Eu, normalmente, venho de carro para o trabalho. É mais fácil se bem que menos económico. Não transpiro como acontece neste momento.
Por outro lado, apreciei os sons matinais, o madrugar do campo e do mar. Lavou-me as narinas só com o cheiro salgado.
Parei na Silveira para tomar o café. Ouvi vozes de reclamação dos frequentadores do estabelecimento habitual, estou convicta de que será mesmo habitual… Pelo sim, pelo não, todos reclamamos de alguma coisa. Torna-se o comum do dia-a-dia. Não devíamos reclamar enquanto Deus nos colocar manhãs como esta de hoje. O sol beija-nos com seu beijo quente. O mar limpa-nos a alma de ilhéus. O chão é de basalto polido pelos pés que ameaçam alguma bolha de tanto andar… Mas não devo reclamar. Há tanta gente que adorava estar no meu lugar… Não! Não queiram… Sobretudo na parte das finanças.
************
Aparte tudo isto, tive o prazer de receber um pedido para envio do meu livro. Oxalá venham mais porque se aproxima a efeméride que é a razão de ser de muita da minha escrita.
Há uma quadra favorita
Em tudo o que entrego;
É a doçura da escrita
Que dá prazer ao meu ego.
Rosa Silva (“Azoriana”)
Sem comentários:
Enviar um comentário
Obrigada pela visita! Volte sempre!