É Carnaval (quase, quase)

Bom dia classe trabalhadora.
Nem sei se o dia está de sol?!
Na cabeça tenho uma debulhadora
E nem prego olho no parco lençol.

Tenho uma boa remessa de flechas
Que Índios me andam a atirar,
Na testa as dores parecem mechas
Numa fogueira sempre a solfejar.

Bendito seja o nosso Carnaval
Com apitos e ruídos de alegria…
Oxalá não piore e tudo me faça mal
Bem como aos índios que a mente cria.

Nem sei se vou dormente a folia aguentar
Sentada na dura cadeira de um salão
Com gente brincando a bom cirandar
E a provocar a minha inquietação.

O trabalho cai em cima de mim,
Como um boião cheio de cultura
Na madrugada acordo, enfim,
Volto a dormir como em sepultura.

Só mesmo a rima para a vida atiçar
O que de morto já me parece ser…
Acabo, então, por nada apregoar
Sobre o que me anda a entontecer.

Gozem bastante o bravo Carnaval
Com os bailinhos que nos trazem encanto
Não deixem é o frio vos fazer muito mal
Para caírem doentes para novo canto.

Comam bastante doçura nas mesas,
Espantem o povo que se quer feliz;
Não deixem as gadelhas muito desprezas
E cantem alto o que tendes de raiz.

É Carnaval!

Rosa Silva ("Azoriana")

Bailado açoriano

Dançam as ondas do mar
No palco de águas mansas
Dançam estrelas no luar
Que com teu olhar alcanças.

Dançam ramos de arvoredos
Com melodias de vento
E dançam os meus segredos
Nas linhas deste momento.

As ilhas são um mistério
Numa dança regional;
Em cada uma um Império
Com Bandeira em pedestal.

Dançam as letras fogosas
Que saem do coração
Como um ramos de rosas
Que dança da emoção.

Somos aquilo que criamos
Na mansidão da escrita;
Somos tudo o que amamos
Só quem vê nos acredita
E se não somos sonhamos
Com a dança favorita.

Rosa Silva ("Azoriana")
Angra do Heroísmo. Terça-feira rumo ao Carnaval.

BPAR Angra do Heroísm: Charrua e seu espólio

Charrua - o Poeta do Desafio


 




 


Para que conste vos digo
A definição de Poeta:
É contudo ter consigo
A inspiração de profeta.

É ter em si o Ideal
O perfume da poesia;
É ter o dom original
E abraçá-lo cada dia.

Depois vem arte e talento
Numa bandeja dourada
Que se serve num momento
E não custa quase nada.

Uma admiração perdura
No Povo e sua memória
E daqui nasce a cultura,
O património e a História.


Nota: Após verificar e reler o prefácio assinado pelo Dr. Marcolino Candeias, sobre José de Sousa Brasil Charrua.

Desde já vos adianto
Que é digno de elogio
Quem trabalhou e fez tanto
Plo Poeta do Desafio.

Seu espólio catalogado
À nossa disposição
Na Biblioteca zelado
Ao dispor da Região.

Rosa Silva ("Azoriana")
No dia que tomei conhecimento do sítio que nos partilha a documentação existente de Charrua

Carnaval da lilás ilha

Uma colcha de poemas
Embeleza a ilha Terceira:
Os Bailinhos com seus temas
São a paixão verdadeira.

Carnaval não tem idade,
Nem tristeza, nem pecado;
É um palco de amizade
Sempre com a rima ao lado.

Carnaval da lilás ilha
Não tem conta nem medida
Foi amado toda a vida.

Na diáspora se partilha
O Carnaval dos lilazes:
"Ora vá dentro rapazes!"

Rosa Silva ("Azoriana")

Angra do Heroísmo, 23.fev.2014
(Dedicatória póstuma a Carlos Cândido - 23.fev.2001 - faleceu pelo Carnaval, do qual gostava muito)

Último sábado de fevereiro

Como é sabido, pela maior parte dos conhecidos, nem sempre fui amante de escritos em prosa e/ou rima. Não escrevia coisa alguma no tempo em que nem tempo havia para pensar nela.

Por outro lado, sempre tive pensamentos continuados e fora de comum, que ninguém sequer sonhava que os tinha. A minha mente, como a de muitos, é um amontoado de ideias, palavras e sonhos, uns realizáveis, outros apenas flutuam calados.

