina
Com vista verde e anil
És de uma ilha subtil
Que preza a graça divina.

Ó cidade vespertina,
Abençoada em perfil,
Céu, mar e Monte Brasil
Mais ilhéus de vista fina.

Ó minha terra adorada,
Ó cidade acetinada
Angra mor leal, constante.

És o doce pergaminho
Meu enlevo, meu carinho,
Cidade de amor brilhante.

Rosa Silva ("Azoriana")

Encontro feliz

Jamais esquecerei este dia
Em que eu fui visitar Góis
Foi um dia de alegria
Para relembrar depois.

Cara Clarisse amiga
Que alegre me recebeu
Eu dou-lhe a minha cantiga
Para saber quem sou eu.

O Marquês, belo gatinho,
Companhia tão airosa,
Fez um gesto de carinho
Olhando a visita: Rosa!

Judite já me esperava
Só que era muito cedo
Um beijinho ela me dava
E de mim não teve medo.

Haja alegria no Céu
Onde estão as nossas mães,
Tiro-lhes o meu chapéu
E vou dar-lhe os parabéns!

Quando for daqui embora,
Na certa levo saudade,
E peço a Nossa Senhora
Que nos dê felicidade.

23/5/2017

Góis - Coimbra. Clarisse Sanches e Rosa Silva

Roseiral (À Poetisa de Góis)

Pessoas são como rosas
Abertas como em botão
Neste dia gloriosas
Entre Góis e a Região.

No jardim das mais formosas
Perfumam o ar e o chão
Entre os verdes amorosas
Dão gosto à nossa visão.

Não sei se eu já vos disse
Que há uma flor Clarisse
No jardim de Portugal.

Ela escreve, é poetisa,
Da sua mente desliza
Precioso roseiral.

Rosa Silva ("Azoriana")

22/5/2017. Coimbra

Vou levar-te comigo
Seja para onde for
Uma ponte sem perigo
Andorinha negra cor.

Tantas vezes eu a vi
Na chegada e na partida
Que dela eu consegui
Recordação para a vida.

Coimbra de Veteranos
De lares entre a verdura
De baladas, soberanos
Fadistas e sã cultura.

Santa Isabel a Rainha,
Pedro, Inês e Santa Clara,
A ponte da andorinha,
E no alto a "Cabra" rara.

Coimbra é sempre assim,
Já nos dizem outras gentes,
Só quando chega o fim
Vêm as lágrimas cadentes.

Por mim mantenho saudade
Da minha Terra querida
Digo com sinceridade
Vou amá-la além da vida.

Rosa Silva ("Azoriana")

Pampilhosa do Botão

Para chegar à da Serra
Tem de ver a do Botão
É um pedaço da terra
Que orgulha a Nação!

Eu conheço a do Botão
Pampilhosa assim se chama
Fez bater meu coração
Passou por lá quem me ama.

Meu filho música toca
Na Banda de nobre gente
Por isso fico contente.

No "Santuário" se anota
Um golo de boa pinga
Com ele ninguém se vinga.

Rosa Silva ("Azoriana")

Açorianas

Nove ilhas de belezas
Sempre beijadas de mar
Tanto faz ir e voltar
São pequenas de grandezas.

Muralhas e fortalezas,
Tem Cultura para mostrar;
Cada cais, muro a dobrar,
Âncora velhas riquezas.

O que vejo desta vez
Território português
Rios, pontes e campismo...

Faz com que lembre amiúde
Das ilhas em plenitude...
Ilha é obra de lirismo!

Rosa Silva ("Azoriana")

Em 14 de maio, em Braga

14 maio 2017 Braga

Mesmo olhar, mesma paz,
Duas vidas numa só,
Só assim eu sou capaz
De rodar como uma mó.

Estar unidos satisfaz
E de nós não tenham dó,
A inveja se desfaz
Como quem desfaz um nó.

Pois nem sempre a pacatez
Se vê assim nos olhares
Noutros lados e mais lugares.

Foi maio que assim nos fez,
Bom Jesus da linda Braga,
Que os grandes males apaga.

Rosa Silva ("Azoriana")

13/5/2017. Passeio por Guimarães

Iluminai-me Senhor
Para que te escreva bem
O perfume de uma flor
Perfume e escrita também.

No berço de Portugal
Onde andou o nosso Rei
Muralhado sem igual
Nos seus passos eu andei.

Não levo nenhum queixume
Terra de patriotismo
Somente o teu perfume
Numa quadra de lirismo.

Guimarães, ó Guimarães,
Fonte de inspiração
Todo o terreno que tens
Rege a nobre Nação.

Rosa Silva ("Azoriana")

Plátano serretense

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Estou tão longe de ti
Mas é o mesmo que sentir
Que ao ver-te desde aqui
Estás em mim e no porvir.

O meu verso é só teu
Porque meu é o lugar
E bem pertinho do céu
Está a musa do meu lar.

Quando voltar e esse chão
Na certeza de um desejo
Abraço o meu torrão
E mais perto dou o beijo.

Meus amores, minhas flores,
Minhas pedrinhas do mar,
Minha terra, meus Açores,
Tenho mesmo que louvar.

Forum. Coimbra. 8/5/2017
Rosa Silva ("Azoriana")