Novo és, velho serás...

Peço que leias até ao fim
O meu verso irritado
Não o escrevo por mim
Mas plo povo reformado.

Ouço os velhinhos coitados
Com cortes na sua pensão
Foram eles os culpados
De nos dar o berço então.

Foram eles que cuidaram
Dos filhos que hoje são
Os tais que muito cortaram
Da sua parca refeição.

Peço com mais compaixão
A todos os governantes
Que não tirem a ração
Dos que bem lha deram antes.

Não sejam tão radicais
E pensem que velhos serão
Lembrem-se que hoje são pais
E amanhã vão no caixão.

Ao chegar junto ao Juiz
Justo e Omnipotente
Perguntará e logo se diz:
- Tirei o pão de muita gente!

Depois não haverá remédio
Do mal que agora se faz
E se achas que isto é tédio
Faz melhor se fores capaz.

Rosa Silva ("Azoriana")
2013/05/10

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