Imagens gentilmente cedidas por Eng. Péricles Ortins, a quem muito agradeço:
Foto da autoria: Sílvia Moura. 2015
Foto da autoria: Péricles Ortins. Julho de 2015, Solar dos Remédios
Não há mais linda que esta
Imagem da Mãe piedosa
Que de triste eleva a testa
Só de atitude chorosa.
O conjunto manifesta
A dor de uma Mãe ditosa
Que amparar só lhe resta
O Filho de tez dolosa.
Bendigo quem ressuscitou
E do sismo resgatou
A Piedade do Corpo Santo.
Feridas, dor e amargura
Fizeram desta escultura
O relevo que amo tanto.
2015/07/28
Rosa Silva (“Azoriana”)
Etiquetas
Senhora da Piedade - Solar dos Remédios
Coleção de artigos com imagens, em ISSUU
Pode ver e ler a coleção de artigos com imagens seguindo a hiperligação a ISSUU.
Primeiro número em julho de 2015.
Recordação: À laia de prefácio. Destinatário: Fernando Mendonça, do Juncal
1
Nada se pode perder
Nesta rede do universo
Coleção há que fazer
E nada fique disperso
O papel 'inda há de ser
O amparo do seu verso.
2
Será que minha influência
Teve algo a incentivar?
A rima não é ciência
Há o dom a encimar
E também a Providência
Dá mote pró seu rimar.
3
Por tudo o que já li
E tenho acompanhado
Chego a sair daqui
Com um gosto emocionado
Por ver que tem em si
O dom pra ser aclamado.
4
Pelos temas que levanta
Pela beleza da rima
Pela palavra que encanta
E nos prende a estima
Pela sua grande Santa
Merece a obra-prima.
5
Tem o mar beijando a areia,
Tem o Juncal onde ensaia,
Tem a sua mente cheia
De valor que não desmaia
E tem amor na ideia
Pela sua linda Praia.
6
Cada verso que constrói
É a prenda feita flor
A lembrar o que já foi
E o que é como escritor
A riqueza de um herói
É partilhar seu valor.
7
Estou certa, e com certeza,
Haverá uma maneira
De divulgar a beleza
Que guarda à sua beira
O amor pela natureza
E o amor pela Terceira.
8
Venha a paz, sem vinagres,
Venha o sonho desse dia,
Venha tudo o que consagres
A Santa Rita que guia
E à Senhora dos Milagres
Que é a melhor companhia.
Rosa Silva ("Azoriana")
Resposta:
Santa Rita minha amada
Dá-me sempre inspiração
E a esta amiga adorada
Dá-lhe sempre a tua mão!
Foi com ela de mão dada
Que do verso fiz paixão!...
Fernando Mendonça
Chão sagrado
Na Serreta fui nascida
Num quarto à média luz;
Andei por tanta guarida
Desta ilha de Jesus.
Foi a vida preferida
Que a outra me conduz;
Pela rima fui tecida
E em nada me reduz.
Em S. Carlos vivo agora,
Residência permanente,
Recordando a minha gente.
Coitado daquele que mora
Num lugar distanciado
Deixando seu chão sagrado.
Rosa Silva ("Azoriana")
Paixão de rimar
Quando eu penso desistir
Desta febre de rimar
Vem sempre algo impedir
Das rimas deixar voar.
A Terceira é brava e mansa
Quando toca à investida
E quando a letra balança
Na escrita da nossa vida.
Tantas vezes amansei
O terceto que sonhei
No clarão da madrugada.
Tantas vezes me apaixono
Pla rima que vem do sono
E voa por tudo ou nada.
Rosa Silva ("Azoriana")
Quando tu chegas...
A solidão se desmancha
E nem dela vejo mancha...
Brilha de norte a sul
Esse teu olhar azul.
Quando chegas aparece
Em mim a voz do presente
Que da tristeza esquece
Com a alegria que sente.
Frederico é a ti que quero
É a ti que sempre espero
No luar da minha vida.
A solidão não faz bem
Contigo ela não tem
Tempo para ser sentida.
Rosa Silva ("Azoriana")
Estou aqui...
Sozinha e no entanto
Estás na minha solidão
Deixas o teu encanto
No meu coração...
Estou aqui por enquanto
Inventando uma oração
Só não sei até e quanto
Vai ser tua esta canção.
A paz que se quer na vida
Traz-nos ternos momentos
Na solidão dos aposentos.
É assim que curo a ferida
Que afoga o vil passado
Com a solidão de lado.
Rosa Silva ("Azoriana")
"Escritos a lápis" - protótipo de livro dos escritos de Oldemiro Silva, USA
Prezados e amigos leitores
Quem dera a coletânea
Que tem um pé nos Açores
Com criação espontânea.
A lápis os seus escritos
Cada qual por sua vez
Ficam sendo favoritos
Na coleção que se fez.