Isto a propósito de dar comigo, nos dias que correm, a escrever escrituras mesmo sem papel nem caneta, sem teclado nem outro qualquer meio tecnológico. Apenas escrevo mentalmente em rascunhos sem passar à efetiva edição.

E quando leio outros escritos em prosa catedrática, como lhes chamaria, ou em rima intuitiva, sinto chegar a galope uma vontade imensa de dar vida a letrinhas coroadas de mil sentimentos ilhéus e, mais concretamente, com a tonalidade dos verdes húmidos e azuis marinhos ou celestes de um palmo serretiano. Amo este termo que encontrei (e não lembro se já o conhecia mas não me é totalmente estranho) numa nota de Fagundes Duarte, neste sábado de invernias.

Como sou feliz, minha gente amiga (ou não), com os escritos de outrem e meus. Como sou feliz quando dou aplausos e os recebo em prol da escrita que acende fogueiras na alma.

Estou completamente apaixonada por tudo o que me faz escrever e ler neste pedaço de escritos amontoados, ora de alegrias, ora ténues badaladas sentimentais.

Escrevo e escreverei até que haja motivo para abraçar o que de melhor tenho: a ilha, de ilhas e de escrituras valentes, coloridas de anil, de pastos, montes e vales... palcos marujos e outeiros de esperança.

Não se deixe empalidecer a ilha que somos.

Sábado, véspera de um aniversário de quem trouxe o mar à minha mãe - terra serretiana, mas que partiu para outro universo há treze anos.

Que este escrito prosaico o eleve como o elevo agora:

- Carlos Cândido, meu pai, mestre, artista de pluri-artes, oxalá estejas bem, na companhia da minha mãe!

Todos amamos os nossos antecedentes de uma forma ou outra, na justa medida. Pena é de quem não pode amar, entenda-se querer-bem seja a terra ou o mar: o que nos constrói em laços de fogo e cultura.

22 de fevereiro de 2014

Rosa Silva ("Azoriana")

Terceira minha querida!

Terceira minha querida
Amor do meu coração
Por lilás és conhecida
Terra da minha paixão.

Em ti muita gente pensa
Cada vez que reza o terço
Foi de Jesus à nascença
E de quem teve cá berço.

Minha terra abençoada
Com festivais de alegria
Desde nova coroada
Por sorrisos de simpatia.

Das nove a mais animada
Seja de noite ou de dia,
Numa visita guiada
Uma saudade nos cria.

Rainha de Portugal
Foste e sempre serás
Tens uma Sé catedral
Que o Rei Salvador nos traz.

Nove estrelas reluzentes
Tem assento na Bandeira
E na gente estão presentes
Cada uma à sua maneira.

Canta como canto agora
Em tom de felicidade
E canta que a tua aurora
Dos Açores tem claridade;
Canta a mãe que te adora,
Canta o campo e a cidade
E canta a ilha onde mora
O que te causa saudade.

Rosa Silva ("Azoriana")

Galeria da alma (para quem diz que a escrita é uma seca)

Bom dia!

Gostava de me sentar na galeria da alma. Após um fim-de-semana de pouca atividade apresento-me ao rescaldo das coisas por fazer. Abri os olhos para o novo termo e assentei a forma de estar viva, mesmo que embaciada pela ausência das janelas do campo.

Ainda, sem correntes duradouras, faço os possíveis por tingir de letras os passeios de artigos ao desbarato do pensamento. Não me importo com as entrelinhas do maldizer e digladio-me com as que possa estender nos fios da comunicação à vista mundana. Talvez poucos e poucas as leiam mas dá-me um prazer enorme deixá-las esvoaçar de mim para as relíquias de um piscar de olho.

Nasceu gente e morreu outra, forçosamente. Eu nem sei se vivo ou se estou na vista do ilhéu de palco com o pano curvo. Não se pode prever o além. Apenas se podem adormecer as ideias na curva do tempo que vai surgindo.

Dormi bastante e ouvi o som das minhas palavras na corrente de outras tantas que se vestiram de delicadeza e ou timbre mordaz. Prefiro sempre a beleza do palavreado anunciado a uns quantos ouvintes. Não sei precisar quantidades mas que prevaleça a qualidade, animada de satisfação. A minha satisfação é diferente dos demais. Prefiro nem balbuciar o quanto me satisfaz abrir a alma ao dia seguinte, depois de receber a visita da simbólica divindade de prata. É bonito acordar para a vida após um sonho vadio.

