O stresse puxa a morte

Em tempos idos, eu conseguia lidar com o stresse com uma paciência incrível. Nos dias que correm como lebres (ou outro bicho mais corredor ainda) [Ou será a gente que corre mais numa loucura que até mete dó?!] sinto que o stresse entra e poisa, atormenta-me e anda a querer puxar-me para a morte. É verdade! Ainda há pouco tempo senti como que um arranhar na zona peitoral e pus-me à espreita de sentir mais qualquer coisa mas o arranhão converteu-se ao silêncio.


Porque vejo por todo o lado uma correria, uma loucura, um querer e não puder, um combater o adversário com unhas, dentes e paleio quanto queira, uns lambendo o doce e outros comendo pão com bolor, uns de salto alto e outros de sabrinas, uns de gravata e outros descalços vão para a fonte que lhes dê água pela barba… Enfim, isto tudo anda a stressar-me q.b.

De uma coisa estou consciente: Se o tal de stresse me puxar para a morte ASSUMO que tudo fiz a bem da nossa Região Autónoma dos Açores no que concerne à dedicação, empenho e trabalho produzido com os recursos pessoais e profissionais que estão ao meu dispor.

Quanto à realização pessoal e privada tem ondas e marés mas a fé tem-me ajudado a ter a esperança que dias melhores podem vir se todos continuarmos a abusar do brio e do zelo.

Depois deste solarengo apontamento escrito lembrei-me que tenho que ir à farmácia e ao correio por motivos pessoais que vão sendo adiados por causa de outros que não devo adiar. É sempre assim, o meu fica sempre para a última :)

Finalizo com uma quadra com outro tipo de stresse, mas com esse posso bem:

Confesso que tenho uma pena
E juro que tal não é pequena;
Anda-me ao redor a sondar
Em outubro em quem votar?!

Rosa Silva (“Azoriana”)

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