Céu cinzento

Abro o céu da minha mão
À vista de novo dia
Quando o sol se escondia
No ventre da inspiração.

Entre gente, a solidão,
Do canto que a ave cria,
Na bruma que se estendia
Na ilha do meu refrão.

Eis que um golpe de sol
Faz nascer a obra-prima
Da canção de rouxinol.

Sentada de olhar atento,
Solfejando o sol na rima
Abro mão de um céu cinzento.

2016/05/20
Rosa Silva (“Azoriana”)

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