Sufoco

Escalar a montanha da vida torna-se cada vez mais difícil. É ingreme a subida e tem muitos solavancos e percalços. Hoje, por exemplo, dei comigo no local de trabalho sem me lembrar do percurso desde a residência até ao portão principal de um edifício com marcas de história. O problema maior é dar comigo a pensar que ainda faltam dois dias para chegar a bem-aventurança de um sábado e a redondeza de um domingo. Desta feita, o domingo será diferente devido à obrigatoriedade de sair de casa para dar um sinal, em cruz, na quadrícula do meu consolo e na hora que sou livre.

Mas o mais grave disto tudo é que ainda faltam onze “bons-dias” para chegar o que já nem dá para o gasto. Compromissos, impostos e contas feitas dão conta de uma despesa sem receita de equilíbrio capaz.

O melhor que podia acontecer-nos era fazerem uma paragem, reverem a conversão do malogrado EURO, e pensarem que um café custa sensivelmente CENTO E VINTE ESCUDOS, se formos a converter à moeda anterior ao EURO. Será que ainda não chegaram à conclusão que enquanto não houver essa paragem, a dívida irá subir a montanha ao ponto de alcançar um pico que jamais avistará o vale?! A ver pelo meu caso imagino o resto dos casos por esse mundo português abaixo. Não admira que estejamos todos (eu já há muito que dei por isso, antes mesmo da maioria) à beira de um sufoco financeiro em alta escala.

Quem avisa a tempo merece atendimento.

Juro-vos que não há quem consiga mudar estes destemperos financeiros sem a tal paragem de ajuste da vida quotidiano-financeira. É preciso é ter tomates para isso, ou melhor, produzir tomates, cebolas, feijão etc.

Rosa Silva (“Azoriana”)

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