Não importa a idade
Para ler as criações
Serve para a humanidade
Tirar suas conclusões.
Não é fraco, nem é forte
O que escreve por amor
Até à hora da morte
Deixa escrito e dou louvor.
O carinho e a amizade
Se juntam numa só voz
Fica a Comunidade
Com o seu lápis veloz.
Não se mude qualquer ponto
Deixem o autor feliz
Acrescente-se cada conto
Que foi aquilo que eu fiz.
*****
Salve o autor artista
Que da prosa se abeira
Não é por ser repentista
Mas por ter a lapiseira
Que escreve o que avista
Pela sua alma inteira.
Eis o "prefácio" exposto
Sem sequer ele me pedir
Dê alegria ao seu rosto
Para poder prosseguir
Aquilo que lhe dá gosto
E o mundo possa aplaudir.
Com um abraço feliz
Enviado da Terceira
Ilha que foi a matriz
Desta onda passageira
Fico à espera do que diz
O que provocou esta fileira.
Uma fileira repentista
Que gosta de coisas belas
Não posso ser uma artista
Porque teriam mazelas
Só quero que seja vista
Por ter as duas costelas.
Do Pico eu sou metade
Da Terceira outro tanto
Santo Amaro na verdade
Deu-me todo o seu encanto
E a Serreta a saudade
De que me pôs este canto.
Leiam, leiam, por favor,
Não o deixem naufragado,
Oldemiro tem valor
Pelo que tem escrevinhado
Tanto pode ser autor
Como sonho encantado.
Rosa Silva (“Azoriana”)
Serreta - 5 de julho 2015 - dia da freguesia e...
Pode ler-se mais, aqui ao lado. sobre a Mata, Reserva Florestal de Recreio... Confira, por favor.
Dedicado ao Dia da Freguesia da Serreta 2015
Belo postal que eu vejo
Novo e antigo em roleta:
É dia que mais desejo
P'ra louvar nossa Serreta.
Sou filha da freguesia
Por lá mesmo eu nasci;
Saí dela e não devia
Pois parece que morri.
A morte também se vive
Mesmo tendo vida plena...
Foi o local onde estive
Que hoje me deixa pena.
Serreta minha alegria
Na lembrança do passado;
Hoje faço a cortesia
A esse trono sagrado.
Rosa Silva ("Azoriana")
P.S. Se gostarem podem imprimir e dar aos "filhos" da Serreta :)
Mata da Serreta. Reserva Florestal de Recreio da RAA, por DLR 16/89/A, de 30 de agosto
Tem zonas de piquenique
E uma casa de abrigo;
Mais então se identifique
Na companhia de amigo.
Tem o Parque Infantil,
Instalações sanitárias,
E tem um lindo perfil
De árvores que ali são várias.
Tem um lindo Chafariz
O antigo fontenário;
Quem não se sente feliz
Ao lado de tal cenário?!.
Tem a casa do Romeiro
Renovada e contente
Só é fria em janeiro
Se lhe faltar aguardente.
Mesas, bancos e ladeiras,
E um altar para a Missa;
Todas as suas fronteiras
Zelam por boa justiça.
Os verdes dão-nos repouso
São o pulmão secular;
As aves tem o seu pouso
Alegres a chilrear.
Se levarem mantimentos
Tem forno e chaminé,
Mesmo que corram os ventos
Tentem manter-se de pé.
Água pura, cristalina,
Numa bica apropriada,
Faz a massa fofa e fina
Adocica a caminhada.
Reserva natural de recreio
Com zonas maravilhosas
Aguarda nosso passeio
Com sombras tão amistosas.
O Serviço Florestal
Da nossa ilha Terceira
Fez do lazer pedestal
Uma reserva prazenteira.
Não deixem de a visitar
Pétalas há pela valeta
Do cimo avistam o mar
Que parece a silhueta
Da ave a decorar
Bela Mata da Serreta.
Provida de multicores,
Prendada vegetação,
Com mesas e grelhadores
Mote para a refeição;
Legislada nos Açores
Amada p'la população!
Rosa Silva ("Azoriana")
Para 5 de julho de 2015, domingo.
- O dia da freguesia da Serreta -
Legislação regional: DLR 16/89/A, de 30 de agosto
Há 25 anos precisamente, por isso, a Festa é de Prata!
Dia de negrume
É um dia de negrume
Volta e meia o céu crama
Parece que tem ciúme
Daquilo que a gente ama.
Chovem gotas espigadas
Que picam nosso verão
Nas bermas e nas estradas
Tudo foge ao seu picão.
Ó minha terra lilás
Que de bruma me enfureces
E até de mim esqueces.
Levanta o chumbo e zás
Traz-me apenas um gosto
Bordado de sol no rosto.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: Em Angra do Heroísmo, debaixo de chuva, fresca que nem uma alface abatida... mas contente. Faz-me lembrar "gente feliz com lágrimas" de um bom escritor...
