Dança que dança

Dança que dança Bem que podia escrever o assunto destinado a uma dança de Carnaval para o próximo festival terceirense. Até é bem verdade que já tenho em “arquivo” algumas sextilhas que uma saudação merece. No momento não estou propriamente inclinada para escrever enredos para danças carnavalescas. Falta-me uns pozinhos de humor para rechear uma plateia de sorrisos. Atualmente convém rir a bom rir para desanuviar o estado taciturno que se vê em quase todos os rostos da crise que inflama cada vez mais.

Diga-se que até já evito beber água para não ter de rodar muita vez o botão do autoclismo. Mesmo que ponha uma pedra de peso dentro dele não vai evitar que a roda ande e desabe com uns litros do precioso líquido. O melhor que terei de fazer é angariar fundos para construir um depósito que apare as águas livres que caem graciosas do céu. Temos tido um quinhão razoável nesse aspeto pois a chuva é a única dádiva celeste que dá para lavar corpos e materiais. Só ainda não lavou mentes que teimam em fazer-se melhores e vai-se a ver, daqui a nada, vão tropeçar no labirinto das cadeiras com raízes que remontam a outros séculos.

Quem conseguir mudar o mundo que levante o dedo. Quem conseguir fazer milagres universais que os faça mas pense um pouco no rasto de destruição que vai deixando para trás.

Já percebi, e julgo que muitos também já o perceberam, que para se fazer qualquer alteração há sempre uma revolução. Uns saem vivos com sequelas, outros ficam abananados, e, outros ainda, ficam na lembrança de muitos.

Se não perceberem nada do que os quatro parágrafos anteriores querem dizer, não se preocupem e nem se chateiem porque, em suma, quem percebe está-se nas tintas para esta meia dúzia de desabafos que nem sequer são dignos de patrocínio algum.

Por falar em patrocínio, lembrei-me de uma coisa que me anda a intrigar. Porque não se dá um LOUVOR, ou uma espécie de VOTO DE SAUDAÇÃO ou AGRADECIMENTO PÚBLICO a Sua Excelência o Presidente do Governo Regional dos Açores cessante?

Carlos Manuel Martins do Vale César foi um dos melhores políticos que conheci. Merece tributo. Merece não ser esquecido. Temos, e ainda bem, no portal do Governo Regional uma secção com resumo histórico da sua presidência desde 1996 até outubro de 2012.

Pronto. Por hoje é tudo. Bom fim-de-semana!

Rosa Silva (“Azoriana”)

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