Com tanta notícia má que me entra pelos olhos adentro, dai-me Senhor, discernimento para aguentar toda esta maléfica inundação de noticiários que arrepiam até ao tutano. Dai-me Senhor entendimento para aquilo que juro não entender. Dai-me Senhor forças para aguentar tanta pressão, tanto corte, tanta provocação de quem nos governa. Dai-me Senhor vontade de continuar a suportar este mundo cão. Dai-me Senhor luzes suficientes para caminhar sem cair nos escombros de tanta putrefação. Dai-me Senhor discrição porque se me deres um empurrão por mais pequeno que seja eu escrevo palavra que não convém. Dai-me Senhor o que já não tenho: pachorra!
Querem-nos tirar mais o quê? Podem levar a camisa, as calças, as cuecas mas não nos levem as tábuas do caixão porque se não vamos ir nus tal como viemos. Acho que vai ter mesmo que ser. Hão-de acabar os funerais de luxo e pompa a favor de tábuas rasas, lisas e sem coberta luxuosa. Hão-de acabar todas as formas de luxo a favor do pé rapado.
Quando é que os que todos olham para o seu interior e veem que não são diferentes?! A diferença na raça humana, a meu ver, é a aparência externa porque a interna é tudo igual com medidas relativas. Sejam mais discretos e não façam o ódio ser a arma de arremesso.
Assumam de uma vez por todas: Portugal afundou!
E Portugal afundou
Não há jeito de levantar
Coitado de quem te criou
E te vê a definhar.
Se só tiras e não dás
Maior buraco tu crias
Pareces um Satanás
Um Herodes dos nossos dias.
Rosa Silva (“Azoriana”)
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