Por entre as ervas daninhas
Que crescem sem ser plantadas
Podem ver-se as avezinhas
À procura das mesadas.
O que para nós incomoda
Serve a outros de sustento
É lindo ver à nossa roda
Quem vive ao sabor do vento.
Um melro, garça ou gaivota
Chamam a nossa atenção
Mesmo quando nem se nota
Estão a dar-nos boa lição.
Exemplo de liberdade
Fugindo à libertinagem
Mais no campo que na cidade
Dão exemplos de coragem.
Não temem o rigor do frio
Ao sol cantam dia-a-dia
Paira no ar seu desafio,
Improvisam a melodia.
Se ouvires alguém cantar
Quando na terra trabalha
Na certa vai agradar
Ao melro que anda ao calha.
Outros melros que vagueiam
Nas redondezas vizinhas
Não cantam e até torneiam
As pobres ervas daninhas.
Tira daqui a lição
Que voa das entrelinhas
E faz nascer uma canção
Dando a pauta às andorinhas.
Rosa Silva ("Azoriana")
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