Ao longo da estrada
Vai uma corrida
Se leva marrada
Na certa é renhida.
Por cada fachada
Há a cor sortida
Um rosto de fada
A dar gosto à vida.
É tal brincadeira
Com pelo no dorso
Touro da Terceira
Não mede o esforço.
Estala o foguete
Já o povo acorda
É como um lembrete
Pra esticar a corda.
E sai a bravura
De gozo na escolha
Enquanto ela dura
Se marca na folha.
A ilha ao rubro
Sem nenhum desmaio
Por findar outubro
O que nasce em maio.
Sonho maioral
Provoca enchente;
Olé de arraial
Já nasce c'a gente.
E mais não preciso
Pra fazer brilhar...
Verso de improviso
Toureia o olhar.
Rosa Silva (“Azoriana”)
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