Saudade...

Maria, pais, Alexandrina


"O que fica de quem vai?" Ouvi a pergunta de Daniel Oliveira a Daniela Mercury, em Alta Definição, de 31/01/2015.


Eu respondo:


Fica a lembrança combinada com a saudade de quem se amou.


E aí dou comigo a pensar... Ai saudade que me matas em vida...


 


Saudade em vida mata
É um nó que não desata
E numa tristeza lança
Tenho saudades da filha
Que é minha maravilha
Um desejo de criança.

Saudade de outras eras
Quando as minhas primaveras
Eram vaivéns de atalho
Da infância quando eu ia
Na hora de qualquer dia
À visita que agora falho.

As "titias" que já não estão
Residem no coração
Alexandrina e a Maria
Aprendi que a saudade
Se constrói da amizade
Ao lado de quem nos cria.

Tive meu pai, minha mãe,
Que às filhas queriam bem
Foram meu berço sagrado;
E mesmo na outra banda,
Vizinhas da minha varanda,
Tive outro berço lembrado.

Rosa Silva ("Azoriana")

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