CANTO A ESCREVER

Sempre que canto a escrever
Entre quatro paredes meias
Acabo por acender
Uma chama nas minhas veias.

Minhas veias a compasso
Regadas pelo coração
Deixam sempre em meu regaço
Um amor, uma paixão.

O amor é duradoiro
A paixão assim não é
Tudo o que luz não é oiro
Mas é uma prova de fé.

Tenho fé porque acredito
Foi sempre o meu feitio
Que um dia será favorito
Meu canto ao desafio.

Ainda não chegou a hora
Digo isto na certeza
De cantar plo mundo fora
Sem deixar minha portuguesa.

Ao toque de um botão
Acionando teclas e som
Irá fora da Região
Este nosso e meu dom.

Não escrevo com vaidade
E no canto muito menos
Sou do campo vim pra cidade
Nenhum tem de mais e menos.

Cada ser e cada gesto,
Cada coisa e sentimento
Abundante ou sem resto
Terá sempre algum talento.

Movida pela emoção
Ancorada à escrita
Terei sempre uma oração
À minha Mãe favorita.

Porque Ela me comanda
Sem eu sequer lhe pedir
(Uma Mãe nunca se manda)
Já sei o que vou ouvir.

Filha minha, alma ancorada
À tua terra natal
Dei-te uma caminhada
Pra cumprires um ideal
Por quem sofreu na estrada
Para o bem celestial
Um dia vais ser chamada
Ao canto regional
Não negues por tudo ou nada
Toma o rumo original
.


Rosa Silva (“Azoriana”)

Sem comentários:

Enviar um comentário

Obrigada pela visita! Volte sempre!