Perdida em mim soluça a noite sem luar
O grito do vento castiga o sonho manso
A alma esvoaça sem nada alcançar
Perdida sem mim nem o corpo descanso.
Que a noite serene ante tanto amordaçar
Na palpebra fria que do frio alcanço;
Que a raiz se coloque no seu lugar
E deixe florir os caules do seu avanço.
É fria a brisa louca que não se cala
E faz-se ilha vã vestida de luto
Num casebre livre quase em absoluto.
Dançam as palavras que a voz embala
Cresce a solidão das verdades sãs
Cresce-me o tédio sem sol das manhãs.
Rosa Silva. ("Azoriana")
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