Meu tempo


 


Meu tempo


 


Hoje não me cantam os versos
Que se abraçam ao coração
Sinto que eles estão submersos
Nas fontes da inspiração.

Hoje há uma luta interior
Que a palavra resguarda
Louvado seja o Senhor
E o meu Anjo da Guarda.

É que para dizer asneiras
Mais vale estar calada
E sair das estribeiras
Adianta pouco ou nada.

Hoje não voam as pequenas
Linhas de um bem escrever
Como lindas açucenas
Que no campo vi crescer.

Hoje sou a flor da saudade
Do meu pai e da minha mãe
Quando a minha mocidade
Era só feita de bem.

Não se deixe o passado
Ausentar-se do presente
P’ra acertar passo errado
No tempo que resta à gente.

Rosa Silva (“Azoriana”)

1 comentário:


  1. como sempre com a inspiração à flor da pele e tentas tapar o sol com a peneira. lindo!

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