1º de um janeiro (2014 - 1980 = 34)


 

Trinta e quatro anos do pesadelo
Que entranhou nos nossos lares
A ilha (as três) foram um novelo
Ferido em todos os lugares.

Casas, gente e animais
Dores, pranto e um vazio
Seres que não voltam mais
Terror que jamais se viu.

E hoje o que penso disto?!
Ainda está como vivo
De falar dele não desisto
Há sempre algum motivo.

Reconstrução me comandou
Ao longo da minha vida
Do trabalho que me criou
De onde a ilha foi erguida.

Tanto ano, meses e horas
No meu coração se contam
Tantas imagens sonoras
Que ao sismo me remontam.

Só os sinos se calaram
Nas Igrejas destruídas
Enquanto gentes choraram
As suas vidas perdidas.

Nossas ilhas tem origem
Entre montes e tremura
As tragédias nos exigem
Pensar bem na desventura.

Importa é que nos erguemos
De mãos dadas para a luta
Ai tanto que já fizemos
E continuamos em labuta.

Bravo povo açoriano
Desta ilha renovada
Que ao lembrar daquele ano
Lembres da força gerada.

"Sismo d'Oitenta" já içou
A lembrança à nossa gente
No site tudo apostou
No testemunho presente.

01-01-2014
O primeiro artigo do ano
Rosa Silva ("Azoriana")

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