Se eu soubesse desenhar o traço leve e acertado para definir o meu estado de espírito seria como que o desenho do ano. Seria assim um campo enorme e uma única ovelhinha ao centro de cabeça levantada e com um ar apático, sem rumo, inerte. Como é difícil começar após uma pausa entre outros afazeres que não os habituais, no que respeita à atividade laboral. Como é difícil tomar o pulso da situação após uma pausa para os “excessos” que desnorteiam o fim de um ciclo para começo de novo ciclo. Como é difícil despertar com os toques compassados de um despertador insistente que teima em nos tirar do quentinho da flanela que aconchega o corpo que digere a véspera de uma volta ao ativo de ir e voltar a um acerto de contas permanentes. Como é difícil prever o futuro num estado de moléstia presente. Só tenho fácil um pensamento: hoje é a primeira sexta-feira do ano, o primeiro dia de trabalho, a primeira rotina do trânsito casa-trabalho e vice-versa, o primeiro estacionamento num parque que me leva ao delírio matinal, o primeiro “picar” de presença, o primeiro toque de chaves que abrem as portas para o estado estatístico, o primeiro abrir de interruptores que me dá a claridade diária de uma sala e um monitor que talvez tivesse saudades de me ver quase em permanente fixação nele e no que me permite acionar durante oito horas quase seguidas, salvo a interrupção para outras necessidades físicas. Como é difícil parar de escrever após começar a seguir um raciocínio que nem sei se tem leitores a esta altura de um parágrafo sem ponto final imediato… Como é difícil arrancar o que pausou motivado por uma festa repetente que, supostamente, devia aproximar a gente das gentes… Como é difícil explicar resumidamente o que sinto neste “relâmpago” de me ligar a uma infinidade de tarefas acionadas por simples toques de um teclado cuja melodia é a única que ouço neste emaranhado de letras secas, sólidas e quase m-o-r-i-b-u-n-d-a-s… C-o-m-o—é—d-i-f-í-c-i-l—v-e-s-t-i-r—o—h-á-b-i-t-o—d-e—e-s-t-a-r—s-e-m—a—m-í-n-i-m-a—v……. Haja Deus!
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