Debruço-me, agora, no quadro da semana e vejo os números a clamar audiência. Quem sabe se ainda vou a tempo de os alinhar e enquadrar na fileira de um estado de apuramento anual.

De resto, desejo um bom dia de segunda. Hoje é dia de correio, do meu correio.

2014-02-17

Quando Ele quer connosco estar

Uma Coroa, com pomba no globo celestial, o cetro e a salva são os componentes essenciais, de prata, para simbolizar o triângulo da nossa fé: Pai, Filho e Espírito Santo que fazem a união plena que é DEUS. Quem crê, sem mais aquelas, sente-se coroado de bênçãos ao ponto de ter a força necessária para sobreviver às arrogâncias da vida terrena.


 


Ao lado, e não menos devota, está a simbólica imagem, que serve de exemplo da verdadeira imagem existente no altar do Santuário de Nossa Senhora dos Milagres, da freguesia da Serreta.


 


Ainda, mais ao lado, o Coração de Jesus e o Coração de Maria, em duas pequenas estatuetas que adquiri com gosto. Nos anos idos consta que não havia casa que não possuísse um exemplar desta dualidade religiosa: Mãe e Filho.


 


A luz representa, no modelo de água, azeite e a lamparina, a alegria da companhia de claridade.


 


Por fim, as flores, que mesmo sendo artificiais, completam o ornamento de um compartimento dedicado à visita domiciliária de intenções festivas cristãs.


 


Anualmente acontece esta permanência, por uma semana, sensivelmente, para que possamos refletir na nossa breve existência. Há quem tenha em sua residência uma Coroa benzida pelo sacerdote e creio que é uma proteção na vida. Quem crê tem uma força diferente e vive aceitando a vontade do Pai, do Filho e do Espírito Santo.


 


Na alegria e na tristeza,
Na saúde e na dor
Só Deus dá com firmeza
O verdadeiro Amor.

Se crente não questionas
A bondade do Senhor
E com gosto adicionas
À vida o grande valor.

Salve Espírito Santo,
Salve nobre Padroeira,
Amparai o nosso canto
E da humanidade inteira.

Que a vossa luz ilumine
As horas de cada dia
E que maior fé domine
Os corações em agonia.

Rosa Silva ("Azoriana")

Um cheirinho da ilha Terceira, para Radio Portugal USA

Gostava de assim chamar


A minha intervenção


Para puder perfumar


Quem ouve a vossa emissão.


 


Foi a quinze de fevereiro


Que minha voz emigrou


E foi o dia primeiro


Que com efeito ecoou.


 


"Voz dos Açores" na estação


Rádio Portugal USA


Onde cada coração


Bate como o meu, bem sei.


 


Com inédita criações


No sábado de cada semana


Deus dê mais ocasiões


Prás rimas da Azoriana.


 


Obrigada a todos vós


Com atenção redobrada:


Seja louvada a vossa Voz


Pelos Açores admirada.


 


Doravante o meu regaço


É uma hortense de alegria


Termino com um abraço


A quem me fez companhia.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


Gravado para a Rádio Portugal USA.

Municípios da ilha Terceira e algumas datas importantes

A ilha Terceira é composta por dois municípios - Angra do Heroísmo (AH) e Praia da Vitória (PV), como todos praticamente já sabemos. Cada município tem dezanove e onze freguesias, respetivamente, totalizando trinta freguesias.


A primeira freguesia, cerca de 1456 (séc. XV), foi Santa Cruz (PV). Cerca de 1478 (séc. XV) foi a vez da , de São Salvador (AH).


Ainda no séc. XV, cerca de 1480 os Altares, de S. Roque (AH), cerca de 1482 a Vila Nova, do Divino Espírito Santo (PV) e cerca de 1486 Santa Bárbara (AH), foram as freguesias que se seguiram.


O Porto Judeu, de Santo António (AH) teve a fundação cerca de 1502; no ano seguinte, 1503 teve lugar a Vila de S. Sebastião (AH); Em 1507 foi a vez da Vila das Lajes, de S. Miguel Arcanjo (PV) e cerca de 1531 a Fonte do Bastardo, de Santa Bárbara (PV).


