Disseram-me poetisa para não morrer
Um poeta não morre no seu viver
Afaga as letras, dá-se em palavras, ama,
Aceita a acendalha de nova chama.
Um poeta não morre no seu viver
O seu pergaminho o faz crescer
No rasgo profundo da sua pena
Faz leve a brisa na pele morena.
Afaga as letras, dá-se em palavras, ama,
Beija as sílabas e canta-as pela rama;
Que pena a morte não deixar saber
Se o poeta volta para agradecer.
Aceita a acendalha de nova chama,
Nos livros e telas que alguém reclama
À leitura dos olhares que o tempo esgota
E ao fim de contas a saudade brota.
Disseram-me poetisa… para eu viver!
Rosa Silva (“Azoriana”)
I am speechless Eu fico mesmo sem fala
ResponderEliminarSer poeta é ser maior,
ResponderEliminarnas palavras feitas verso;
ou em textos, que confesso
podem ter a mesma prosa,
sejam estes o da Rosa
ou se de outra pessoa for.
Ser poeta é ser maior!.
Venham teorizar o berço
desta ciência onde nasço
e onde cresce a glossa
e a cantiga que engrossa
esta voz seja onde for.
Ser poeta é ser maior!
NINGUEM NASCE POETA
ResponderEliminarAssim como uma ceta
Nao alcanca a sua meta
A menos que seja apontada
Assim é aquele que é poeta
Se o ensino nada o afeta
Entao ele nao sabe nada
Tudo tem de ser aprendido
E por aquilo que tenho lido
É natural que seja assim
Porque diferente dos animais
Os filhos aprendem dos pais
Isto foi toda a vida assim
É verdade que requer esforco
E eu esta ideia bem endorce
Senao isto nao fazia sentido
Ver alguem aprender morse
E depois sentir algum remorso
De nao nascer com isto aprendido
Portante quer poeta ou poetiza
Escutem agora quem vos avisa
E nao vos deixeis enganar
Porque para por golo na baliza
Tem que se ter amor a camisa
E treinar treinar e mais treinar
Nao queremos desencorajar
Aqueles que gostam de cantar
Mas nao nasceram como poetas
Eles so teem de se mentalizar
Que se no alvo querem acertar
Entao teem de afinar bem as cetas
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