Esta gente que agora canta Dos velhos não tem noção (?) Porque levantam a garganta E perde a força a missão.
É preciso a humildade E elogiar os antigos Porque a sinceridade É que cria bons amigos.
Não ouvia a cantoria Mas quando me interessei Vi brilhar como não via E a rima então pesquei.
Não pesquei como quem pesca Com o fio chamariz Fui tecendo a quadra fresca Cuja rima é a matriz.
Ai quem pudesse cantar A toda a hora e momento O que a rima segredar P’ra deixar voar ao vento.
Há uma forte ventania Na arte dos cantadores Que fazem da cantoria O melhor voo dos Açores.
Sinto a alma a explodir Com rimas ao desbarato Meu coração se as seguir De certeza dá-lhes trato.
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Por favor alguém me acuda Estou a cantar a sério Se eu vos peço ajuda É p’ra desvendar o mistério.
Que mistério é este o meu Parece não ter travão?! Se cada um tem o seu Este é mais que um vulcão.
Valha-me Santa Maria! Valham-me anjos do céu! Dai-me asas p’ra cantoria, Fazei voar algum chapéu.
Para ver o chapéu voar Da cabeça de vocês Era preciso atuar Muito mais que uma vez.
Se calhar eu não enxergo O que muitos enxergaram; Se calhar eu não me vergo Como tantos já vergaram.
Esta quadra foi tão pobre Como pobre também sou Só queria a alma nobre Do pouco que me restou.
Ouvi Ferreirinha das Bicas Com seu filho a cantar Com quadras lindas e ricas Que me fizeram chorar.
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