A freguesia de N. S. da Conceição (AH) fundou-se em 1553. Dali a três anos, cerca de 1556 foi a fundação dos Biscoitos, de S. Pedro (PV), para cerca de 1560 estar na lista S. Bartolomeu dos Regatos (AH).


Cerca de 1568 foram cinco as freguesias fundadas: Ribeirinha, de S. Pedro (AH), S. Mateus da Calheta (AH), Cabo da Praia de Santa Catarina (PV), Fontinhas de N. S. da Pena (PV) e Quatro Ribeiras de Santa Beatriz (PV), portanto, duas de Angra do Heroísmo e três da Praia da Vitória.


S. Bento (AH) teve início em 1572 e S. Pedro (AH) seguiu-se em 1575.


Cerca de 1584 foi a fundação da Agualva de N. S. de Guadalupe (PV) e em 1595, Santa Luzia de Angra do Heroísmo. Cerca de 1684 temos as Doze Ribeiras, de S. Jorge (AH).


A Terra Chã, de N. S. de Belém (AH) fundou-se em 1825.


A Serreta, de N. S. dos Milagres (AH) tornou-se freguesia em 1862, ficando em vigésimo quarto lugar na lista ordenada por data de fundação, completando no ano de 2012, século e meio de existência.


Em vigésimo quinto lugar vem as Cinco Ribeiras, de N. S. do Pilar (AH), em 1878. Em 1880 temos o Raminho de S. Francisco Xavier (AH) e em 1906 temos a Feteira, de N. S. das Mercês (AH).


Em 1951, S. Brás, da Praia da Vitória e em 1980 o Posto Santo, de Santo António (AH), ficando para último, em 2001, a freguesia do Porto Martins, de Santa Margarida (AH).


 


 


Município Freguesia Patrono Fundação Ordem
Praia da Vitória Santa Cruz Santa Cruz 1456 (cerca de) 1
Angra do Heroísmo S. Salvador 1478 (cerca de) 2
Angra do Heroísmo Altares S. Roque 1480 (cerca de) 3
Praia da Vitória Vila Nova Divino Espírito Santo 1482 (cerca de) 4
Angra do Heroísmo Santa Bárbara Santa Bárbara 1486 (cerca de) 5
Angra do Heroísmo Porto Judeu Santo António 1502 (cerca de) 6
Angra do Heroísmo Vila de S. Sebastião S. Sebastião 1503   7
Praia da Vitória Vila das Lajes S. Miguel Arcanjo 1507   8
Praia da Vitória Fonte do Bastardo Santa Bárbara 1531 (cerca de) 9
Angra do Heroísmo Conceição N. S. da Conceição 1553   10
Praia da Vitória Biscoitos S. Pedro 1556 (cerca de) 11
Angra do Heroísmo S. Bartolomeu dos Regatos S. Bartolomeu 1560 (cerca de) 12
Angra do Heroísmo Ribeirinha S. Pedro 1568 (cerca de) 13
Angra do Heroísmo S. Mateus da Calheta S. Mateus 1568 (cerca de) 14
Praia da Vitória Cabo da Praia Santa Catarina 1568 (cerca de) 15
Praia da Vitória Fontinhas N. S. da Pena 1568 (cerca de) 16
Praia da Vitória Quatro Ribeiras Santa Beatriz 1568 (cerca de) 17
Angra do Heroísmo S. Bento S. Bento 1572   18
Angra do Heroísmo S. Pedro S. Pedro 1575   19
Praia da Vitória Agualva N. S. de Guadalupe 1584 (cerca de) 20
Angra do Heroísmo Santa Luzia Santa Luzia 1595   21
Angra do Heroísmo Doze Ribeiras S. Jorge 1684 (cerca de) 22
Angra do Heroísmo Terra Chã N. S. de Belém 1825   23
Angra do Heroísmo Serreta N. S. dos Milagres 1862   24
Angra do Heroísmo Cinco Ribeiras N. S. do Pilar 1878   25
Angra do Heroísmo Raminho S. Francisco Xavier 1880   26
Angra do Heroísmo Feteira N. S. das Mercês 1906   27
Praia da Vitória S. Brás S. Brás 1951   28
Angra do Heroísmo Posto Santo Santo António 1980   29
Praia da Vitória Porto Martins Santa Margarida 2001   30

Rádio Portugal USA

2014-02-09

Novidade: Rádio Portugal USA


 


Da Lilás ilha naveguei
"Rádio Portugal USA":
Rosa Silva ora vos dá
Um tanto que produz cá.


