Saem colchas das janelas
Fecham-se as festas de Verão
Pincelam-se as aguarelas
Retalhos da imaginação.
Já não estalam foguetes
Foi-se o bravo das touradas
E limparam-se os tapetes
Que floriram nas estradas.
Não cintilam arraiais
Na faina de festa feita
Ao silêncio dos pardais
A natureza está sujeita.
Foram-se arcos e procissões…
Cada patrono descansa
Até mesmo nos salões
Nem um pezinho de dança.
Mas a festa continua
É o nosso sentimento
Pode não ver-se na rua
Permanece em pensamento.
Em cada verso o retalho
Do que se faz na Terceira
A festa dá mais trabalho
E roda a ilha inteira.
De maio até outubro
Meio ano a cirandar
É na rima que descubro
A festa do verbo amar.
O amor é querer bem
De maneira altruísta…
Quem ama o que a ilha tem
É feliz e amor conquista.
Não esqueço o Carnaval
Que não entra nessa data
E também vem o Natal
Que outra festa não empata.
E assim se vive a vida
De alegria e pé ligeiro
Jamais será esquecida
A que vibra o ano inteiro.
Angra do Heroísmo, 16 de outubro de 2013.
Rosa Silva (“Azoriana”)
Retalhos… [da festa da ilha]
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