A propósito do artigo anterior (Lançamento do livro de João Leonel)

Da sextilha que me fez
Tão linda, está muito bem;
Sinto que algo talvez
Tenha vindo do além,
Porque sinto muita vez
Um sinal da minha mãe.


 


João Leonel Retornado:


 


"Sigam os vossos caminhos,
Neto, filho, pai ou mãe;
Obrigada pelos carinhos
DA VIDA QUE VEM DE ALÉM.
Não há rosas sem espinhos
Mas esta Rosa não tem."


 


Há em mim alguns espinhos
Que aos poucos vou ceifando;
Há também fortes raminhos
Nas quadras que vou criando,
Mas perante seus pergaminhos
Meus espinhos vou curando.


 


Quem fizesse uma coroa
Para em ouro te ofertar
Lembrando que a pessoa
Erra quando tem de errar
Mas do céu bem me ressoa
Um sinal para mais te cantar.


 


Um lírio de alva cor
Viu no bordão S. José;
Uma marca por amor
A Maria, que Virgem é,
E a quem canta com fervor
Tem sempre um lírio ao pé.

Agora que posso fazer
Para florir minhas flores?!
A teu lado pude ver
Tão risonhas minhas cores.
Só que vou anoitecer
Sem cantar além Açores.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

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