Esta será, sempre que possível, a quadra de entrada para uma intervenção radiofónica a convite, que muito me honra e que agradeço de coração, do nosso estimado emigrante barbarense, Euclides Álvares.

Com sã paixão e alegria
"Made in" ilha de Jesus
Vai trabalho que se cria
No livro da minha luz.

A luz que é inspiração
Da musa que em mim existe
Há de entrar no coração
Do alegre ou do mais triste.

E se o toque te atingir
De uma forma saudosa
Cá estou para te acudir
Deram-me nome de Rosa.

Agradeço à Santa Mãe
Que me revela caminhos
Através de quem me vem
Dar afetos e carinhos.

Euclides Álvares é dos tais
Que a Mãe abençoou
E à Rosa, dos Folhadais,
Essa bênção partilhou.

É um terno locutor
Da Rádio americana
Que preserva o amor
Da temática açoriana.

Porque os nossos emigrantes
Merecem nosso sorriso
Hoje não são mais distantes
Do regaço do improviso.

Improviso é nosso dom,
Nossa alma, nossa fé,
E a ilha lhe dá o tom
Com o timbre da maré.

Há uma maré de saudade
Na cantiga do meu jeito
Que comunga a amizade
Que nasce da flor do peito.

Padre, Filho, Espír'to Santo,
É a bênção que ora peço,
De vocês já gosto tanto
E jamais eu me despeço.

A despedida é triste
E não quero dar tristeza
Só quero saber que existe
Uma relíquia Portuguesa!

Beijos, beijos, obrigada!

Rosa Silva ("Azoriana")

Rainha do Carnaval

O cheirinho a Carnaval
Já se começa a sentir
Porque da ilha é afinal
Uma rima linda a florir.

Carnaval que traz à cena
Cantares e passos de dança
E a ilha toda lhes acena
Com aplausos à confiança.

Brilhos, cores e alegria,
Melodias de encantar,
Um palco de fantasia
Como flores a enfeitar.

Eu te amo ó Terceira
És uma rainha sem igual
Tens direito à bandeira
Com brasão do Carnaval.

Rosa Silva ("Azoriana")

Pescador açoriano

Pescador que vais ao mar
E o incerto tu enfrentas,
Para o povo alimentar
Tens de passar por tormentas.

Pescador de altas vagas
Ao comando da traineira
Que na volta melhor afagas
O cais da nossa Terceira.

O peixe que trazes pra mesa
Tem o perfume do mar
Para nos dar a certeza
Que sofreste para o pescar.

Eu te louvo e reconheço
A força do oceano
Para sempre te agradeço
Ó pescador açoriano!

Mereces honras e glória
Em cada cais que te espera,
Tua arte piscatória
Até com Jesus se venera.

Peço, então, que nunca deixes
As redes sem oração:
Lembra o milagre dos peixes
E pede a Deus bom quinhão.

Rosa Silva ("Azoriana")

O Fascínio da Fajã (em vídeo)


 


Capelinha dos Milagres

Fajã um lugar sagrado

Porque sagrado é o chão
Onde outrora foi deixado
O que hoje é uma Bênção.

Não lhe faças mal algum
Ajuda a preservar
Um altar tão incomum
Que serve para assinalar.

Assinala uma passagem
Que serve de oração
A quem passa de viagem.

E quem nesse local chora
Ou sorri de coração:
Milagre tem da Senhora.

Rosa Silva ("Azoriana")

Telha de Arte e Rimas


 


Eis prima telha com arte
De quem a sabe trabalhar;
Com minhas rimas, em parte,
E a jeito de pendurar.


 


Se gostar desta ideia
Não se faça acanhado
Pode ter a casa cheia
Com verso personalizado.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 


Nota: No dia que minha avó materna, se fosse viva, comemoraria o 113º aniversário. Fica a oferta que lhe daria neste seu querido dia, numa homenagem à ilha que a viu nascer, viver e partir, sem conhecer o que a neta trazia na alma "a inspiração de rimas".